quinta-feira, 16 de junho de 2011
“Não Deixe Morrer a Vigília” Amigos: esta é uma luta pela cultura popular, pela identidade cultural gaúcha, pela honra daqueles - artistas ou público - que fazem e são os festivais de música, poesia e canto do Rio Grande do Sul. Pela honra da cultura gaúcha e em apoio aos nossos irmãos e amigos do Núcleo Cachoeirense de Compositores Nativistas e de todo o ambiente festivaleiro gaúcho estamos lançando a Campanha “Não Deixe Morrer a Vigília”.
Embora simbólica, essa manifestação reage ao anúncio, pelo prefeito de Cachoeira do Sul – até o ano que vem -, de que não realizará o evento mais uma vez porque “decidiu priorizar atividades que envolvam competidores só de Cachoeira, o que faz com que o dinheiro das premiações fique na cidade”. O prefeito também afirmou que: “os 'tradicionalistas' não têm do que reclamar, pois está apoiando financeiramente a cavalgada da integração”.
Vale lembrar que JAMAIS os compositores, músicos, intérpretes, letristas, poetas, declamadores de Cachoeira do Sul ou participantes do festival, foram convidados para uma reunião com o prefeito ou seu “participativo” departamento de eventos, para debater o assunto ou tratar de qualquer tema.
Segundo se soube, apenas houve, em 2010, um contato com patrões de CTGs perguntando se os mesmos queriam “assumir a Vigília”. É preciso dizer que na Administração em que o atual prefeito Sérgio Ghignatti, foi vice-prefeito, na década de 90, o Município também cancelou o festival, quase determinando a morte da Vigília do Canto Gaúcho. Será algo pessoal?
Hoje, um dos maiores e mais tradicionais festivais nativistas do Rio Grande do Sul sofreu mais um severo golpe. Mais um festival agoniza no Rio Grande. E não podemos aceitar calados o descomprometimento - com a identidade cultural gaúcha - destes políticos que se elegem “declamando” Jaime Caetano Braun na TV, mas depois viram as costas à produção cultural regional.
A Vigília não morrerá, pois os mandatos eleitorais terminarão e a cultura seguirá!!!
Por isso, pedimos o apoio dos nativistas do Rio Grande e do Brasil no sentido de manifestarem o seu protesto, desacordo ou indignação com a decisão unilateral da Prefeitura (que sequer elaborou um projeto pra LIC ou esboçou qualquer interesse de promover o festival), replicando esta mensagem para seus contatos e pelas redes sociais, ou escrevendo diretamente para o prefeito, os vereadores de Cachoeira do Sul e o Jornal do Povo, principal órgão de imprensa daquela cidade.
Chega de “mercadores” e políticos que não promovem a cultura determinarem a extinção de nossos festivais, de calarem a nossa voz, atentarem contra nossa memória histórica, apagarem os nossos versos, renegarem nossas orígens e negarem nossa identidade cultural!!!
Não deixaremos que morra a Vigília!!!
Chega de atentarem contra os festivais do Rio Grande!!!!
Chega de atentarem contra o nativismo!!!!
Embora simbólica, essa manifestação reage ao anúncio, pelo prefeito de Cachoeira do Sul – até o ano que vem -, de que não realizará o evento mais uma vez porque “decidiu priorizar atividades que envolvam competidores só de Cachoeira, o que faz com que o dinheiro das premiações fique na cidade”. O prefeito também afirmou que: “os 'tradicionalistas' não têm do que reclamar, pois está apoiando financeiramente a cavalgada da integração”.
Vale lembrar que JAMAIS os compositores, músicos, intérpretes, letristas, poetas, declamadores de Cachoeira do Sul ou participantes do festival, foram convidados para uma reunião com o prefeito ou seu “participativo” departamento de eventos, para debater o assunto ou tratar de qualquer tema.
Segundo se soube, apenas houve, em 2010, um contato com patrões de CTGs perguntando se os mesmos queriam “assumir a Vigília”. É preciso dizer que na Administração em que o atual prefeito Sérgio Ghignatti, foi vice-prefeito, na década de 90, o Município também cancelou o festival, quase determinando a morte da Vigília do Canto Gaúcho. Será algo pessoal?
Hoje, um dos maiores e mais tradicionais festivais nativistas do Rio Grande do Sul sofreu mais um severo golpe. Mais um festival agoniza no Rio Grande. E não podemos aceitar calados o descomprometimento - com a identidade cultural gaúcha - destes políticos que se elegem “declamando” Jaime Caetano Braun na TV, mas depois viram as costas à produção cultural regional.
A Vigília não morrerá, pois os mandatos eleitorais terminarão e a cultura seguirá!!!
Por isso, pedimos o apoio dos nativistas do Rio Grande e do Brasil no sentido de manifestarem o seu protesto, desacordo ou indignação com a decisão unilateral da Prefeitura (que sequer elaborou um projeto pra LIC ou esboçou qualquer interesse de promover o festival), replicando esta mensagem para seus contatos e pelas redes sociais, ou escrevendo diretamente para o prefeito, os vereadores de Cachoeira do Sul e o Jornal do Povo, principal órgão de imprensa daquela cidade.
Chega de “mercadores” e políticos que não promovem a cultura determinarem a extinção de nossos festivais, de calarem a nossa voz, atentarem contra nossa memória histórica, apagarem os nossos versos, renegarem nossas orígens e negarem nossa identidade cultural!!!
Não deixaremos que morra a Vigília!!!
Chega de atentarem contra os festivais do Rio Grande!!!!
Chega de atentarem contra o nativismo!!!!
domingo, 12 de junho de 2011
A música e os sentimentos
Passei muito tempo pensando em o que escrever, dessa forma de arte que ao mesmo tempo é complexa, mas também é singela.Uma certa vez escutei uma pessoa dizer que “trabalhar” com musica é algo muito perigoso e que requer muitos cuidados, pois as musicas pode suscitar em nós vários sentimentos, sejam eles bons ou ruins.
Cheguei a conclusão que isso é real. De todas as formas de arte a musica é a que mais toca e meche com os sentimentos humanos, pois ela trás à tona nossos desejos, tristezas , amarguras, saudades, paixões mais ocultos, aqueles que em muitas vezes deixamos guardados e escondidos num canto da memoria.
A musica também nos transporta a um mundo , que não é o real em quem vivemos, talvez um mundo povoado de sonhos e boas memorias, onde estão nossos amigos, família e amores, pessoas que de uma forma ou outra foram importantes para nós.
Muitos veem através da musica uma forma de se comunicar e expressar com o mundo, um meio de externar suas emoções, desejos, opiniões, aquilo que só através das notas e melodias consegue expressar.
Enfim acredito que não existe uma só pessoa que não tenha uma musica que meche consigo, seja de boas ou más recordações. Aquela musica que sempre que chega aos nossos ouvidos faz brotar dos olhos uma lagrima , seja de saudades, de boas lembranças ou de tristezas adormecidas....
GRACIAS
Ju Lima.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
27° Reponte da canção

No final de semana dos dias 3, 4 e 5 de junho, aconteceu em São Lourenço do Sul, o 27° Reponte da Canção Nativa. Eu estava lá e encontrei com meu amigo e professor Johnatan Garcia, que tocou na 19° Pérola em Canto. Também encontrei a cantora Shana Müller, que estava sendo acompanhada por Paulinho Goulart, tocando a musica Outono dos Sentidos. Procurei por ela, mas não estava encontrando, vinha passando e ouvi um “oi”, e olhei era ela, “nossa a Shana me conheceu” pensei comigo, não é verdade! Haha. Mas sim, e ainda comentou com o Paulinho sobre a Nossa Senhora que havia dado a ela, fiquei super feliz e logo depois tiramos a nossa foto claro!! hehe sempre tiro uma quando vejo ela.
No domingo tava tão bom quantos os outros dias, mas tinha aquele arzinho de final, e muito frio também. Não abandonei o poncho nenhum dos três dias. Estava Marcelo Oliveira, Cristiano Quevedo, Ângelo Franco, Jean Kirchoff, Analise Severo, Juliano Javoski, Daniel Cavalheiro, Fabrício Marques, Raineri Sphor e outros. Nesse Reponte teve o primeiro samba na linha livre, na minha opinião, a composição era boa, mas não combina com um festival nativista, sai um pouco do foco do festival, mas linda a música interpretada por Loma.La mandinga 27° Reponte da canção
1º Lugar (Linha Campeira) – Troféu Seival: La Mandinga (Chamamé)
M: Juliano Javoski
L: Gustavo Brasil
M: Juliano Javoski
L: Gustavo Brasil
Domingueira
2º Lugar -Troféu Estância do Salso: Domingueira (Milonga Arrabalera) na linha campeira no 27° reponte da canção em São lourenço do Sul
Letra e Música: Adão Quevedo
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Piedra Y Camino Atahualpa Yupanqui
Intro: Bm – A – G – F#7 – Em – D – F#7 – Bm
Bm B7 Em
Del cerro vengo bajando
A7 D F#7
camino y pie...dra
Bm A G F#7
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
Una tristeza
Bm B7 Em
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
una tristeza.
Bm B7 Em
Me acusas de no quererte
A7 D F#7
no digas eso
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo;
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo.
Bm B7 Em
Es mi destino
A7 D F#7
piedra y camino
Bm A G F#7
y un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino
Bm A G F#7
de un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino.
Repite intro.
Bm B7 Em
Por mas que la dicha busco
A7 D F#7
vivo penando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando.
Bm B7 Em
A veces soy como el río
A7 D F#7
llego cantando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa , viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa, viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando.
Bm B7 Em
Del cerro vengo bajando
A7 D F#7
camino y pie...dra
Bm A G F#7
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
Una tristeza
Bm B7 Em
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
una tristeza.
Bm B7 Em
Me acusas de no quererte
A7 D F#7
no digas eso
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo;
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo.
Bm B7 Em
Es mi destino
A7 D F#7
piedra y camino
Bm A G F#7
y un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino
Bm A G F#7
de un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino.
Repite intro.
Bm B7 Em
Por mas que la dicha busco
A7 D F#7
vivo penando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando.
Bm B7 Em
A veces soy como el río
A7 D F#7
llego cantando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa , viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa, viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Amanhecido - Cifra
int.B7 Em B7 Em
L.: Fábio Maciel e Zé Renato Daudt
M.: André Teixeira
B7 Em Am
a manha pedindo cancha sobre a missa dum balcão
D7 G G B7 Em
onde o padre é bulichero e a canha é q dá benção
Fm7
vão doutrinando os paysanos num batismo de fronteira
C B7
q vai fazendo esparramo na idéia de quem clareia
Em B7 Em
quem rezou a noite inteira num altar tradicional
B7 Em E7
campeando rumo das casa e pecador do ritual
Am D7 G
ainda vai retunbando na cabeça um bordoneio
Fm7 B7 Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
Fm7 C Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
E7 Am D7 G
nas redea um santo rosario q vem o corpo benzendo
Fm7 B7_B7_B7 Em
pena q a borrachera traz as duas mao tremendo BIS
B7_Em Am
sorte um pingo da confiança que ainda conheçe o prumo
D7 G_G__B7_Em
pois quem segue pela estrada multiplica o proprio rumo
Fm7
mas de fato pouco importa o q fiz de madrugada
C B7
pois o fim foi na porteira bem na hora da pegada
Em B7 Em
por cristao rogo assobiando uma vaneira pra o céu
B7 Em E7
pois na encilha achei minh'alma perdida nesse mundel
Am D7 G
na farra e golpeando um trago fiz render mais um domingo
Fm7 B7 Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
Fm7 C Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
E7 Am D7 G
eu sou crente dessa igreja onde a canha é quem batiza
Fm7 B7_B7_B7 Em
no culto manda quem pode obedece quem precisa
L.: Fábio Maciel e Zé Renato Daudt
M.: André Teixeira
B7 Em Am
a manha pedindo cancha sobre a missa dum balcão
D7 G G B7 Em
onde o padre é bulichero e a canha é q dá benção
Fm7
vão doutrinando os paysanos num batismo de fronteira
C B7
q vai fazendo esparramo na idéia de quem clareia
Em B7 Em
quem rezou a noite inteira num altar tradicional
B7 Em E7
campeando rumo das casa e pecador do ritual
Am D7 G
ainda vai retunbando na cabeça um bordoneio
Fm7 B7 Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
Fm7 C Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
E7 Am D7 G
nas redea um santo rosario q vem o corpo benzendo
Fm7 B7_B7_B7 Em
pena q a borrachera traz as duas mao tremendo BIS
B7_Em Am
sorte um pingo da confiança que ainda conheçe o prumo
D7 G_G__B7_Em
pois quem segue pela estrada multiplica o proprio rumo
Fm7
mas de fato pouco importa o q fiz de madrugada
C B7
pois o fim foi na porteira bem na hora da pegada
Em B7 Em
por cristao rogo assobiando uma vaneira pra o céu
B7 Em E7
pois na encilha achei minh'alma perdida nesse mundel
Am D7 G
na farra e golpeando um trago fiz render mais um domingo
Fm7 B7 Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
Fm7 C Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
E7 Am D7 G
eu sou crente dessa igreja onde a canha é quem batiza
Fm7 B7_B7_B7 Em
no culto manda quem pode obedece quem precisa
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Namoro de Corvo
Tom: C
Am . Em . B7 . Em
Em
num cerrito descarnado
B7
perau de pedra e de tuna
clareado de blanca luna
Em
a moldura arredondada
no arrancar da madrugada
B7
se enxergava uma figura
Am G
lá no topo das altura
B7 Em
negra estampa apaixonada
Am
o verde pasto da pampa
Em
pelo sereno molhado
B7
e o casal apaixonado
Em E7
na noite de primavera
Am
estar assim quem me dera
Em
cobiçei de relancina
B7
pensando na triste sina
Em
do meu coração tapera
B7
bombeava, bombeava o corvo pra corva
Em
e ela com olhar de mona...
B7
retinta como a cambona
Em
floreava o bico nas pena
G#madd11+
e o corvo véio torena
Am
vaqueano e cooperativa
G
largou uma asa por riba
B7 Em
abraçando a linda morena
(solo de gaita, violão repete introdução)
Em
lembrei de volta as passadas
B7
num pala preto que tinha
e o galopito que vinha
Em
em direção ao povoado
e sempre o mesmo bragado
B7
pingo de rédea e de pata
Am G
lembrei também da mulata
B7 Em
por quem tive enfeitiçado
Am
assim se deu o romance
Em
pra quem se lembra o espanto
B7
e juro por qualquer santo
Em E7
e inté por nossa senhora
Am
que descobri nesta hora
Em
a força bruta do amor
B7
e lhes digo sim senhor
Em
que corvo também namora
Campo e Luz
Compositor: Marcelo Oliveira / Cristian Camargo
Tom: C
Introdução: Dm,G, C,F,Dm, E, Am, A7,
Dm,G, C, F, Dm, E, Am,
Am
Mergulha hóstia de luz
Dm
No sangue do campo santo,
G
Estende lua teu manto
C
No orvalho da plenitude,
F
Onde a reza nasce rude,
Dm
Ajoelhado em campo e luz,
E7
E eu benzo sinal da cruz
Am
Com água benta de açude
Am
Não há templo igual a este
Dm
Pro batismo dos pampeanos,
G
Prece oculta dos minuanos
C
Convergência dos ateus,
F
Simplicidade dos meus,
Dm
Na procissão das Estâncias
E7
Terunha alma em Constancia
Am , G
Aqui mais perto de Deus...
C
(Tenho o terço das estrelas
Dm
E a matriz do Galpão grande,
G
Deixe que o destino mande
C
Nos sonhos que campereio,
F
Em cada campo que leio
Dm
Encontro a bíblia da calma
G
E acendo a vela da alma
C
No castiçal dos arreios
F
Em cada campo que leio
Dm
Encontro a bíblia da calma
E7
E acendo a vela da alma
Am,A7
No castiçal dos arreios)
Introdução: Dm,G, C,F,Dm, E, Am, A7,
Dm,G, C, F, Dm, E, Am,
Am
Um dia hei de saber
Dm
Motivo da saudade,
G
De um tempo em que a liberdade
C
Na catedral das manhãs
F
Tinha um sino de um tajã
Dm
Acordando a tolderia,
E7
E um rosario de poesia
Am, G
Sob os olhos de tupã...
domingo, 5 de junho de 2011
Soy Pán, Soy Paz , Soy Más
Tom: A
D/E A7+
Soy... Soy água, playa, cielo, casa blanca
Bm7
Soy mar Atlantico, viento y America
C#m7
Soy um montón de cosas santas
Bm7
Mezclado com cosas humanas
F7/13 A7+
Como te explico cosas mundanas
A7+
Fui niño, cuna , teta, techo, manta,
Bm7
más miedo, cuco, grito, llanto, raza,
C#m7
Después mezclaran las palabras
Bm7
O se escaparan las miradas
F7/13 A7+
Algo pasó, no entendi nada
Bm7 E7/9
Vamo, deci-me, conta-me, todo lo que
C#m7 F#7/9
A vos te esta pasando ahora
Bm7 E7/9 A7+
Porque sino cuando esta tu’alma sola llora
Bm7 E7/9
Hay que sacar-lo todo afuera
C#m7 F#7/9
Como em la primavera
Bm7 E7/9 A7+
Nadie quiere que adentro algo se muera
Bm7 E7/9
Hablar mirando-se a los ojos
C#m7 F#7/9
Sacar lo que se puede afuera
Bm7 E7/9 A7+
Para que adentro nazcan cosas nuevas
Nuevas....
B7+
Soy pán, soy paz , soy más, soy lo que está por acá
C#m7
No quiero más de lo que puedas dar
Ebm7
Hmmm, hoy se te da, hoy se te quita
C#m7
Igual que com la margarita
F#7/9
Igual al mar
B7+ Cº
Igual a vida, la vida, la vida, la vida
C#m7 F#7/9
Vamo, deci-me, conta-me, todo lo que
Ebm7 G#7/9
A vos te esta pasando ahora
C#m7 F#7/9 B7+ Cº
Porque sino cuando esta tu’alma sola llora
C#m7 F#7/9
Hay que sacar-lo todo afuera
Ebm7 G#7/9
Como en la primavera
C#m7 F#7/9 B7+ Cº
Nadie quiere que adentro algo se muera
C#m7 F#7/9
Hablar mirando-se a los ojos
Ebm7 G#7/9
Sacar lo que se puede afuera
C#m7 F#7/9 B7+
Para que adentro nazcan cosas nuevas
Nuevas....
Romance de Fronteira
A E7 A
Bm7 E7 A
Tô desconfiado que este sol é correntino
Bm7 E7 Aº A
Cruzou o rio num tranquito bem marcado
Bm7 E7 A
Foi se achegando despacito na ribeira
Bm7 E7 A
E quando vi tava dormindo do outro lado
G/A A7(9) D7M
Fiquei mirando a fundura do seu sono
A7 D7M
Até dormindo resmungava o pobre Sol
(D7M) A
Dizia coisas de um amor quase perdido
F#m7 Bm7 E7 A A7 Bis
E percebi que murmurava em portuñol
E7 A
(Mire el lume destes sueños mire el don de mis palabras
G#m7(b5) G7(#11) F#m7 Fm7 Em7
Las ventanas de mis ojos son somente tus escravas
(D) D#° A
Mira flor madrugadeira mis auroras que son tuas
F#7 Bm7 E7 Em7 A7 Bis
Ergue um brinde a las estrellas mi pasión amada Luna)
Int.
Bm7 E7 A
Talvez o Sol amasse a lua pelo rio
Bm7 E7 Aº A
E a lua moça da fronteira foi embora
Bm7 E7 A
O Sol ribeiro de alla revira o mundo
Bm7 E7 A
E busca a Lua vida adentro céu afora
G/A A7(9) D7M
Mas esta sina que separa Sol e Lua
A7 D7M
Talvez um dia se confunda no Arrebol
(D7M) A
E a Lua moça com um beijo iluminado
F#m7 Bm7 E7 A A7 Bis
Espante a mágoa de quem habla em portuñol
( ) Int.
Pala da Noite
Am9
A lua é um buraco de bala no pala da noite
Em7 Em7 Ebm
Oigaletê mas que mira do atirador
Dm
Ou tava atirando pra cima por rabo de saia
F F#° E7
Ou tava fazendo tocaia pra Nosso Senhor
Am9
A bala furou este pala presente do dia
Em7 Em7 Ebm
Um pala de seda e poesia que a noite vestiu
Dm
E a noite coçada de bala ergueu três marias
F F#° E7
Tenteando bolear de vereda quem lhe agrediu
A E7 Db7
[ Já tava armada a peleia bem lá nas alturas
F#m Dbm7
A noite de pala furado de raiva tremia
D/F# A
Quem foi o bandido sem alma que só por maldade
B7 E7
Fez mira no pala da noite regalo do dia
A E7 Db7
Mas Deus já cansado de guerra pediu uma trégua
F#m Dbm7
Pra noite que tava tão cega de raiva e de frio
D/F# A
A noite largou Três Marias erguendo o Cruzeiro
E7 D/F# Dbm7 Bm7 A
E o céu se amansou novamente no sul do Brasil
Db7/G# G7/4M F#m
Num fundo de campo tranqüilo Blau Nunes pitava
Db7/G# G7/4M F#m Em A7
Foi só um balaço por farra, ninguém se pisou
D A
E a noite ainda hoje bombeia querendo vingança
E7 A Em7 A7
Blau Nunes é lenda e a história Simões não contou
D A
E a noite ainda hoje bombeia querendo vingança
E7 A
Blau Nunes é lenda e a história Simões não contou ]
Outra Campereada
Em A7
Manhã de Junho no interior do estado
D G
Cambona fria e nem sinal das brasas
C#º F#7
O minuano que rengueia tudo
Bm B7
O cusco e até o pé direito da casa
Em A7
Saltou cedito como de costume
D G
Lavou as mãos e a cara já judiada
C#º F#7
E requentou para seu desayuno*
Bm B7
Garrão do chibo da noite passada
Em A7
Botou confiança na cincha do mouro
D G
Levou o laço pra beber sereno
C#º F#7
Requisitou a proteção divina
Bm B7
E contemplou seu mundo tão pequeno
Em A7 D G
Sua vida inteira foi assim
Em F#7 Bm B7
Achando lindo, dando risada.
Em A7 D G
Como quem colhe uma flor no inverno
Em
Se foi com Deus
F#7 Bm
Pra outra campereada...
O Tombo
Am
Apartou-se da tropilha um zaino, crina comprida
G
Num galope de alvoroço foi debochando da lida
F
Esbarrou junto das tábuas na terra do mangueirão
E Am
Deu cara-volta pro povo batendo um casco no chão
Am
Armaram-se as rodilhas, argolas e seus mandados
G
Couro de boi tento a tento nas mãos do negro trançado
F
Um a um ganhou o ar zunindo sobre os chapéus
E Am
E um reboleio de laços pra terminar o tropel
Am Am F E
Alguém de longe gritou, fez farra com o tirador
E Am
E o zaino escarceando crinas, largou do seu partidor
G C G C
Primeira armada no chão, a segunda quase pega
F E
Terceira foi um buraco juntando potro e macega
Dm C E7 Am
Terceira foi um buraco juntando potro e macega
Am
Foi como botar com a mão a armada do capataz
G
Cerrou na volta dos pulsos e é bem assim que se faz!
F
E o potro virou de volta trocando sua condição
E Am
Quem derrubou tanta gente hoje conhece o chão
Am
Depois ergueu-se uma poeira e terminou o tropel
G
E o capataz na outra ponta acomodou o chapéu
F
Quem não viu, ouviu de longe laço tinindo e um estouro
E Am
E o tombo foi o encontro da terra bruta com o couro
O Arco e a Flecha
(intro) A9 D/A E/A D/A A9 D/A E7(4/9)
A9 D/A
Poesia é flecha, a alma é um arco...
E/A D/A
Futuro é um alvo que a alma tem;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
Estamos todos no mesmo barco...
Bm7(9) E7(9/11) E7(b9)
Se ele naufraga vamos também!
A9 D/A
Poesia é flecha que se projeta
E/A D/A
Pelas nações, que de fome choram;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
A alma é um arco nas mãos do poeta
Bm7 E7(4/9) E7(13) E7
Caçando as feras que nos devoram!
A9 D/A
A flecha corta os confins do mundo
E/G# F#m7/4 E4
Sangrando as chagas que a fome fez...
D7M(9) C#m7
Povos inteiros já moribundos,
Bm7 E7(9) E7(13)
Matando um sonho de cada vez!
A9 D/A
O arco fica, mas manda a flecha
E/G# F#m7/4 E4
E a flecha voa com altivez;
D7M(9) C#m7
Chora a miséria e, em nome dela,
Bm7 E7(9) A9
Transpassa a carne da insensatez!
(intro)
A9 D/A
O arco dita as razões da flecha
E/A D/A
E mostra o rumo sem hesitar;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
A flecha é força que a tudo pecha
Bm7(9) E7(9/11) E7(b9)
Quando é justiça cortando o ar!
A9 D/A
São arco e flecha sempre em vigília,
E/A D/A
Que essa miséria tem rosto e nome;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
Nos calcanhares dessas matilhas
Bm7 E7(4/9) E7(13) E7
Que se sustentam de sangue e fome!
A flecha corta os confins do mundo..
O "Revorve" do Tropeiro
A
Seu delegado, vim trazer meu “revorvinho”
E7
Que eu ganhei do meu padrinho quando me tornei rapaz
Bm7
E há trinta anos mora na minha cintura
E7 A
Escorando a vida dura de tropeiro e capataz
F#m7 Db7 F#m7
Esse “revórve” nessas voltas do destino
A7 D
Já salvou muito teatino de apanhar sem merecer
D#º A
Botou respeito sem precisar falar grosso
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Com ele, muito alvoroço, não deixei acontecer
E7 A
Mas deu no rádio que ninguém pode andar armado
Bm7 E7 A
Fui no rumo do povoado, vim tirando a conclusão
Bbº Bm7 E7 A
Que fiquei louco ou não entendi a notícia
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Pois pensei que a polícia desarmava era ladrão
E7 A
[ Ô mundo véio, que tá virado
E7 A A7
Seu delegado, preste atenção
D D#º A
Vê se devolve o “revórve” do tropeiro
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Vai desarmar desordeiro e deixa em paz o cidadão ]
A
Seu delegado, se um ladrão bater na porta
E7
Devo fugir pela outra, me arresponde sim senhor
Bm7
E se um safado me “desrespeitá” uma filha
E7 A
Quem vai defender a família de um homem trabalhador
F#m7 Db7 F#m7
É muito fácil desarmar que é direito
A7 D
Quem tem nome e tem respeito, documento e profissão
D#º A
Muito mais fácil que desarmar vagabundo
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Desses que andam pelo mundo fazendo mal criação
E7 A
Pra bagunceiro o país tá encomendado
Bm7 E7 A
O povo tá desdomado, e quem manda faz que não vê
Bbº Bm7 E7 A
Nosso governo quem tem que prender não prende
F#7 Bm7 E7 A
Não vigia, não defende, não deixa se defender [
Nos Encontros do Crioulo
E B7 E B7 E G#7 C#m F#7 B7 A E B7 E
B7 E
Se vieram pedindo porta rédea solta no salseiro
B7 E
Um escora o outro pecha abrindo o peito estancieiro
E7 A E
Bem antes dos trinta metros vinha o pampa entre os aperos Bis
Int.
B7 E
Já na primeira porteira com os pescoços tramados
B7 E
Conduzindo a rês na pista vinha o mouro e o colorado
E7 A E
E num jeitão bem campeiro se via os chapéus tapeados Bis
G#7 C#m
Num paleteio fronteiro
G#7 C#m
É bem assim que se faz
F#7 B7
Reboleando os “colas chata”
F#7 B7
Apertando o boi no más
A E
E o estouro da retomada
B7 E Bis
Fazendo voltar pra trás
Int.
B7 E
É lindo escutar o berro e dar volta se estrivando
B7 E
Levar reto, onde saiu ver o povo levantando
E7 A E
Reverenciando tronqueiras isso é o pago despontando Bis
G#7 C#m
(Quem se templou nos varzedos
G#7 C#m
Com alma e garrão de touro
F#7 B7
É o Rio Grande refletido
F#7 B7
Em paleteadas de estouro
A E
Tem o sustento a cavalo
B7 E Bis
Nos encontros do crioulo)
Int. ( ) Int.
Na Fogueira da Milonga
Dm
É de fogo essa milonga, que chega tomando conta
Bb A7
Se alastrando pelo coração, vem soprando suas brasas
Dm
Botando fogo na casa quando acende a chama da emoção
Bb
Voa a cinza do silêncio quando venta um sentimento
A7 Bb
Junto às cordas do meu violão é língua de labareda
A7 Dm
Que vem queimando tristeza, faiscando a solidão
É de fogo essa milonga, que chega tomando conta
Bb A7
Se alastrando pelo coração, vem soprando suas brasas
Dm
Botando fogo na casa quando acende a chama da emoção
Bb
Voa a cinza do silêncio quando venta um sentimento
A7 Bb
Junto às cordas do meu violão é língua de labareda
A7 Dm D7
Que vem queimando tristeza, faiscando a solidão
Gm7 C7
(Ilumina minha noite quando sai
F7+ Bb7+
No vermelho desse fogo ela me atrai
Em7 G/A A7/9 Dm D7
Na fumaça da milonga é que eu procuro teus sinais
Gm7 C7
Eu atiço essa milonga que se vai
F7+ Bb7+
Incendiando meu lamento e tudo mais
Em7 G/A A7/9 Dm
Milonga de chama viva faz arder meus fogueirais
Bb A7
Milonga que de sonho é feita
Dm
Milonga que meu sonho esquenta
Bb A7 Dm
Milonga vai queimando lenta sem se apagar
Bb A7
Milonga que meu fogo inventa
Dm
E o fogo sempre mais aumenta
Bb A7 Dm
[Eu jogo a minha lenha seca pra te ver queimar])
( ) [ ] [ ]
Na alma e na voz
(E7+ F#m4/7 G#m7 F#m4/7 A/B)
E7+
Existem paixões afogadas nas sombras da vida
F#m4/7
Existe uma lua perdida na escuridão
G#m7 A
Existem luzeiros tristonhos de estrelas caídas
A G#m7 F#m4/7 E A/B
Existem crianças feridas de armas na mão
E7+
São tantas razões engasgadas por causa da força
F#m4/7
Eu vi multidões retirantes à margem do bem
G#m7 A
Eu vi a esperança escondida nos olhos da moça
A G#m7 F#m4/7 E A/B A5+/B
E mísseis pintando nos ares um céu de ninguém
A B/A
Existe uma taipa gigante no açude do mundo
G#m7 C#7/9- C#7
De onde dois olhos procuram o mesmo que nós
F#m4/7 A/B
Aquilo que Deus idealiza nas bênçãos e preces
F#m4/7 A/B E
É o sonho que todos semeamos na alma e na voz
(E7+ F#m4/7 G#m7 F#m4/7 A/B)
E7+
Um sonho contempla partido o sangue das guerras
F#m4/7
Os povos chorando um pranto de ácido e sal
G#m7 A
Um sonho bonito revoa beijando as estrelas
A G#m7 F#m4/7 E A/B
Buscando no céu da amizade seu mundo ideal
E7+
Se as armas e os homens calassem seus gritos de morte
F#m4/7
E ao som de um violão adoçassem os seus temporais
G#m7 A
O sonho parceiro seria bem mais do que um sonho
A G#m7 F#m4/7 E A/B A5+/B
Seria um beijo do mundo na boca da paz
A B/A
Existe uma taipa gigante no açude do mundo
G#m7 C#7/9- C#7
De onde dois olhos procuram o mesmo que nós
F#m4/7 A/B
Aquilo que Deus idealiza nas bênçãos e preces
E F#m4/7 G#m7
É o sonho que todos semeamos na alma e na voz…
A B/A
Existe uma taipa gigante no açude do mundo
G#m7 C#7/9- C#7
De onde dois olhos procuram o mesmo que nós
F#m4/7 A/B
Aquilo que Deus idealiza nas bênçãos e preces
F#m4/7 A/B E
É o sonho que todos semeamos na alma e na voz
(E F#m4/7 G#m7 F#m4/7 A/B)
Jogando Truco
Gm A7 D
Eu venho lá da fronteira com as quarenta na mão
Gm
Para ensinar-lhes o truco nos versos desta canção
A7 D
Quando se joga de mano, ou seja, só entre dois.
Gm
Quem corta sempre é o mão, pra dar as cartas depois.
Fm G7 Cm
Pra começo de conversa veja se tem pro primeiro
A7 D
Agregando vinte pontos com duas do mesmo pêlo.
Cm Gm
É Envido! Não facilite, vinte e nove é morredor
D (D# D D#) G
Se for três do mesmo naipe, diga um verso e cante flor!
A7 D
Joga-se muito entre quatro, famoso jogo de dupla
Gm
É bom que quem joga pouco tem sempre em quem por a culpa
F E7 Am
Espadão e Ás de basto, sete de espada e de ouro.
Cm Gm D7 Gm
As quatro que não se empardam e não levam desaforo
G A7 D
Os três e os dois em seguida, os Güeime e o valente rei
Gm
Pra esse nunca se mente e isso no truco é lei
F E7 A7
Uma perninha é mutuca, sempre tira boi do mato
Cm Gm D
Com Manilha meta "TRUCO!" dispare do Vale quatro...
A7 D
Meia dúzia de parceiros 12 tento é a virada
G
Na testa ninguém se empresta e quem chama é o pé na rodada
F E7 A7
Primeiro se aprende as regras, depois se aprende a mentir
Cm Gm D G
Se cuidem dos Calaveiras que eles andam por aí
A7 D
Fica o último recado deste gaucho payador
Gm
Quem tiver azar no jogo está com sorte no amor
F E7 Am
Façam seus jogos senhores quem se arrisca aprende a manha
Cm Gm D7 Gm
Como é no truco é na vida quem não aposta não ganha
Jeito Gaúcho
C7M(6)/G
Esse meu jeito gaúcho tá no violão
Am7
Em cada fio de bigode, no aperto de mão
Dm7(9) Dm7(9)/A Dm7(9) Dm7(9)/A
Tá no amargo do mate, tá no afago do catri
G7(9/11) G7(b9)
Na poesia e na canção (na cancão)
C7M(6)/G
Meu povo encontra aconchego na beira do rio
Am7
A gente sente saudade de alguém que partiu
Dm7(9) Dm7(9)/A Dm7(9) Dm7(9)/A
O sentimento que trago, sei que não devo chorá-lo
G7(9/11) G7(b9)
Devo ri-lo, devemos ri-lo...
F7M F#° Em A7(b5/9)
Esse é o meu jeito gaúcho de ser
Dm7(9)
Generoso eu sou
G7(9/11) G7(b9) F7M
Sei que pra colher tem que plantar
F#° Em A7(b5/9)
Nesse solo sagrado
A7(b5/9) Dm7(9)
Que um índio nos regalou:
G7(9/11) G7(b9) G7(9/11) G7(b9) G7(9/11) G7(b9/13)
Foi Deus!(Obrigado meu patrão, pelo meu povo e o meu chão)
Esse meu jeito gaúcho...
Fronteira Seca
Em
Fronteira seca donde o marco ronda a linha
C B7
E égua madrinha ao cruzar bate campana
De Masoller a Punta Upamaroty
Em
Se estendem Â"asíÂ" rastros de tropas, Sant'Ana
Fronteira seca donde a vida do chibeiro
C B7
Abraça a sorte no rumo do contrabando
E algum Â"cuatrero matrero de policiaÂ"
Em
Não se anuncia e ao trote largo vai cruzando
C
Nesta fronteira, alma pampa que se adoça
Bm
Donde retoça na campanha e no Â"puebleroÂ"
Bbm Am
Uma cordeona que se Â"alumbraÂ" num relincho
B7 Em
Nestes bochinchos de poncho, adaga e sombreiro
B7 Em
Fronteira seca, louca de buena
B7 Em
Fronteira seca, flor de campeira
Em
Fronteira seca do saludo arrinconado
C B7
Donde cochila tradição pra um guitarreiro
E o gaiteiro estufa o peito apaysanado
Em
Num Â" a la puchaÂ" abagualado de faceiro
C
Nesta fronteira dos campos engordando o gado
Bm
Pelos janeiros com mormaços de verão
Bbm Am
Donde a saudade no entreveiro do sotaque
B7 Em
Encilha um mate e desencilha a solidão!
Fim de Mês
Intro: A9 A G#m7 G7(5-) F#m7 A/B E9 F(5-)/E
E E4
Fim de mês, é minha vez,
F#m4/7/E E
Outra vez ao teu encontro estou indo.
Bm6 E A7+
Pra rever o teu sorriso infindo,
F#7 F#m7 A/B
E também beijar os teus lábios tão lindos.
Fim de mês, estou feliz,
Os meus rumos cantam, o coração me diz.
É chegada a hora de bandear aquela estrada,
Pra poder rever a minha namorada.
F#m7 A/B E9
Não sei viver sem tua cantilena,
F#m7 A/B Bm6 A#7(5-)
Morena linda que é meu bem querer.
A7+ B/A G#m7 C#m7
Tudo que eu preciso são tardes de domingo
F#m7 B7 Bm6 A#7(5-)
Aflorando nosso conviver.
A7+ B/A G#m7 C#m7
Tudo que eu preciso são tardes de domingo
F#m7 G#m7 A7+ B7 E9 F(5-)/E
Aflorando nosso conviver.
(Intro)
Toda vez que estou por vir,
A saudade é um campo que não tem mais fim.
Teus anseios são gorjeios em serenata,
Festejando a anunciação das madrugadas.
Feito o Carreto
Em
Meu compadre toca essa milonga nova feito nego veio
B7
Meu compadre trova que o dedo de prosa anda mixuruca
Meu compadre abraços tocando pro gasto ta feito o carreto
Em
Não to nem aí não sou de me exibir eu sou de Uruguaiana
Em
Meu compadre volta que a Santana velha ainda te espera
B7
Meu compadre estive em Passos de Los Libres “chibeando” um pouco
E me fiz de louco pra juntar uns trocos e passar na aduana
Em
Mortadela, queijo, azeite, papa doce e uns sacos de farinha
Em
Meu compadre eu posso milongueando uns troços te alcançar um mate
B7
Nosso buenas tardes teve o mesmo pátio a mesma cidade
Somos companheiros, somos milongueiros, somos regionais
Em
Somos que nem peste da fronteira oeste como nossos pais
Em D C B7 Am G B7 Em
E não há mal que sempre dure
Em D C B7 Am G B7 Em
E não há bem que nunca acabe
Em D C B7 Am G B7 Em
E não há mal que sempre dure
Em D C B7 Am G B7 Em
E não há bem que nunca acabe
Am7 D7 G C Am7 B7 Em E7 Am
"Há seu tocador de rádio eu queria tanto mandar este recado
D7 G C Am7 B7 Em
Para o meu compadre que está aquerenciado na alma do meu violão"
Eu, o Baio e o Temporal
Dm
O enfurecer do vento
Dm7M(9)
A inquietação da bicharada
Dm Dm7M(9) B7M
A viração que levanta a poeirama da estrada
C9 Dm
Ao meu cavalo não diz nada
Dm Dm7M(9)
A reclusão dos paisanos covardes com a vida atada
Dm
O uivo da ventania
Dm7M(9) B7M
A chuva vindo guasqueada
C9 D
Ao meu cavalo não diz nada
D7M G
Cruzo o campo buscando a paz
D7M G
Em meio a fúria louca dos temporais
Bm Bm7/A
Emudecendo os rastros deixados pra traz
G F#m Em A7 D
Sigamos eu, o baio, a chuva, raio e nada mais
( D A/C# Bm7 A7 D A/C# Bm7 A7 G Em G A7 Dm Dm7M(9) )
Dm
Com alma de nuvem clara
Dm7M(9)
Calma de água empoçada
Dm Dm7M(9) B7M
E ânsia de seguir o vento no dorso das invernadas
C9 Dm
Faço no tempo morada
Dm
Feito um fantasma sem rumo
Dm7M(9)
Cortando a várzea encharcada
Dm Dm7M(9) B7M
Com descaso da enxurrada que leva a terra por nada
C9 D
Faço no tempo morada
D7M G
Cruzo o campo buscando a paz
D7M G
Nem que corte a pele o frio que nos castiga
Bm Bm7/A
E o baio não nega um passo nem com água até o pescoço
G A7
Cancha antiga
D
Sangue moço
D7M G
Cruzo o campo buscando a paz
D7M G
Em meio a fúria louca dos temporais
Bm Bm7/A
Emudecendo os rastros deixados pra traz
G F#m Em A7 D
Sigamos eu, o baio, a chuva, raio e nada mais
G F#m Em A7
Sigamos eu, o baio, a chuva, raio
G F#m Em A7 D
Sigamos eu, o baio, a chuva, raio e nada mais
Domando Estrelas
Tom: D
introdução D A/C# Bm D/A G A7 D (2x)
D A/C# Bm D/A
Se no pasto deito
G D/F# Em A
Se na vista o céu
G A D A/C# Bm E A7
Se as rimas me fogem, no branco papel
D A/C# Bm D/A G D/F# Em A G A7 D A/C# Bm
Então imagino as estrelas domando suas chispas de prata
G E A F# Bm D/A
No céu corcoviando no lombo da estrela
G F# Bm D/A G A D A/C# Bm D/A
De relho esporas e os sonhos se apaga
E7 A7 D
Na luz da aurora
G A D A/C# Bm D/A
E os sonhos se apaga
E A7 D
Na luz da aurora
D A/C# Bm D/A G D/F# Em A
Só agora eu vejo, me falta uma parte
G A DA\C# Bm
Ginete sem monta
E7 A7
Poeta sem arte
F# Bm D/A
Mas a luz do dia
G D/F# EM A7
Com a noite removo
G A D A/C# Bm
Ginete de estrelas
E7 A7
Poeta de novo
F# Bm D/A
No lombo da estrela
G A D A/C# Bm D/A G A D A/C# Bm E7 A7 D D7
Di relho e esporas e os sonhos se apaga na luz da aurora
G A7 DA/C#Bm E7 A7
E os sonhos se apaga na luz da aurora
De Cima do Arreio
Compositor: Erlon Pericles
Tom: G
D/F#
Eu ando na estrada cansando o cavalo
A7
Botando sentido nas coisas que vejo
De cima do arreio campeio meu rumo
D/F#
E aos poucos me aprumo por sobre os pelegos
Um trago de canha, um mate cevado
E7 A7
E um sonho “a lo largo” no sul do País
Campeando um sorriso além da saudade
D/F#
Aprendo as verdades da vida que eu quis
A7
(Eu sinto que a estrada me ensina aos pouquinhos e sigo sozinho sem
D/F#
medo de ir
A7
Vencendo distâncias, cruzando fronteiras, encontro nas ânsias razões pra
D/F#
seguir
G
Eu trago a esperança estampada na cara e guardo as lembranças das
D/F#
coisas que fiz
E7 A7 D/F#
Com raça e coragem eu topo a parada e agüento o repuxo firmando a raiz
Am D7 G D/F#
Ah! Tristeza gaúcha que eu trago no peito
A7
Trançando essa história com fibra e com jeito
Em A7 D/F#
De quem sabe bem levantar quando cai
Am7 D7 G D/F#
Ah! A estrada é comprida e andar vale a pena
A7
Pois quem busca sonhos de alma serena
Em A7 D/F#
Tocando pra frente sabe aonde vai)
D/F#
Assim me sustento e tapeio o Chapéu
A7
Andando “a lo léu” nas voltas do pago
Descubro a querência nos fundos de campo
D/F#
E canto o Rio Grande nos versos que faço
Ternura e silêncio nas horas tranqüilas,
E7 A7
Destreza no braço pra quando é preciso
A vida me leva conforme seu tranco
D/F#
E assim me conduz mansamente em seus trilhos
( )
A7 D/F#
Tocando pra frente sabe aonde vai
A7 G F#m A7 D/F# A7 D/F#
Tocando pra frente sabe aonde vai
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