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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Cuia e Cambona - Cifra-
D D7 G F#7 Bm Bm7/A
110-110-110-110-110-19-27-26-27-114-112-110-19-110-112-114-112-110-19-17-
G A7 D D7 G F#& Bm
17-17-17-17-17-15-13-13-15-13 - 12 - 110-110-110-110-110-19-27-26-27-114-112
Bm7/A G A7 D
110-19-110-112-114-112-110-19-17 -17-17-17-17-15-15-17-19-112-112-110
D F#7
Um rancho, um livro, um pátio, uma milonga
Bm
Um pingo bueno no buçal... O gado pampa pela volta
A7
E a prosa um tanto mais regional...
D F#7
Um verso, um resto de poesia, uma alegria,
Um chasque escrito na carona...
Bm A7
Uma porção de coisas boas querendonas
E o mundo cuia e cambona!
G F#7 Bm Bm7/A
A vida inteira andei pelas palavras
G A7 D D7
Campeando algum lugar, o que dizer
G F#7 Bm Bm7/A
E nunca mais perdi aquela estrada
G A7 D
Onde pensar é o dom que não se lê!
F#7
Foram tantas rimas sendo repetidas,
Tantos pealos, domas, causos e fogões...
Bm
Que a minha alma seca por um mate,
A7
Quem sabe, responda pelos galpões...
D F#7
A letra é o tema, o termo necessário é o passo,
Que a inspiração precisa pra viver...
Bm A7
A arte é o pampa amando o campo pelos filhos,
Com a idéia pelo ser!
G F#7 Bm Bm7/A
A vida inteira andei pelas palavras
G A7 D D7
Campeando algum lugar, o que dizer
G F#7 Bm Bm7/A
E nunca mais perdi aquela estrada
G A7 D
Onde pensar é o dom que não se lê!
D F#7
O corpo, a mente, um freio, um par de arreios,
Uma canção pra se guardar...
Bm A7
O coração chutando toco e uns "loco"
Fazendo a coisa andar!
D F#7
Assim é o troço, é o nosso fundamento, é o tempo,
É o que atropela a criação, é o fim da picada,
Bm A7
É a poesia no rincão do Toro Passo cheirando a pasto
Pechando boi na invernada!
G F#7 Bm Bm7/A
A vida inteira andei pelas palavras
G A7 D D7
Campeando algum lugar, o que dizer
G F#7 Bm Bm7/A
E nunca mais perdi aquela estrada
G A7 D
Onde pensar é o dom que não se lê!
terça-feira, 17 de abril de 2012
Romance Milongueado
De: Mauro Moraes
CD: Cuia e Cambona
Dm A7 Dm A7
32-23-10-11-15-13-11-10-23-10-22-32-33-32-30-43-30-32-32-23-10-11-15-13-11-10-23-10-22
Dm A7
32-33-32-30-43-42-40-32-31-32-43-32-11-32-31-32-42-32-31-32-42-32-10-32-42-32-10-32-31
Dm A7 Dm
32-40-32-11-32-23-10-11-15-13-11-10-23-10-22-32-33-32-30-43-42-40
Dm
Este meu cantar milongueado
A7
Um tanto passado, um tanto presente
Sente quando a alma se guarda
Dm
Ou rasga uma armada, no rastro da gente...
Este meu campear figurado
A7
De pingo encilhado e marca campeira
Cria quando mete a cucharra
Dm
Lidando co'as garra cheirando a mangueira
C7
Compadre, eu guardo tudo nos olhos
F
Com o pinho no colo bobeando as estrelas...
A7
E ainda escrevo tudo o que gosto
Dm
De um jeito bem nosso pra nunca perdê-las!
C7
Compadre, eu deixo sentar o toso
F
Tocando os cachorros no gado, nas ovelhas...
A7
E ainda esbarro firme o cavalo
Dm
Metendo um pealo com a boca na orelha!
C7 F
Por nada o tempo chispa da frente
A7 Dm
E a gente sobra no coração BIS
Ando a pata de cavalo galopeando versos
Grudadito à sonoridade destas guitarras crioulas...
Lindeiras de campo, de pátio e fronteira
Arranchadas à alma quando empeço um poema
Na boca d'uma porteira.
()
Dm A7 Dm
32-23-10-11-15-13-11-10-23-10-22-32-33-32-30-43-42-40
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Deixa Pra Mim - Mauro Moraes - Cifra
Intro. 49-48-49-28-39-49-28-39
49-48-49-27-38-49-27-3849-48-49-27-38-49-27-38
49-48-49-28-39-49-28-39
49-48-49-28-39-49-28-39
49-48-49-28-39-49-39
17-18-210-17-28-210
27-28-39-27-38-39
410-38-49-47-510
Em B7
Égua veiaca uma bragada que me deram
Em
Em
Mandava basto num corcóveo distorcido
B7
B7
E meu ponchito perfumado de morena
Em
Em
Linda açucena deste rincão florecido
E7 Am
Numa estanzuela de fronteira num domingo
B7 Em
B7 Em
Me vinha vindo dum bailezito entroncado
B7
B7
Do corredor já enxerguei o movimento
Em
Em
cento por cento e um palanque bem clavado
B7 Em
Pedi licença e apeei no parapeito porque
B7 Em
B7 Em
O respeito faz a vida mais comprida
B7 Em
B7 Em
E num saludo despachado a moda antiga
B7 Am G B7 Em
B7 Am G B7 Em
A gente amiga, macanuda e devertida
Em B7 Em
(Deixa pra mim que a vida enfim me deu bolada
B7 Em
E eu venho zonzo de cordeona e de guitarra
B7 Em
Deixa pra mim que a vida é assim nas gauchada
B7 Am G B7 Em
B7 Am G B7 Em
E eu sou mais eu depois que aperto as garras)
Em B7
O estancieiro, um castiano buenachão
Em
Em
Um calavera na lida da gineteada
B7
B7
Achava lindo entreter o vizindário
Em
Em
Com encenario de matrera y reservada!
Por: Jonathan Villagran
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Retrato Gauchesco
F F F A# C7 Am Dm7 Gm C7 F F7
A# A# Am Dm7 Gm C7 F
F
A bandeira do Rio Grande
vem tremulando na frente
F7
um taura puxa o piquete
A#
pata aberta, bem montado...
C7
Sombreiro negro tapeado
F
o olhar mirando lejos
Gm
num retrato gauchesco
C7 F
o orgulho do nosso Estado.
F
O crioulo malacara
sabe o peso da forquilha
F7
pelo de ouro que brilha
A#
nesta manhã setembrina...
C7
Não sei se é lá da Faxina
F
do Carcáveo ou Sarandy
Gm
talvez do Upamaroti...
C7 F F7
mas desta Pátria Sulina!
A#
O povo batendo palmas
F
reverencia um campeiro
Gm
fronteiriço brasileiro
C7 F F7
legenda do pago antigo...
A#
Que negaceia o perigo
F
na lida de bois e potros
Gm
sem querer ser mais que os outros
C7 F
que assim conserva os amigos.
F F F A# C7 Am Dm7 Gm C7 F F7
A# A# Am Dm7 Gm C7 F
F
Pelo garbo e o entono
carrega o sangue farrapo
F7
descendência de índio guapo
A#
estampa tradicional...
C7
Que traz o mundo rural
F
pra o povo, mesclando ânsias...
Gm
o corpo de peão de estância
C7 F
e a alma de um general!
F
O pañuelo maragato
esvoaçando no pescoço
F7
e o gateado que é um colosso
A#
troteia se abaralhando...
C7
Pala encarnado rimando
F
entre o pelego e o basto
Gm
verso com cheiro de pasto
C7 F
trazido de contrabando.
(Ponte)
F7 A# |
Dá gosto ver um gaúcho |
F |
e a cada dia me lembro |
Gm |
noutro vinte de setembro |
C7 F F7 |
mais entonado que um galo... |TOCAR
A# | 2x
Hoje a mão que bota o pealo |
F |
levanta o pano sagrado |
Gm |
um pavilhão desfraldado |
C7 F |
e o Rio Grande de a cavalo! |
Gm
um pavilhão desfraldado
C7 F F7
e o Rio Grande de a cavalo!
A# A# Am Dm7 Gm C7 F
O Corte
Tom: C
Am - Dm7 - G7 - Em7 - Am - Dm7 - G7 - C (REPETE)
C
Mas oigale-te porqueira
Am Dm7
Tivesse metido pura
G7
Sempre me disse o Chibeto
C
Conhecedor das tonturas
C7 F |
Se tu não tem um bom corte |REPETE
G7 C |
É melhor tomar ela pura |
G7
C
Luzia baixo da Lua
Am Dm7
Meu cavalo colorado
G7
E eu preparava a mistura
C
La pucha! Que foi o diabo
C7 F |
Era só um aperitivo |REPETE
G7 C |
Só pra sentar o mate-amargo |
Am
Ainda tenho o bilhete
Dm7
Esse sim não se perdeu
G7
Dizia assim numa parte
C
Que a cozinheira me leu
C7 F |
Desde o dia das carreiras |REPETE
G7 C |
Ela também gostou do teu |
Am - Dm7 - G7 - Em7 - Am - Dm7 - G7 - C (REPETE)
C
Sobre a cabeça do basto
Am Dm7
De regalo a manta pampa
G7
Num trotezito chasqueiro
C
Sonhava com a percanta
C7 F |
Por que cortei essa bruta |REPETE
G7 C |
Com ki-sucão de laranja? |
G7
C
Duzentas braças da festa
Am Dm7
Bem pra lá do bolicho
G7
Hay tava, carpeta, canha
C
Tudo que é tipo de vício
C7 F |
Até uma china pinguancha |REPETE
G7 C |
Que não refuga serviço |
Am
Eu tinha tudo arreglado
Dm7
Há quase cinco semanas
G7
Tinha já carreira atada
C
Com a prima-irmã da Bibiana
C7 F |
Por que cortei essa bruta |REPETE
G7 C | 3x
com ki-sucão de laranja? |
Am - Dm7 - G7 - Em7 - Am - Dm7 - G7 - C
Milonga Abaixo de Mau Tempo
(intro) C Em F G7
C F
Coisa esquisita a gadaria toda
F#º C
Penando a dor do mango com o focinho n'água
F
O campo alagado nos obriga à reza
G7 C
No ofício de quem leva pra enlutar as mágoas
F
Olhar triste do gado atravessando o rio
F#º C
A baba dos cansados afogando a volta
F
A manha de quem berra no capão do mato
G7 C G6
E o brabo de quem cerca repontando a tropa
Am Em
(Agarra amigo o laço enquanto o boi tá vivo
F
A enchente anda danada molestando o pasto
F#º G7
A passo que descampa a pampa dos mil réis
Am Em
E a bóia que se come retrucando o tempo
F
Aparta no rodeio a solidão local
F#º G7
Pealando mal e mal o que a razão quiser
C Em7
Amada me deu saudade
F
Me fala que a égua tá prenha que o porco tá gordo (bis)
F#º G7
Que o baio anda solto que toda cuscada lá em casa comeu)
(intro)
C F
Coisa mais sem sorte esta peste medonha
F#º C
Curando os mais bichados deu febre no gado
F
Não fosse a chuvarada se metendo a besta
G7 C
Traria mil cabeças com a bênção do pago
F
Dei falta da santinha limpando os pesuelos
F#º C
E do terço de tento nas prece sinuelas
F
Logo em seguidinha é semana santa
G7 C
Vou cego pra barranca e só depois vou vê-la
G6
E|------|
A|--2--|
D|--0--|
G|--0--|
B|--3--|
E|------|
Fronteira
Tom: C
Am
Vez por outra alguma tropa se perde sem deixar rastro
Dm
Leva sementes de pasto pra brotar em campo ajeno
Am
Volta e meia algum moreno no altar duma pulpería
E7 Am
Trança rima em melodias amaciadas de sereno
Am
Neste chão apaysanado, duas línguas, mesmo idioma
Dm
Do basto espora e cambona, do quero-quero e sorzal
Am
Vento pampa oriental, brisa mansa brasileira
E7 A
Que se mescla nas pradeiras num chamamento ancestral
A E7
Fronteira, nunca frouxemo o garrão
Bm E7 A
Fronteira, nem refuguemo bolada
A7 D
Fronteira, semo mesmo um do outro
A
De mesma pega de potro
E7
Da mesma lida campeira
Am
Do velho e bueno "oh de casa"
Am
La campana, un reservado, el tento crudo, el culero
Dm
Un redomón y el domero, retratos pra botar em quadro
Am
Bocal, rédea, cacho atado, milonga, poncho y pañuelo
E7 Am
E uma história de sinuelo num amor contrabandeado
Am
São essas coisas nativas no dia-a-dia da linha
Dm
De um destino que caminha cambiando às vezes de pago
Am
Se é de um ou de outro lado, depende das circunstâncias
E7 A
Duas pátrias, mesma estância, dos dois lados do alambrado
A E7
Fronteira, nunca frouxemo o garrão
Bm E7 A
Fronteira, nem refuguemo bolada
A7 D
Fronteira, semo mesmo um do outro
A
De mesma pega de potro
E7
Da mesma lida campeira
Am
Do velho e bueno "oh de casa"
terça-feira, 24 de maio de 2011
Milonga de cumpadre
Em
Atraca essa milonga
B7
meu compadre veio
Em
mete o cavalo que o rio da passo
B7
atola na várzea até chega na junta
e de poncho nunca
Em
mete os burro nágua...
Ela enche os tubo
B7
feito pau de enchente
ela iguala a gente
Em
quando manda bala
meia escramuçada,
B7
meia redomona
ela é do tipo à-toa,
Em
ela é da nossa laia...
Am
(Ela é da fronteira, ela é musiqueira
D7/F#
e quanto mais campeira
G
mais solta das “pata”,
C
quando ajeita um verso
B7
de arrasta os tareco
Em
no cano do berro, na ponta da faca!)
(O Resto é tudo Igual)
Atraca essa milonga
meu compadre veio
atraca no más e
de peito inflado
enfia goela abaixo essa melodia
de “aparta” vaca com
cria lá no Toro Passo...
E se alguma idéia
te sobrar na telha
e se alguma lenha
te incendiar os olhos
encerra as ovelhas
solta os cachorros
no rastro dos “loco” de violão no colo.
Atraca no más, meu compadre veio
que esse milongueio é de parar rodeio
e atorar no meio essa judiaria
de negar porfia e de sentar o “reio”...
Pega um mate essa alma boa
e tapa de milonga essa campereada
de escora no freio um verso desdomado
e de pechar boi brabo numa paleteada.
Atraca essa milonga
B7
meu compadre veio
Em
mete o cavalo que o rio da passo
B7
atola na várzea até chega na junta
e de poncho nunca
Em
mete os burro nágua...
Ela enche os tubo
B7
feito pau de enchente
ela iguala a gente
Em
quando manda bala
meia escramuçada,
B7
meia redomona
ela é do tipo à-toa,
Em
ela é da nossa laia...
Am
(Ela é da fronteira, ela é musiqueira
D7/F#
e quanto mais campeira
G
mais solta das “pata”,
C
quando ajeita um verso
B7
de arrasta os tareco
Em
no cano do berro, na ponta da faca!)
(O Resto é tudo Igual)
Atraca essa milonga
meu compadre veio
atraca no más e
de peito inflado
enfia goela abaixo essa melodia
de “aparta” vaca com
cria lá no Toro Passo...
E se alguma idéia
te sobrar na telha
e se alguma lenha
te incendiar os olhos
encerra as ovelhas
solta os cachorros
no rastro dos “loco” de violão no colo.
Atraca no más, meu compadre veio
que esse milongueio é de parar rodeio
e atorar no meio essa judiaria
de negar porfia e de sentar o “reio”...
Pega um mate essa alma boa
e tapa de milonga essa campereada
de escora no freio um verso desdomado
e de pechar boi brabo numa paleteada.
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