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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Missioneira - Cifra -
De: Mauro Ferreira - Luiz Carlos Borges
Grav: Luiz Carlos Borges
CD: Campeiros
Gm Cm
Eu pela noite negra dos teus cabelos
F7 Eb° Gm
Tu acendendo estrelas pra me guiar
Am5-
Eu procurando a chave dos teus segredos
Gm 63-62-61
Tu apagando o rastro do teu olhar
Fm B7 Cm Cm7
Pra que rincões a vida levou teus passos
F7 (Bb D7)(Eb D7)
Flor das missões que vive nos sonhos meus
Gm Cm Cm7
Como entender que um dia estando em meus braços
B7
Com luz de sol me sorriu
D7 18-16-15 Gm
E com uma voz de rio disse adeus
Gm Cm
E é este amor que me traz assim
D7 Gm
Peregrino em busca do teu querer
(Cm
E é minha dor que jamais tem fim
A7) D7 Gm
Que serena os lírios no amanhecer
(Gm Eb) D7
Linda missioneira da voz de rio
Gm
Flor que na fronteira da solidão
(Gm Eb) D7
Me adoçou a boca e depois partiu
(G° D7) Gm
E amargou pra sempre meu coração
(Gm Eb) D7
Por onde andarás, por onde andarei
Gm
Que será do amor que eu jurei por ti
(Gm Eb) D7
Que será de ti sem o que eu te dei
(G° D7) Gm
Que será de mim que já te perdi
Gm Cm
Sangra a terra vermelha dessas estradas
F7 Eb° Gm
Arde no sal do rosto o sol do verão
Am5-
E eu qual um andarilho pelas quebradas
Gm 63-62-61
Vou maldizendo os rumos dessa paixão
Fm G7 Cm
Louco de amar assim teu amor selvagem
F7 (Bb D7)(Eb D7)
Louco de amar a imagem que eu quero bem
Gm Cm
Sem entender que passas pela paisagem
Bb D7
Igual a flor de aguapé que é linda
18-16-15Gm
Mas que não é de ninguém!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
El Cosechero - Cifra -
De: Ramon Ayala
Grav: Luiz Carlos Borges
Am
El viejo rio que va
E7
Cruzando el amanecer
Gm A7
Como un gran camalotal
Dm
Lleva la balsa en su loco vaiven
Rumbo a la cosecha cosechero yo sere
Am
Y entre copos blancos mi esperanza cantare
E7
Con manos curtidas dejare en el algodon
Am A7
Mi corazon.
Dm
La tierra del chaco quebrachera y montaraz
Am
Prendera en mi sangre con un ronco sapucay
E7
Y sera en el surco mi sombrero bajo el sol
Am A7
Faro de luz
Dm
Algodon que se va ... que se va ... que se va ...
Am
Plata blanca mojada de luna y de sol
E7
Un ranchito borracho de sueños y amor
Am Dm Am E7 Am
Quiero yo
De corrientes vengo yo
E7
Barranquera ya se ve
Gm A7
Y en la costa un acordeon
Dm
Gimiendo va su lento chamame
Rumbo a la cosecha cosechero yo me ire
Am
Y entre copos blancos mi esperanza cantare
E7
Con manos curtidas dejare en el algodon
Am A7
Mi corazon
Dm
Algodon que se va ... que se va ... que se va ...
Am
Plata blanca mojada de luna y de sol
E7
Un ranchito borracho de sueños y amor
Am Dm Am E7 Am
Quiero yo
Dm Am
Quiero yo ...Quiero yo ...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Tropa de Osso - Luiz Carlos Borges- Cifra
Intro. 49-28-47-27-45-25-44-24
44/44-45/45-47/47
410-210-49/28-47/27-49/28
410-210-49/28-47/27-49/28
39-28-17-18-17
49-28-47-27-45-25-44-24-42-21-40-20-44-24
39-28-17-18-17
39-28-17-18-17-112
49-28-47-27-45-25-44-24-42-21-40-20-44-24
39-28-17-18-17
39-28-17-18-17-112
Eº
De vez em quando no horizonte do passado
B7 Em
Surge uma nuvem de lembranças andarilhas
Vai repontando para dentro do meu peito
B7 Em
A minha infância com seus ossos em tropilhas
E7 Am
Tinha mangueira, companheiro, bem cuidado
D7 G B7
Tinha piquetes e um campo onde invernava
Em F#7
A minha tropa era de puro pedigri
B7 E
Toda de ossos descarnados que campeava
F#m
(Gado de osso, que foi parte do meu mundo
B7 E
Carro de lomba e trator de corticeira
F#m
Com meu bodoque e um banho no açude
B7 E (Em) Bis
Foram da infância, minha vida verdadeira)
Eº
Tropa de osso, quem não teve quando piá
B7 Em
Ou não foi piá ou não viveu como nós outros
Como era lindo a gurizada se entretendo
B7 Em
Com os ossitos que eram bois, ovelhas, potros
E7 Am
Noutras andanças topa as vezes nos meus sonhos
D7 G B7
Por um estreito corredor feito esperança
Em F#7
Algumas vezes sou tropeiro, outras sou tropa
B7 E
Mas sempre guardo os bois de osso na lembrança/
Por: Jonathan Villagran
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Tropa de Osso
Tropa de Osso
Intro: Em B7 Am G B7 Em
Eº
De vez em quando no horizonte do passado
B7/D# Em
Surge uma nuvem de lembranças andarilhas
Vai repontando para dentro do meu peito
B7 Em
A minha infância com seus ossos em tropilhas
E7 Am
Tinha mangueira, companheiro, bem cuidado
D7 G B7
Tinha piquetes e um campo onde invernava
Em F#7
A minha tropa era de puro pedigri
B7 E
Toda de ossos descarnados que campeava
F#m
(Gado de osso, que foi parte do meu mundo
B7 E
Carro de lomba e trator de corticeira
F#m
Com meu bodoque e um banho no açude
B7 E (Em) Bis
Foram da infância, minha vida verdadeira)
Eº
Tropa de osso, quem não teve quando piá
B7/D# Em
Ou não foi piá ou não viveu como nós outros
Como era lindo a gurizada se entretendo
B7 Em
Com os ossitos que eram bois, ovelhas, potros
E7 Am
Noutras andanças topa as vezes nos meus sonhos
D7 G B7
Por um estreito corredor feito esperança
Em F#7
Algumas vezes sou tropeiro, outras sou tropa
B7 E
Mas sempre guardo os bois de osso na lembrança/
Vidro nos Olhos
Intro: Am E7 Am
Am E7 Am G7
(Me quebrou o vidro dos olhos me fez chorar me fez chorar
C B7 Bm7(b5) E7 Am
Quem o vidro dos meus olhos vai agora remendar)
Dm7 C#7(#11) C Gm7 C7 F
Meu pranto ao sol veraneiro se fez chuva e retornou
Bm7(b5) E7 Am G F E7 Dm C E7 Am
Para molhar-te o cabelo cabresto que me dobrou
( )Int.( )
Dm7 C#7(#11) C Gm7 C7 F
Bem querido bem perdido no meu destino de macho
Bm7(b5) E7 Am G F E7 Dm C E7 Am
Campeio o bem que me veio já nem o rastro lhe acho
Dm7 C#7(#11) C Gm7 C7 F
Quem disse que homem não chora a si próprio não entende
Bm7(b5) E7 Am G F E7 Dm C E7 Am
Quem teve os olhos quebrados não acha que os remende
Dm7 C#7(#11) C Gm7 C7 F
Tive tudo e não tenho nada do teu amor que perdi
Bm7(b5) E7 Am G F E7 Dm C E7 Am
Quem quebra o vidro dos olhos abre cacimbas em si
Romance da Tafona
Intro: C G7 C
C E7
(Maria, florão de negra
Am
Pacácio o negro na flor
C G7
Se negacearam por meses
C
Para uma noite de amor)
E7 Am G7 C
Na tafona abandonada que apodreceu arrodeando
G7 C
Pacácio serviu a cama e esperou chimarreando
C7 F Ebº C
Do pelego fez colchão do lombilho, travesseiro
G7 C
Da badana fez lençol fez estufa do braseiro
G7
A tarde morreu com chuva
E7 Am
Mais garoa que aguaceiro
F F#º C
Maria surgiu na sombra
G7 C
Cheia de um medo faceiro
E7
[A negra de amor queimava
Am
Tal qual o negro na espera
C G7
Incendiaram de amor
C
A atafona, antes tapera]
E7 Am G7 C
A noite cuspiu um raio que correu pelo aramado
G7 C
Queimando trama e palanque na hora desse noivado
C7 F Ebº C
E o braço forte do negro entre rude e delicado
G7 C
Protegeu negra Maria do susto desse mandado
Pedro Canoero
(intro) Gm A7 D7 Gm
Cm F7
Pedro canoero, todo tu tiempo se há ido
Bb Eb
Sobre já vieja canoa
Cm C#° D7
Lentamente, te lo fue llevando el rio
Gm Cm F7
Pedro canoero ya no hás vuelto por la costa
Bb Eb
Te quedaste em la canoa
Cm C#° D7 Gm
Como un duende sin edad y sin memoria
Cm
(Pedro canoero que mecia el agua
F7 Bb
Lejos de la costa quando te dormia
Eb Cm (bis)
Pedro canoero corazon de arcilla
D7 Gm
Sobre la canoa se tu fue la vida)
(intro)
Cm F7
Pedro canoero la esperanza se te iva
Bb Eb
Sobre el agua amanecida
Cm C#° D7
Tu esperanza, pedro al fin no tuvo orillas
( )
Gm A7
Pedro pedro pedro pedro pedro pedro
Ab Gm
Sobre la canoa
Gm A7
Pedro pedro pedro pedro pedro pedro
Ab Gm
Se tu fue la vida
Peão do Meu Bagé
Intro: E B F#7 B (Em D F#7 B)
F#7
Cabeça de égua, pescoço invertido, paleta parada
B
Lombo de cacimba e anca descarnada que baita botada deram no patrão
F#7
Olhando de frente falta quase tudo olhando de trás parece um burrichó
E F#7 B
Isso é um caranguejo e pensam que é um cuiudo zóio de mutuca, goela de socó
F#7
Não alcança um boi, não pecha uma galinha não cincha uma lebra
B
Cuiudinho quebra da boca de grota bicho que da doma não tem nem notícia
F#7
Inda é cabuloso e quando arrasta o toso vem buscando a volta pra pisar o paisano
E F#7 B
Pobre da peonada que daqui a alguns anos vai ter que encilhar os filhos dessa imundícia
F#7 E B
(Ai, ai, não sou malvado, mas pra esse infame cobiço um pealo
F#7 B bis
Uma faca nas bolas, botar na carroça e vender pro salame
[INTRO]
F#7
Eu conheço muito estancieiro tronqueira velho mão de vaca
B
Com uma cruzeira dentro da guaiaca mas este arataca é de se respeitar
F#7
Com tanta cabanha criando crioulo e levando pra Esteio uns cuiudos de estouro
E F#7 B
Em vez de abrir o bolso no freio de ouro foi comprar este sorro, pra economizar
F#7
Quando o cuiudinho saiu tropicando junto co'a manada
B
Estragando tudo aquela rica eguada me tapei de nojo e vou dizer porquê:
F#7
A vida tá braba mas vai se levando só não se admite um peão do meu bagé
E B F#7 B
Encilhar um cavalo, quebrar bem o cacho se mandar pro campo e voltar de a pé
Na Chama do Chamamé
D A7
Na chama desse chamamé
D
Minh'alma de costeiro vai
A7
Buscando par batendo pé
D
De vez em quando um sapucai)
D Am D7 G
Nas bailantas tu me ve porque a noite me atra
A D
Me chamam de chamamé hermano do sapucai
( Am D7 G)
Queimo a alma neste fogo neste jogo pecador
(Bb Abº G F#m Em D)
Tenho o braço meio bobo no chamamé e no amor
D A7 D
E quando danço sapateio me floreio e bato o pé
A7 D
E baixo o santo pelos cantos que no bule tem café
D (Am D7 G)
A cordeona é uma dama que nem homem é de fé
A7 D
Que quando toca me chama na chama do chamamé
Am D7 G
Desde da copa do chapéu até o dedão do pé
(Bb Abº G F#m Em D)
Me sinto dono do céu quando estou num chamamé
D A7 D
E quando danço sapateio me floreio e bato o pé
D A7 D
E baixo o santo pelos cantos que no bule tem café
Montado na Saudade
Tom: E
Intro: E B7 E
E B7
Eu já nasci de a cavalo seu moço, naquele mundo
A E
Que só existe na história dos velhos, fundão de fundo
E7 A
De lá que eu trago este causo, seu moço, porque é verdade
Ebº E B7 Am E
Que vez por outra me pego montado nesta saudade
B7
Era no tempo das tropas de maio, cada boiada
A E
Que se apartava da flor dos rodeios das invernadas
E7 A
Daquela feita nós vinha no rumo duma charqueada
Ebº E B7 Am E
Com uma ponta de bois e turunos de aspa virada
B7
Naquele tempo a valença dum homem era seu braço
A E
Sua tropilha, seu par de cachorros, seu poncho e laço
E7 A
Eu era um taura de boa coragem e respeitado
E B7 Am E
Por bom de corda, mas, principalmente, por bem montado
[INTRO]
B7
Tinha um tostado que nessas fronteiras, era afamado
A E
Não teve boi que pisasse na frente, do meu tostado
E7 A
Quem é da lida conhece o valor que se dá prum pingo
Ebº E B7 Am E
Naquela vida quem tinha um cavalo tinha um amigo
B7
Mas como eu vinha contando seu moço, tinha chovido
A E
Quando chegamos no passo do arroio, tava crescido
E7 A
Toda a prudência mandava esperar pela vazante
Ebº E B7 Am E
E o capataz decidiu que a jornada seguisse adiante
B7
Então mandou que eu largasse na frente, puxando a ponta
A E
E eu atraquei meu tostado na enchente sem fazer conta
E7 A
Os culatreiros apertaram a tropa contra a barranca
E B7 Am C#m
E o gadario se atirou na crescente, batendo guampa
D#m7(b5)
É nessa hora de cada vivente, que a vida ensina
G#7 C#m
Que a morte mora mais perto da gente que se imagina
C#7 F#m
Um boi salino alçou alcançou meu cavalo e meteu a aspa
E G#7 C#m
Entre a bombacha e a aba do basto, e me atirou n'água
D#m7(b5)
O meu tostado nadou mais um pouco, e sentiu minha falta
G#7 C#m
Deu meia volta à procura do dono, cortando água
C#7 F#m
Peguei na cola do pingo e nos fomos corrente abaixo
E B7 Am E
Até que o rio nos atirou campo fora, num despraiado
B7
Aqueles tempos se foram, seu moço, tudo é passado
A E
Levaram junto as tropilhas e as tropas, e o meu tostado
E7 A
Por isso os olhos molhados, seu moço, porque é verdade
Ebº E B7 Am E
Que vez por outra me pego montado nesta saudade
Merceditas
Tom: G
Introdução - Em B7 Em [B7 Am G B7]* Em
( Em )
E7 Am D7 G
Que dulce encanto tienen tus recuerdos merceditas
C Am B7 Em
Aromada, florecita amor mio de una vez
E7 Am D7 G
La conoci en el campo allá muy lejos una tarde
C Am B7 Em
Donde crecen los trigales província de Santa Fé
Em B7 Em
(Y así nacío nuestro querer con ilusión, con mucha fé
B7 Am G B7 Em
Pero no sé porque la flor se marchitó y morriendo fué
Em B7 Em
Y amandola con loco amor así llegué a comprender
B7 Am G B7 Em
Lo que es querer, lo que es sufrir porque le di mi corazón)
( Em )
E7 Am D7 G
Como una queja errante en la campiña vá flotando
C Am B7 Em
El eco vago de este canto recordando aquel amor
Em Am D7 G
Pero apesar del tiempo transcurrido es Mercedita
C Am B7 Em
La leyenda que hoy palpita en mi nostalgica canción
Em B7 Em
(Y así nacío nuestro querer con ilusión, con mucha fé
B7 Am G B7 Em
Pero no sé porque la flor se marchitó y morriendo fué
Em B7 Em
Y amandola con loco amor así llegué a comprender
B7 Am G B7 Em
Lo que es querer, lo que es sufrir porque le di mi corazón)
Caçapavana
Tom: C
Intro: C G7 C F C G7 C
C G7
Esse meu jeito de fronteiriço, foi o serviço que deu prá mim
Dm Dm/C G7/B F G7 C
Jeito de taura que foi tropeiro naqueles cerros lá donde eu vim
E7/B Am Em7(b5) A7 Dm
A minha alma de sombra larga rincão de tala e flor de alecrim
F C G7 C
Herdei das tardes de porcelana nas ressolanas do mês de abril Bis
G7 Am
(Quando a tristeza fez silhueta dei mais gambetas que um graxaim
G7 F C
Mas a saudade me deu um pealo e parou o cavalo prá ver cair
G7 Am
E a emoção de campeiro rude enquanto pude guardei prá mim
G7 C
Botei prá fora naquela hora que te perdi
G7 C G7 F C C7
Morena linda, caçapavana, diz que me ama e volta prá mim
F C
Adoça o mel desta lichiguana que eu largo a fama de camoatim
G7 C
Morena linda caçapavana diz que me ama e volta prá mim)
[INTRO]
G7
Eu sou mestiço de campo e mato de carrapato e guamirim
Dm Dm/C F G7 C
Trago na pele o que a japecanga de cada sanga escreveu em mim
E7/B Am Em7(b5) A7 Dm
Sou um dos tantos que num matungo virava mundo prá ser feliz
F C G7 C
Que o cabresto de uma morena levou sem penas prá donde quis Bis
[INTRO]
Baile de Fronteira
D A7 D
A7
É num baile de fronteira que a gente pode aprender
D
Esse balanço safado de se dançar chamamé
E A7
Tem que ter manha no corpo pra sapatear tem que ter
D Eb E
Tranco de sapo baleado e jeitão de jaguaretê
E B7
Tudo começou em corrientes num baile veja você
E
Também se orelhava um truco que é um modo de se entreter
F# B7
Um ás que sobrou na mesa bastou pra coisa ferver
E
A cachaça brasileira alguma culpa há de ter
Fº F#m7
Se foi tiro ou cimbronaço, pago pra ver
B7 E
Deixa que venha no braço pra se entender
E7 A
Se o facão marca o compasso deixa correr
B7 E
Enquanto sobrar um pedaço vamo metê
Int.
B7
O gaiteiro era buerana não deixou o baile morrer
B7 E
Parou um valseado de seco e sapecou um chamamé
F# B7
Ficou só um casal dançando gritando oiga-le-tê
E F F#
Que por quatro ou cinco tiros não vamos se aborrecer
F# C#7
Dançar na ponta da adaga não é tomar tererê
F#
Tem que cordear pros dois lados fazendo o poncho esconder
G# C#7
Daí surgiu esse tranco que foi até o amanhecer
F#
Quanto mais corria bala melhor ficava pra ver
Gº G#m7
Se foi tiro ou cimbronaço, pago pra ver
C#7 F#
Deixa que venha no braço pra se entender
F#7 B
Se o facão marca o compasso deixa correr
C#7 F#
Enquanto sobrar um pedaço vamo metê
F#7 B C#7 F#
A Copla de Assoviar Solito
Intro: A E7 A
E7 A
Meu pai um dia me fazia moço e me levando para camperear
A/C# Cº E7 Ab A
Assoviava qualquer coisa doce como se fosse de luz de luar
E7 A
Aquela copla que não era um hino e era simples e era só sua
A/C# Cº E7 A
Ia amansando nossa vida adulta ia amansando duas almas puras
(A copla terna que meu pai trazia
E7
Não transcendia para alguém mais eu
Bm7
Era a essência do lugar da arte
E7 A
Ensimesmado no seu próprio ser
Não se achegava ao de redor do fogo
C#7 F#m
Nem vinha junto pro galpão da estância
G A7 D
Era parceira apenas campo afora
A E7 A
Só sem querer me acalentava a infância)
[INTRO]
E7 A
Hoje a lo largo na cidade grande quando vagueio a procurar por mim
A/C# Cº E7 Ab A
Me dou de conta assoviando a esmo e me interrompo sem chegar ao fim
E7 A
A minha copla de assoviar solito tropeando ruas numa relembrança
A/C# Cº E7 A
É aquela mesma que meu pai trazia que estranhamente me deixou de herança
terça-feira, 24 de maio de 2011
Lições de Rio
Tom: G
Intro: G D/F# Em9 G F E7 Am Am/G C D7 G
(C D7 Bm F E7 Am D7 Dm7 G7) G D7 G C G C G
D/F# Em
Ensinaste-me a andar meu rio de infância
G D/F# Am E7
Contigo eu aprendi a ser paciente
Am Am/G D/F#
A saber que não se apressam as distâncias
C D7 G D7
E que nem todos vão ao mar que está na frente
G D/F# Em
De ti esta lição independência
G F E7 Am
Tu aceitar que minhas mãos precisam de outras
Am/G D/F#
Tanto quanto qualquer rio precisa sempre
C B7 Em E7
Da chuva que é um rio partido em gotas
Am Am/G D/F#
(Saber por que contastes que os remansos
G B7 Em
Se quebram pelas quedas e seus tombos
Am Am/G D/F# Bis
E que ainda sim segues cantando
Em C B7
Com a guitarra das canoas sobre o ombro
E C#m7 C
Saber por que contastes que os remansos
E C#m7 G#m7
Se quebram pelas quedas e seus tombos
F#m B7 F#m7 B7 Bis
E que ainda sim segues cantando
A Bbº B7 E
[INTRO]
G D/F# Em
Aprendi porque decerto me constaste
D/F# Am E7
Que as mulheres são a luz que nos conforta
Am Am/G D/F#
Assim como as estrelas são mulheres
C D7 G
Em tua solidão a noite brota
G F# G
Disseste que ao contrário dos humanos
D/F# Bm7(b5) E7 Am Am/G
Os rios não envelhecem nos seus trilhos
C D7 Bm7
E obrigado por também me haveres dito
F E7 Am7 D7 G Bis
Que o pai é um rio que segue nos seus filhos
G7 C D7 G
Que o pai é um rio que segue nos seus filhos 2x
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