domingo, 5 de junho de 2011
Campeiros
Compositor: André Oliveira/Marcelo Oliveira
Tom: C
IEm
"Olha a mangueira cavalo!", ecoa lá do potreiro.
C
Vêm se trompando matreiros, sobre o charco do barral.
Am G
Encostam encontros na forma, roncando venta e virilha.
C B7
Até que toda a tropilha mete a cara no buçal.
Em
Graxa pingando na brasa, ronco de mate e cambona,
C
E tilintar de choronas lavrando o chão do galpão.
Am G
O movimento da encilha deixa a cuscada latindo.
C B7
E eu adelgaço o meu pingo no abraço do cinchão.
Am D
Quatro galhos bem atados lá na grimpa do sabugo.
G Em
Que eu sou de pechar refugo contra a estronca da porteira.
C G
Depois de bem estrivado sobre os esteios dos loros,
C C#º B7
Solto um silvido sonoro pra minha escolta ovelheira.
Declamado: (REPETE INTRO)
"É em direção do rodeio que se laça terneiro novo.
E eu não aprendi no povo este ciência campeira.
Ando sovando o cavalo, curtindo o couro dos bastos,
Bolqueando rastro de casco, benzendo peste e bicheira."
Em
Saio ao tranquito pro campo assoviando uma toada,
C
Mirando a estampa encarnada do horizonte fronteiro.
Am G
A barbela com o coscojo duetam com maestria,
C B7
Regendo uma sinfonia no aço branco do freio.
Em
Aparto a vaca com cria, é um mandamento pampeiro.
C
Que a precisão de campeiro está no punho e na armada.
Am G
Num pealo de sobrelombo abro pra fora o picasso,
C B7
E o terneiro está no laço, e a vaca com a cachorrada.
Apascenta Meu Coração
Tom: G
D C G/B
Naturalmente um coração puro é um coração redimido
G/A# Am Am/G A7
Transplantado pelo poder do Espírito Santo
D C G/B
Ainda assim vivendo em meio a um mundo pecaminoso
G/A# Am Am/G A7
Precisa ser purificado e apascentado por Deus
D C G/B
O Pai conhece nossas intenções, mesmo as mais escondidas
G/A# Am Am/G A7
E pode restaurar disciplinar nossa existência na terra
D C G/B
Com a sua vara e o seu cajado, nos conduz a pastos verdejantes
G/A# Am Am/G A7
E nos dá alegria, nos dá fartura e ao mesmo tempo não nos deixa cair
G A7 F#m
Pai, apascenta meu coração
Bm Em
Orienta meu caminho,
A7 D D7
Disciplina a minha vida
G A7 F#m
Pai quero ouvir a tua voz,
Bm Em
Quero reconhecer-te
A7 D
Como meu sublime pastor
D C G/B
Jesus afirma que felizes serão, os puros de coração,
G/A# Am Am/G A7
Porque eles verão ao Pai.
(refrão) - Pai apascenta meu coração
A Tropa Fez Que Se ia
Tom: F
Introdução: Dm
Dm Gm
A tropa fez que ia num canhadão sem costeio
C7 F
Mas, se não fosse meus cusco faltava boi no rodeio
A7 Ab
Eram dois baio cóleras e um brazino cimarrón
A7 Dm
Três campeiros de respeito e, ainda por cima dos bom
Gm
Se eu fosse mete o gateado e atropelar aquela ponta
C7 F
Deixava o resto da tropa desgovernars-se por conta
A7 Ab
Foi um pampa de aspa gacha, já com fama de matreiro
A7 Dm
Que disparou mais adiante entre o chircal do potreiro
Gm A7 Dm
Mas foi estender um silvido e um grito de olha a volta
Ab A7 Dm
Se apresentaram os campeiros meus três soldados da escolta
Dm C Ab A7 Dm
Era um acôo e mais outro de vez em quando um ganiço
A7 Dm
Juntando quem se desgarra por conta do compromisso
A7 Dm
Cachorro que cuida a tropa é quase um campeiro e tanto
A7 Dm
Não faltam quando é preciso e chegam que lhes garanto
Dm Gm
Só avistava de longe os três pegando de trás
C7 F
Um atracando a dentada o outro volteando no más
A7 Ab
Levaram uns cinqüenta metros o boi pampa num volteio
A7 Dm
Depois a dente e pegada por conta foi que o boi veio
Gm
Depois juntou-se na tropa, meio entendo o motivo
C7 F
E eu chamei os companheiros pra sombra abaixo do estrivo
A7 Ab
E é bem assim nestes campos quando se manda se pega
A7 Dm
Cachorro que tem comando não dorme pelas macegas
Gm A7 Dm
De riba do meu gateado a coisa é bem do meu jeito
Ab A7 Dm
Quem pode mais atropela e os cusco botam respeito
Dm C Ab A7 Dm
Era um acôo e mais outro de vez em quando um ganiço
A7 Dm
Juntando quem se desgarra por conta do compromisso
A7 Dm
Cachorro que cuida a tropa é quase um campeiro e tanto
A7 Dm
Não faltam quando é preciso e chegam que lhes garanto
Dm Gm
A tropa fez que ia num canhadão sem costeio
A7 Dm , Dm ,Ab,Gm,A7,Dm
Mas, se não fosse meus cusco faltava boi no rodeio
A Figueira do Ceceu
Compositor: Rafael Teixeira Chiapeta / Marcelo Oliveira
Tom: C
Am
O Cecêu por afamado,
Foi montar num aporreado,
A7 Dm
Numa festa domingueira
Quando o dia amanheceu
La se foi o Dom Cecêu
Am
Numa estampa de fronteira
Por costume e não por balda
Foi de lenço a meia espalda
A7 Dm
E as botas meio pé
O Cecêu por ginetaço,
Assim foi no seu picaço
Am
Assoviando um chamamé.
E7
Com os olhos flamejantes
E o sorriso no semblante
Am
Foi chegando no destino
E7
Pro Cecêu recém chegado
Na igreja do povoado
Am
Pois inté batia o sino
A7 Dm
La na estância Cordilheira
O Ceceu por brincadeira
Am
Gineteava de tamanca
F
E montar calçando espora
C
Era só mais uma tora
E7 Am
Neste mouro pata branca
Dm
De cabaça acaranchado
Parecendo estar cansado
Am
Vinha o mouro trupicando
F
O Cecêu por pataqüada
C
Se torceu numa risada
E7 Am
Já na canha se babando
( Am E7 F E7 Am E7 F E7 Am )
O mulato despachado
Num jeitão agauchado
A7 Dm
Foi pra cima deste mouro
Então disse para o povo
“Amanhã volto de novo
Am
e costuro dele o couro”
No primeiro rebencaço
Dando um nó no espinhaço
A7 Dm
Que o mulato se clavou
Abriu leiva na carqueja
E na torre da igreja
Am
Foi que o sino badalou
E7
Foi o chão que estremeceu
Pelo tombo do Cecêu
Am
Que custou ficar em pé
E7
Nesta festa domingueira
Foi plantada uma figueira
Am
La pras bandas do Ibaré
DOMINGUEIRO
(Eduardo Soares/Joca Martins/Juliano Gomes)
Tom Dm
Int Dm Gm C7 F Bb Gm A7 Dm 2X
Dm Gm
DE CAVALO ENCILHADO NA FRENTE DA ESTÂNCIA
C7 F
O PREPARO PRATEADO LUZIA NO SOL
Gm G#º
COM FLORÃO NA PEITEIRA O ENCONTRO DO MOURO
A7 Dm
TRAZIA EM FIOS DE OURO UM CAMPEIRO ARREBOL
Gm
A PILCHA RESERVADA PRA FOLGA DA LIDA
C7 F
E UMA BOINITA ANTIGA ATIRADA P’RA TRAS
Dm Bb7 13
A BOTA FANDANGUEIRA VAI JUNTO AOS PEÇUELOS
Bº A7 Dm
PRA NÃO SUAR DO CAVALO AO TROTE NO MÁS
COM JEITÃO BEM DOMINGUEIRO
Gm
UM MORITO PELA ESTRADA
C7
LEVA A ESTAMPA DE CAMPEIRO
F
PRA OS CARINHOS DA AMADA
Bb
COM JEITÃO BEM DOMINGUEIRO
Gm
UM MORITO PELA ESTRADA
A7 Ab9
LEVA A ESTAMPA DE CAMPEIRO
Dm
PRA OS CARINHOS DA AMADA
Solo Dm Gm C7 F Bb Gm A7 Dm 2X
Dm Gm
NUM PEALO DE CUCHARRA PAROU MEU DESTINO
C7 F
QUAL UM POTRO MALINO JUNTO AO DOMADOR
Gm G#º
E AS ÂNSIAS DE DOMINGO APEARAM DO PINGO
A7 Dm
NUM RANCHITO FRONTEIRO EMPONCHADO DE AMOR
Gm
O PINGO DAS “CONFIANÇA” PASTANDO FLECHILHAS
C7 F
E OS ARREIOS DA ENCILHA DENTRO DO GALPÃO
Dm Bb713
O SONHO DE CAMPEIRO ESTENDENDO BAIXEIRO
Bº A7 Dm
PARA BOMBEAR LUZEIROS NESSA IMENSIDÃO.
BALDAS DE “POTRO CUIUDO
( Anomar Danúbio Vieira/Fabrício Harden)
TOM: E
Intro.: E F#m B7 G#m C7 F#m B7 E
B7
O bagual mouro resolveu me “exprimentá”
E
Em seguida de “muntá’, quando campeava um “estrivo”
B7
Mas que eu me lembre, o homem comanda o cavalo!
E
E o resto é pura bobagem criada pra vender livro.
B7 E
Bagual tranqüilo, nunca tinha corcoveado
B7 E E7
De “rédea” andava “costeado”, já no ponto de “enfrenar”
A E
Deve ter sido por causa do vento norte
B7 E E7
Se arrastou batendo forte, com ganas de me sacar.
A E
Deve ter sido por causa do vento norte
B7 A G#m F#m E
Se arrastou batendo forte, com ganas de me sacar.
C#m C#7 F#m
E as nazarenas, que eu não carrego de enfeite
B7 E
Resolveram “prová” os dentes, “tenteando” a força da perna...
C#m C#7 F#m
O que se passa na cabeça de um matungo?
B7 E
Que agarra nojo do mundo e do tento que lhe governa.
C#m C7 F#m
Pegou na volta, com cacoetes de aporreado
B7 E
Mas já me encontrou “estrivado”, e ainda por cima “de lua”
C#m C#7 F#m
Me fui na boca, caiu sentado na cola
B7 A G#m F#m E
Já que freqüenta minha escola da velha doma charrua
SOLO: E B7 E B7 E F#m B7 G#m C7 F#m B7 E
B7
Levei os ferro e lhe enredei num “quero-quero”
E
Cavalo que eu considero, respeita o índio campeiro!
B7
Deu mais uns “talhos”, e viu que se topou mal
E
Seguiu mascando o bocal, num trote “bueno” e ordeiro.
B7 E
Fiquei pensando, co’as rédeas por entre os dedos
B7 E E7
Nos mistérios e segredos deste oficio “macanudo”
A E
Se um flete manso, “devalde” “se queda” brabo
B7 E E7
Deve ser obra do diabo ou baldas de “potro cuiudo”.
A E
Se um flete manso, “devalde” “se queda” brabo
B7 A G#m F#m E
Deve ser obra do diabo ou baldas de “potro cuiudo”.
Onde Andará
(Gujo Teixeira/Joca Martins/Fabiano Bacchieri)
TOM : C
Intro: Violão- C7+ A7 Dm Dm/G G/B G794 G7(b9) C7+
Em7(b5) A74 A7 Dm Dm/G G/B F Fm C7+
Gaita- C7+ Am D7 G7 F F#º G7 Fm C G7(b13)
C
Onde andará a silhueta
desses antigos campeiros
Dm
Que desenhavam saudade
na fumaça dos palheiros
Em Ebm Dm
E madrugavam setembros
G7 C G7(b13)
na voz clara dos braseiros.
C
Onde andará a manhãnita
dos mates de gosto Bueno
Dm
Da encilha dos gateados
Contrapoteando o sereno
Em Ebm Dm
E a humildade dos ranchos
G7 C G7 C
guardando sonhos morenos.
G7 C
Onde andará o verso claro
Dm
ponteado numa canção
G7 E7
Que se espalhava em floreios
Am
pelas tardes do galpão
Fm Bb7 D#7+ G7
E matizavam campeiros
C
ao som da gaita e violão.
Solo: C G7 C G7 C C7 F C Am Dm G7 C G7(b13)
C
Onde andará a tarde longa
das ressolanas campeiras
Dm
Onde a alma desses tantos
cruzava além da porteira
Em Ebm Dm
Pra o mundo das invernadas
G7 C G7(b13)
por não saber das fronteiras.
C
Por onde andará o semblante
de um avô maragato
Dm
Que eternizou seu silêncio
na moldura de um retrato
Em Ebm Dm
E dos seus causos antigos
G7 C G7 C
desses campeiros de fato.
G7 C
Quem sabe andam perdidas
Dm
na saudade dos avós
G7 E7
Ou presas dentro do peito
Am
querendo “saltá” na voz
Fm Bb7 D#7+ G7
Mas bem certo elas se acham...
C
guardadas dentro de nós.
Fm F#º G7
Onde andará , onde andará ...
C Cº Bº C
Dentro de nós.
DE CANTAR EM VERSOS
(Gujo Teixeira/Joca Martins e Márcio Rosado)
A7M C#m7 D C#m7 D7M C#m7 D7M E7 A7M
F#m7
A noite escura se enfeitou de lua
C#m F#7 Bm Cm
Flor amarela nos cabelos da morena
C#m F#7 Bm
E trouxe estrelas bonitas como a saudade
E7 A E7
Deste sorriso pra inspirar meus poemas
A F#m7
Estes teus olhos de estrelas pirilampas
C#m F#7 Bm Cm
Cristais de luas que brilham nas labaredas
C#m F#7 Bm
De um fogo grande bichará pro inverno
E7 A E7
Que põe lembranças a dançar na seda
C#m F#7 Bm Bm7
(E já faz tempo que a saudade vem gelando
E7 A E7
Toda campanha e a imensidão do céu azul
C#m F#7 Bm Bm7 Bis
Só o braseiro do angico aquece a alma
E7 A E7
E o agosto nem chegou aqui no sul)
Int.
F#m7
Quando a saudade ganha força nas esporas
C#m F#7 Bm Cm
Logo se encilha um cismar sem fim
C#m F#7 Bm
Minha alma voa nas asas do vento
E7 A E7
Até seus olhos anoitecerem em mim
A F#m7
Então os mates ganham novo gosto
C#m F#7 Bm Cm
Pois são cevados no calor da tua mão
C#m F#7 Bm
E junto a ti meus olhos se acham
E7 A E7
Pois não precisam te buscar na imensidão
C#m F#7 Bm Bm7
(E nesta noite linda, a flor no cabelo
E7 A E7
Lembrou da lua só no universo
C#m F#7 Bm Bm7 Bis
Que brilha tanto e vem prá matar saudades
E7 A E7
Dessas bonitas, de cantar em versos) final (Bb7M A7M)
Luzeiros da Alma
C Dm7 E7 Am Dm7 G7 C7M Am Dm Ebº E7 Am
Dm E7 Am
Quem são os loucos tropeiros parceiros das madrugadas
Dm E7 Am
Cruzando passos e aguadas no lombo da lua grande
Dm G7 C
São com certeza o Rio Grande em roda das serranias
Gm7 C7 F Bb7 E7
Só pra ver clarear o dia depois que a noite se atora
Bb7(#11) Am E7 Am
(Vendo a roseta da espora se fazer de estrela guia) Bis
Dm E7 Am
Quem são os loucos campeiros buscando as próprias raízes
Dm E7 Am
Reabrindo as cicatrizes dos seus peitos machucados
Dm G7 C
E no cantar são amados pois trazem grumes nas goelas
Gm7 C7 F Bb7 E7
fazendo abrir as janelas some o gemer do arreio
Bb7(#11) Am E7 Am
/E vendo a perna do freio se fazer de estrela guia/ Bis
Int.
Dm E7 Am
Deparo sobre as perguntas como rondando a mim mesmo
Dm E7 Am
Decerto não andam a esmo pois trazem pátria nos bastos
Dm G7 C
Iluminando os seus rastros na sinfonia da noite
Gm7 C7 F Bb7 E7
Vão clareando os horizontes então enxergo o luzeiro
Bb7(#11) Am E7 Am
{Vendo a alma desses homens se fazer de estrela guia} Bis
( )/ /{ }
Temporona mañanera
"Fumaceia a boca da estufa
E remolimos no angico
Pinga a graxa do granito
Pra churrasquear a peonada
La maula,que madrugada
Se plantou por esses campos
E um suavezito vento manso
Vem levantando uma geada"
Am
Um poncho de gola parda
...F
Se descansa sobre os ombros
.....G.............F/G
E os recaus se vão sentando
...........C
Nos lombos de pelo grosso
......B*...........E7
Manhã fria de céu osco
......Am.........Am/G
Nem o sol teve a coragem
...F.................D7/F
De madrugar com esta aragem
..........E
Semblante jeito de agosto
E||---------4-5/12--------|
B||-----3-5--------10-9~~-|
G||-2/4-------------------|
D||-----------------------|
A||-----------------------|
E||-----------------------|
Am
Tem ganas de ser garoa
...F
Essa manhã que chegou fria
.....G.............F/G
A indiada ajeita a encilha
...........C
E pros arreios já alcança
......B*...........E7
Um laço de boa trança
......Am.........Am/G
De cinchar rês atolada
...F.................D7/F
Pra aliviar duma coreada
..........E
Por vaqueano, um peão de estância
Dm................G
Manhazita fria de maio
...........C..........F
Trouxe uma geada temporona
D7/F............D7/A
Com serviço pra cambona
E............A||--0/2\3-2-0|
Recostada ao trasfogueiro
Dm.......G............C
Chegou o inverno mais cedo
..B*.E...............Am..Am/G
E um pelego preto estaqueado
F
Amanheceu atobianado
E.................Am
Lá debaixo do arvoredo
Dm................G
Neste garrão de Rio Grande
...........C..........F
Passo um inverno atrás do outro
D7/F............D7/A
Sovando garras e potros
E............A||--0/2\3-2-0|
No largo das sesmarias
Dm.......G............C
Nos galpões brasa e astilhas
..B*.E...............Am..Am/G
Retovos de madrugada
F
E um mate de erva lavada
E.................Am
Pras manhãs de geada e encilha
E remolimos no angico
Pinga a graxa do granito
Pra churrasquear a peonada
La maula,que madrugada
Se plantou por esses campos
E um suavezito vento manso
Vem levantando uma geada"
Am
Um poncho de gola parda
...F
Se descansa sobre os ombros
.....G.............F/G
E os recaus se vão sentando
...........C
Nos lombos de pelo grosso
......B*...........E7
Manhã fria de céu osco
......Am.........Am/G
Nem o sol teve a coragem
...F.................D7/F
De madrugar com esta aragem
..........E
Semblante jeito de agosto
E||---------4-5/12--------|
B||-----3-5--------10-9~~-|
G||-2/4-------------------|
D||-----------------------|
A||-----------------------|
E||-----------------------|
Am
Tem ganas de ser garoa
...F
Essa manhã que chegou fria
.....G.............F/G
A indiada ajeita a encilha
...........C
E pros arreios já alcança
......B*...........E7
Um laço de boa trança
......Am.........Am/G
De cinchar rês atolada
...F.................D7/F
Pra aliviar duma coreada
..........E
Por vaqueano, um peão de estância
Dm................G
Manhazita fria de maio
...........C..........F
Trouxe uma geada temporona
D7/F............D7/A
Com serviço pra cambona
E............A||--0/2\3-2-0|
Recostada ao trasfogueiro
Dm.......G............C
Chegou o inverno mais cedo
..B*.E...............Am..Am/G
E um pelego preto estaqueado
F
Amanheceu atobianado
E.................Am
Lá debaixo do arvoredo
Dm................G
Neste garrão de Rio Grande
...........C..........F
Passo um inverno atrás do outro
D7/F............D7/A
Sovando garras e potros
E............A||--0/2\3-2-0|
No largo das sesmarias
Dm.......G............C
Nos galpões brasa e astilhas
..B*.E...............Am..Am/G
Retovos de madrugada
F
E um mate de erva lavada
E.................Am
Pras manhãs de geada e encilha
sábado, 4 de junho de 2011
Parceiros de Campo
Composição: Joca Martins - Rodrigo Bauer
Intro: A Bm7 E7 A
Bm7
Um boi se desgarra da tropa que estende e vira a cabeça direito ao capão
D E7 A E7 A
Convido o cavalo que pronto me atende e sai arrancando o capim e torrão
Bm7
Assim corto o rastro do boi que se apura e o laço certeiro me voa da mão
D E7 A E7 A Dm/F
Se aninha nas aspas, a cincha segura e o flete conhece o serviço do peão
A Bm7
(É doce de boca domado a preceito
E7 A Dm/F
Do andar das crianças e até do patrão
A Bm7 Bis
É manso e tranqüilo mas sempre de jeito
C E7 A
Se acaso lhe toca correr boi gavião)
Int.
Bm7
Então desencilho o crioulo gateado que chega faceiro por ver o galpão
D E7 A E7 A
Enfim resfolega de lombo suado a lida comprida e as rédeas no chão
Bm7
É o pingo crioulo que segue na estrada bandeira do pago, fiel tradição
D E7 A E7 A Dm/F
Heráldico flete que pelas manadas resiste tal fosse um gaudério brasão
A Bm7
São esses cavalos que a ida nos leva
E7 A Dm/F
Heróis esquecidos nessa evolução
A Bm7 Bis
Parceiros de campo que o tempo maleva
C E7 A
Reponta em silêncio além do rincão
( )Int.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A DOM ANTÔNIO TRINDADE
L.: e M.: Jairo Lambari Fernandes
E / B7 / % / E / % / B7 / % / E. / - / B7 / % / E / % / B7 / % / E / %
B7 C#m
Vem Dom Antônio Trindade num trono de "pelo e patas"
A F#m A F#m
Numa gateada monarca crioula lá da Fronteira
B7 A E
Escorando na "soitera" a culatra desta tropa
B7 E
Sombreiro baixo de copa que linda estampa campeira
B7 C#m
Quem orquestrou o destino sobre o compasso de um basto
A F#m A F#m
Farejando céu e pasto nos setembros de potreadas
B7 A E
Sovando léguas de estradas entre tropeadas e domas
B7 E
Taureando a sorte gaviona nos encontro da gateada.
F#7 B7
"Hay" que sacar o "sombreiro" a Dom Antônio Trindade
A E
Quem for "gaucho" de verdade e grongueiro na estampa
B7
Imagem bugra da Pampa um torena em campo aberto
A F#m A B7
Tenteando o destino incerto no rumo de casco e guampa...
A E
No rumo de casco e guampa.
E / B7 / % / E / % / B7 / % / E. / - / B7 / % / E / % / B7 / % / E / %
B7 C#m
Quem avistar Dom Antônio na testa da comitiva
A F#m A F#m
Verá a história mais viva deste garrão brasileiro
B7 A E
Mescla de monge campeiro um centauro lusitano
B7 E
Como diria o "Caetano" o pajador missioneiro.
B7 C#m
Quem largou "pesos" de tropa no velho Santa Maria
A F#m A F#m
Escutando a melodia mareteando na carona
B7 A E
E o "sonido" da cordeona por algum pouso de tropa
B7 E
Onde o mate segue a volta ritual de "fogo e cambona"
F#7 B7
"Hay" que sacar o "sombreiro" a Dom Antônio Trindade
A E
Quem for "gaucho" de verdade e grongueiro na estampa
B7
Imagem bugra da Pampa um torena em campo aberto
A F#m A B7
Tenteando o destino incerto no rumo de casco e guampa...
A E
No rumo de casco e guampa.
E. / - / B7./ % / E
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Ñangapiri cifra
G C G
Anduve mirando el pueblo, buscándome
C Am
Y fluyes como mi sangre de chamamé
D7 G
Enciende tu pie desnudo sobre mi piel
C D7 G
Un río de primaveras ternura y miel
C D7 G
A orillas de tu sonrisa yo soy feliz
C D7 G
No quiero partir de nuevo, ñangapiri
G C D
Ñangapiri silvestre luz del arenal
G
Tibio rubor del verde gris de la niñez
G C D
Mi resplandor, mi atardecer, mi taragüí
G
Y el cielo aquí de tu mirar, ñangapiri.
G C G
La luna se ardió en el río ñangapiri
C Am
Y vuela a lo más profundo de tu vivir
D7 G
Allí donde es todo aroma vá mi canción
C D7 G
A darle a tu entraña un beso, ñangapirí
C D7 G
A orillas de tu sonrisa hallé un país
C D7 G
De pájaros florecidos, ñangapiri
Anduve mirando el pueblo, buscándome
C Am
Y fluyes como mi sangre de chamamé
D7 G
Enciende tu pie desnudo sobre mi piel
C D7 G
Un río de primaveras ternura y miel
C D7 G
A orillas de tu sonrisa yo soy feliz
C D7 G
No quiero partir de nuevo, ñangapiri
G C D
Ñangapiri silvestre luz del arenal
G
Tibio rubor del verde gris de la niñez
G C D
Mi resplandor, mi atardecer, mi taragüí
G
Y el cielo aquí de tu mirar, ñangapiri.
G C G
La luna se ardió en el río ñangapiri
C Am
Y vuela a lo más profundo de tu vivir
D7 G
Allí donde es todo aroma vá mi canción
C D7 G
A darle a tu entraña un beso, ñangapirí
C D7 G
A orillas de tu sonrisa hallé un país
C D7 G
De pájaros florecidos, ñangapiri
Passo-a-passo de como afinar o violão
Vamos começar pela sexta corda de baixo pra cima, o Mi mais grave.
Agora vamos para a quinta corda, o Lá.
Essa corda deve ter o mesmo som da sexta corda tocada na quinta casa.
Agora vamos para a quarta corda, o Ré.
Essa corda deve ter o mesmo som da quinta corda tocada na quinta casa..
Afinadas as 3 de cima, vamos para a terceira corda, o Sol.
Essa corda deve ter o mesmo som da quarta corda tocada na quinta casa.
Afinadas as 4 cordas, vamos para a segunda corda, o Si.
Essa corda deve ter o mesmo som da terceira corda tocada na quarta casa.
Agora a última corda a ser afinada, o Mi agudo.
Essa corda deve ter o mesmo som da segunda corda tocada na quinta casa.
Repasse todas as cordas para ter certeza que seu violão está corretamente afinado.
Pronto, agora é hora de tocar!
Agora vamos para a quinta corda, o Lá.
Essa corda deve ter o mesmo som da sexta corda tocada na quinta casa.
Agora vamos para a quarta corda, o Ré.
Essa corda deve ter o mesmo som da quinta corda tocada na quinta casa..
Afinadas as 3 de cima, vamos para a terceira corda, o Sol.
Essa corda deve ter o mesmo som da quarta corda tocada na quinta casa.
Afinadas as 4 cordas, vamos para a segunda corda, o Si.
Essa corda deve ter o mesmo som da terceira corda tocada na quarta casa.
Agora a última corda a ser afinada, o Mi agudo.
Essa corda deve ter o mesmo som da segunda corda tocada na quinta casa.
Repasse todas as cordas para ter certeza que seu violão está corretamente afinado.
Pronto, agora é hora de tocar!
Algumas Definições
ESCALA = é uma série de sons ascendentes ou descendentes na qual o último som será a repetição do primeiro.
INTERVALO = é a distância entre dois sons.
SEMITOM(ou 1/2 tom) = é o menor intervalo entre dois sons.
TOM =é o intervalo formdo por dois semitons.
SUSTENIDO(#) = eleva o som em um semitom.
BEMOL(b) = abaixa o som em um semitom.
SOM = é o choque entre dois objetos sonoros, possui quatro qualidades básicas: altura, intensidade, timbre e duração.
ALTURA = é a propriedade que podemos distinguir os sons graves, médios e agudos.
INTENSIDADE = é a força empregada na execução dos son. As músicas poderão ser tocadas forte, fraco, etc.
TIMBRE = é a qualidade pela qual podemos distinguir o corpo sonoro(intrumentos).
DURAÇÃO = é a qualidade pela qual podemos distinguir o prolongamento das notas
INTERVALO = é a distância entre dois sons.
SEMITOM(ou 1/2 tom) = é o menor intervalo entre dois sons.
TOM =é o intervalo formdo por dois semitons.
SUSTENIDO(#) = eleva o som em um semitom.
BEMOL(b) = abaixa o som em um semitom.
SOM = é o choque entre dois objetos sonoros, possui quatro qualidades básicas: altura, intensidade, timbre e duração.
ALTURA = é a propriedade que podemos distinguir os sons graves, médios e agudos.
INTENSIDADE = é a força empregada na execução dos son. As músicas poderão ser tocadas forte, fraco, etc.
TIMBRE = é a qualidade pela qual podemos distinguir o corpo sonoro(intrumentos).
DURAÇÃO = é a qualidade pela qual podemos distinguir o prolongamento das notas
Cifras
Cifra Alfabética
C=Dó
D=Ré
E=Mi
F=Fá
G=Sol
A=Lá
B=Si
Ex: Cm= Dó Menor C7= Dó com 7
Cifra numerica
cordas soltas
1°corda-10
2°corda-20
3°corda-30
4°corda-40
5°corda-50
6°corda-60
cordas presas
Corda 1, Casa 1 = 11
Corda 2, Casa 2 = 22
Corda 3, Casa 3 = 33
Corda 6, Casa 5 = 65
Corda 3, Casa 8 = 38
Destinos Solo
20-20-23-23-21-21-13
20-20-23-23-21-21-12
32-32-21-21-20-20-10
23-23-21-21-20
10-23-21-20-32-30
20-20-23-23-21-21-12
32-32-21-21-20-20-10
23-23-21-21-20
10-23-21-20-32-30
Em cima do laço solo
212-211-212-213-212-211-212-213-212-211-212
210-210-29-210-212-210-29-210-210-210-29-210-212-210-29-210
28-28-27-28-210-28-27-28-28-28-29-28-210-28-27-39-38
18-17-210-28-27-39-38-410-49-47-510-59-57 (Repete Tudo)
210-210-29-210-212-210-29-210-210-210-29-210-212-210-29-210
28-28-27-28-210-28-27-28-28-28-29-28-210-28-27-39-38
18-17-210-28-27-39-38-410-49-47-510-59-57 (Repete Tudo)
El bocal solo
solo do inicio
26-25-37-25-26-25-37-25-26-25-26-37
15-15-28-26-28-26-25-37-25-26-25-26-37-25-26-25-37
18-18-16-15-16-15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-28
18-18-16-15-16-15-28-26-25-28
Solo do meio
15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-25-37-18-16
28-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-37-35-15-28
26-25-37-25-26-25-37-25-26-25-26-37-35-48-47-45-58-57
A-A#-A 36-37-36-35-36 A-A#-A 36-37-36-35-36-37-26-16-15-26-37
26-37-36
26-37-36
26-25-37-25-26-25-37-25-26-25-26-37
15-15-28-26-28-26-25-37-25-26-25-26-37-25-26-25-37
18-18-16-15-16-15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-28
18-18-16-15-16-15-28-26-25-28
Solo do meio
15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-28-15-28-26-25-37-18-16
28-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-26-28-26-25-37-35-15-28
26-25-37-25-26-25-37-25-26-25-26-37-35-48-47-45-58-57
A-A#-A 36-37-36-35-36 A-A#-A 36-37-36-35-36-37-26-16-15-26-37
26-37-36
26-37-36
Este jeito de domingo
410-38-310-28-29-28-310-28-110-18-310-28-29-28-310-28-110-18
14-13-26-24-23-35-34-46-45-43-56
Madrugada solo
63-65-66-63-55-53-66-65-66
63-65-66-63-55-53-66-65
65-66-53-53-55-56-53-45-43-56-55-56
53-55-56-53-45-43-56-55
33-32-30-44
63-65-66-63-55-53-66-65
65-66-53-53-55-56-53-45-43-56-55-56
53-55-56-53-45-43-56-55
33-32-30-44
63-65-66-63-55-53-66-65-66
63-65-66-63-55-53-66-65
65-66-53-53-55-56-53-45-43-56-55-56
53-55-56-53-45-43-56-55
33-32-30-44-43-41-40
Mercedita solo
37-38-39-28-17-112-110-18-110-18
110-18-110-112-18-17-18-17-18-17-18-110
17-210-17-210-17-210-17-18-210-17
17-18-18-17-17-18-18-210-210-18-18-210
18-18-17-17-18-18-17-17-210-210-28-28 2x
27-27-39
110-18-110-112-18-17-18-17-18-17-18-110
17-210-17-210-17-210-17-18-210-17
17-18-18-17-17-18-18-210-210-18-18-210
18-18-17-17-18-18-17-17-210-210-28-28 2x
27-27-39
Carreira de Campo solo
210/110 210/19 210/112
16-15-28-26-25-37
26-25-37-26-37-47
32-32-32-15-15-32-32-32-15-15
16-15-28-26-25-36-48-47
16-15-28-26-25-37
26-25-37-26-37-47
32-32-32-15-15-32-32-32-15-15
16-15-28-26-25-36-48-47
Milongão pra assoviar desencilhando solo
26-28-26-25-26-26
26-26-25-25-37-37-36
36-37-36-35-36-28
28-28-26-26-25-25-37
26-28-26-25--26-26
26-26-25-25-37-37
37-36-35-36
26-25-24-25
28-26-25-26
28-26-25-28-26
36-37-36-35-36-28
28-28-26-26-25-25-37
26-28-26-25--26-26
26-26-25-25-37-37
37-36-35-36
26-25-24-25
28-26-25-26
28-26-25-28-26
Solo La campana
23 23 10 11 10 23 21 32 23 23 13 11 10 23 21 32 23 23 13 11 10 23 21 32 25 24 25 13 26 13 15 13 26 25 32 23
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