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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Brasilhana - Cifra -
De: Robson Barenho/Talo Pereyra
I: Neto Fagundes
4° Musicanto
Fm
Onde vi
C7
estrelas nuas e haraganas
Fm
quase iguais a ti
Era um rancho
C7
ou um país a nossa cama
Fm
nos confins do Chuy
Eram línguas
C7
brasileira e castelhana
Fm
de sabor igual
Numa festa
C7
tão bonita e tão profana
Fm
quanto o Carnaval
Eram homens e fuzis
C7
violando as rosas
Fm
Violentando a luz
Eram menos
C7
que as manhãs maravilhosas
Fm
Que a paixão produz
F7 Bbm
Um romance
Eb Ab C7 Db
estrangeiro e suburbano
C7 F
Era igual ao dia
F7 Bbm
Era claro
G C7
como as noites em que amamos
Dd Fm
E a democracia
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Do Fundo da AlmaNeto Fagundes
C B7 Em
D C B7
(A lágrima que por engano entristece o canto
F#m7(b5)
Que em outros tantos faz de um quebranto
B7 Em
Parelha e canga sem machucar
D C B7
No fundo ri da minha cara, encendeia a alma
F#m7(b5)
Fazendo farra, arrumando a sala
B7 Em
Quando a saudade vem conversar
D7 G
Um dia quem sabe, me sirva um mate longe de casa
D7 G
Talvez posadas, ao entardecer
G#º Am7 D7 G
/Onde houver um rio, um sapucai, uma cordeona
C F#m7(b5) B7 Em Bis
Um guitarreiro, hay, por inteiro, um chamamé)
Int. ( )
C B7 Em D
A lágrima trouxe consigo amigos
C B7 Em D
Me encharcou o rosto e tirou retrato
C B7 Em D
Me chamou de louco entre um tanto, um rango, uns livros
C B7 Em
O troço é o destino ir tocando o gado
D C#º C B7 Em
Que eu virei o barco mas voltei a nado
Int. D7 G D7 G B7 Em Am B7 Em / /
D C B7
(A lágrima que por engano entristece o canto
F#m7(b5)
Que em outros tantos faz de um quebranto
B7 Em
Parelha e canga sem machucar
D C B7
No fundo ri da minha cara, encendeia a alma
F#m7(b5)
Fazendo farra, arrumando a sala
B7 Em
Quando a saudade vem conversar
D7 G
Um dia quem sabe, me sirva um mate longe de casa
D7 G
Talvez posadas, ao entardecer
G#º Am7 D7 G
/Onde houver um rio, um sapucai, uma cordeona
C F#m7(b5) B7 Em Bis
Um guitarreiro, hay, por inteiro, um chamamé)
Int. ( )
C B7 Em D
A lágrima trouxe consigo amigos
C B7 Em D
Me encharcou o rosto e tirou retrato
C B7 Em D
Me chamou de louco entre um tanto, um rango, uns livros
C B7 Em
O troço é o destino ir tocando o gado
D C#º C B7 Em
Que eu virei o barco mas voltei a nado
Int. D7 G D7 G B7 Em Am B7 Em / /
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Refazendo Os Planos
E7 F#m7 E F D/F# E/G# A
Bm7 E7 A
Quando a sina lá de fora, campo afora, perde seu rumo
Bm7 E7 A
A dor inventa um luzeiro e acende seu próprio mundo
Bm7 E7 A
Um potro manso preguiça e uma mala lanhando a garupa
Bm7 E7 A
O silêncio tirando um costado e o vento que nele se amonta
Bm7 E7 A
(Sou de casa meu compadre, e além do mais sou um cantador
Bm7 E7 A Bis
As cercas que eu ando amurando são as causas do meu desamor)
Int.
A7 Bm7 E7 A
Um dia desses dou de rédeas e de sonhos me emborracho
A7 Bm7 E7 A
Vou ser por mim só por mim ventania talvez por sorte um riacho
( )Int.
Bm7 E7 A
Vou juntar na mangueira cada sonho guaxo que ainda não marquei
Bm7 E7 A
Vou luzir na aurora um clarão de espora que eu nunca apaguei
Bm7 E7 A
Vou voltar pro rancho, pendurar o poncho e refazer a lida
Bm7 E7 A
Vou cortar os ramos, vou quinchar os anos que eu tenho de vida
Origens
Em D9 ( D4 ) C F#m7(b5) B7
Campeando, um rastro de glória, venho sovado de pealo
Em D9 ( D4 ) C F#m7(b5) B7
Erguendo, a poeira da história, nas patas do meu cavalo
Em D9 ( D4 ) C F#m7(b5) B7
O índio, que vive em mim, bate um tambor no meu peito
Em D9 ( D4 ) C F#m7(b5) B7
O negro, também assim, tempera e adoça o meu jeito
Am Em F Em
Com laço, e com boleadeira, com garrucha, e com facão
Am Em F Em
Desenhei, pátria e fronteira, pago querência e nação
Em D
Eu sei que não vou morrer
C B7
Por que de mim vai ficar
Em D
O mundo que eu construí
C B7
O meu Rio Grande o meu lar
Am Em
Campeando as próprias origens
F Em (2x)
Qualquer guri vai achar
A7 D Em A7 D
Sou a gaita corcoveando, nas mãos do velho gaiteiro
B7 Em G A7 A D
Dizendo por onde ando, que sou gaúcho e campeiro
Em A7 D
Eu sou o moço que canta, o pago em cada canção
B7 Em G A7 A D
E traz na própria garganta, o eco do seu violão
Em A7 D
Sou o guri pelo duro, campeando um mundo de amor
B7 Em G A7 A D
E me vou rumo o futuro, tendo no peito um tambor
Milonga do Contrabando
Am7 D7 G7M C F#m7(b5) B7 Em
Em B7 Em C Em B7 Em
C B7 Em
Velha milonga Argentina, Uruguaia e Brasileira
B7 Em
Contrabandeaste a fronteira, na alma dos pajadores
C B7 Em
Sempre a falar dos amores, na tua rima baguala
B7 Em
Se diferente na fala, no cantar de cada um
E7 Am G B7 Em B7 Em
Tens esta pátria comum, no pampa todos iguala
Int.
C B7 Em
Recorrendo a pulperia, velha milonga campeira
B7 Em
Que nas carpas de carreira, sempre um pinho se destapa
C B7 Em
Milonga de gente guapa, suspiras num bordoneio
B7 Em
A história de um tombo feio, de alguma maula judiada
E7 Am G B7 Em B7 Em
Chamarisco derramada, quando ao cantar de um floreio
Int.
C B7 Em
Milonga que noite adentro, vive a rondar os fogões
B7 Em
Falando em revoluções, em entreveiros de adaga
C B7 Em
Milonga que não se apaga, do ritual do rancherio
B7 Em
Que todo índio bravio desdobra meio pachola
E7 Am G B7 Em B7 Em
Quando ao cantar se consola, bombeando o catre vazio
Int.
C B7 Em
Por isso velha milonga, já calejado dos anos
B7 Em
Vim cantar meus desenganos dos quais não guardo rancores
C B7 Em
São penas dos meus amores, que fui guardando a lo largo
B7 Em
Cada um tem a seu cargo, um destino que lhe guia
E7 Am G B7 Em B7 Em6
E as penas são ironia, é o doce do mate amargo
Louco Por Chamamé
Am G F E7
A tarde abafou o espaço sol e mormaço mandando ver
Am
Andava no meu picaço me fui ao passo dar de beber
A7 Dm
A balsa ia rio acima e uma morena de lá sorriu
(Dm) Am E7 Am
/Botou uma flor no cabelo me atirou um beijo e depois sumiu/ (bis)
A F#m Bm
Quem sabe fosse a morena uma estancieira buscando amor
E7 D E7 A
Quem sabe ficou parada nesta fachada de domador
F#m Bm
Quem sabe naquela trança tem uma herança e dinheiro tanto
E7 A
Que um tipo viva crinudo e vendendo tudo ainda sobre campo
(intro) ( A Bm7 E7 A A7 D E7 A )
Am G F E7
Fiquei meio enfeitiçado sempre enredado no assobio
Am
A moça no pensamento e os olhos sempre rondando rio
A7 Dm
Um dia sei que ela volta se a balsa sobe tem que descer
(Dm) Am G F E7 Am
/Pintando o rio de aquarela e trazendo nela o meu bem querer/ (bis)
A F#m Bm
(Morena fique sabendo que eu quero mesmo é mudar de vida
E7 D E7 A
Já chega de pancom essas meninas de má bebida
F#m Bm
Eu sou um partido de luxo flor de gaúcho além de ser
E7 A
Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé)
Int.( )
F#m Bm E7 A
Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé
F#m Bm E7 F
Doutor num jogo de truco borracho e louco por chamamé
G A D A E7 A7M
E louco por chamamé e louco por chamamé
Escravo de Saladeiro
Em D (Riff 1) C B7
Escravo de saladeiro me dói saber como foi
Em D (Riff 3) C B7
Trabalhando o dia inteiro sangrando o mesmo que o boi
Em D (Riff 6) C B7
A faca que mata a vaca o coice o laço que vem
Em D (Riff 6) C B7 Em
O tronco a soga e a estaca tudo é teu negro também
Refrão:
Em D C B7
A dor do charque é barata o sal te racha o garrão
Em D C B7
É fácil ver tua pata na marca em sangue no chão
Em D C B7 Em
O boi que morre te mata pouco a pouco meu irmão
Em D C B7 Em
O boi que morre te mata pouco a pouco meu irmão
Em D (Riff 1) C B7
Pobre negro sem futuro touro olhando humilhado
Em D (Riff 3) C B7
O teu braço de aço escuro sustentou o meu estado
Em D (Riff 6) C B7
Já é hora negro forte que os homens se dêem as mãos
Em D (Riff 3) C B7 Em
E se ouça de sul a norte que somos todos irmãos
Refrão:
Em D C B7
A dor do charque é barata o sal te racha o garrão
Em D C B7
É fácil ver tua pata na marca em sangue no chão
Em D C B7 Em
O boi que morre te mata pouco a pouco meu irmão
Em D C B7 Em
O boi que morre te mata pouco a pouco meu irmão
Cismas
Tom: A
Dbº Bbº Gº Eº E G#m7(11) G7(#11) F#m F7M E
A Bbº E Fº F#m F7M E
E G#m7
Não rodei estradas pra colher lamentos
Bm7 E7 A7M
Nem somei auroras pra ser como o vento
Am7 D7(9) G#m7 G7(#11)
Quis virar saudade num quinchar de esperas
F#m7 F7M E7M
Pra sestear nas nuvens e acordar quimeras
G#m7
Não tirei da estrada o solar das buscas
Bm7 E7 A7M
Nem cruzei caminhos com o olhar em rugas
Am7 D7(9) G#m7 G7(#11)
Fiz dos meus afagos portal pras andorinhas
F#m7 F7M E7M
E guardei só mágoas pra mostrar que eu vinha
A Bbº G#m7 G7(#11)
(E que venham cismas e milongas tortas
F#m B7 E E7
Mas que deixem vivas as lembranças mortas
A Bbº G#m7 G7(#11)
E que venham cismas e milongas tortas
F#m B7 E
Mas que deixem vivas as lembranças mortas)
Int. F#m B7 G#m C#7 F#m B7 E
E G#m7
Não domei o ontem pra semear eu mesmo
Bm7 E7 A7M
Nem guardei esporas só pra andar a esmo
Am7 D7(9) G#m7 G7(#11)
Fiz antes de tudo um galpão de estimas
F#m7 F7M E7M
Pra matear recuerdos e escutar a vida
Canto Alegretense
(itnro) E A E A D A E A
A E
Não me perguntes onde fica o Alegrete
A
Segue o rumo do seu próprio coração
D A
Cruzarás pela estrada algum ginete
E A
E ouvirás toque de gaita e violão
A E
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
A
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
D A
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
E A
Mergulhado no Rio Ibirapuitã
(refrão)
E A
Ouve o canto gaucheso e brasileiro
E A
Desta terra que eu amei desde guri
D A
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
E A
Pedra moura das quebradas do Inhandui
A E
E na hora derradeira que eu mereça
A
Ver o sol alegretense entardecer
D A
Como os potros vou virar minha cabeça
E A
Para os pagos no momento de morrer
A E
E nos olhos vou levar o encantamento
A
Desta terra que eu amei com devoção
D A
Cada verso que eu componho é um pagamento
E A
De uma dívida de amor e gratidão
(refrão)
E A
Ouve o canto gaucheso e brasileiro
E A
Desta terra que eu amei desde guri
D A
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
E A
Pedra moura das quebradas do Inhandui
(tocar a muscia com Gaita mudem as posiçoes para essas)
( A E D )
( E B7 A )
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