sexta-feira, 15 de julho de 2011
O Valor do Cavalo Crioulo
Tom: C
A Bm
Quem vive no mato conhece madeira
E7 C#m
Quem faz a farinha conhece o monjolo
F#7 Bm
Quem sabe das voltas da lida campeira
E7 A
Conhece o valor do cavalo crioulo
A Bm
Não teme a intempérie, um forte não cansa
E7 C#m
Cavalo que sabe o que tem a fazer
F#7 Bm
É o pingo do pai, do avô, da criança
E7 A A7
Valente na lida, fiel no lazer
Dm G7 C F
Na marcha, no freio, no enduro, no laço
Bm7(b5) E7 Em7(b5) A7
Ou no anonimato de alguma invernada
Dm G7 C F
Campeiro e cavalo, com chuva e mormaço
Bm7(b5) E7 A E7 A
São velhos parceiros de lida e de estrada
A Bm
Cavalo crioulo se vê nessa imagem
E7 C#m
A própria querência que nunca se esgota
F#7 Bm
Irmão confidente daqueles que trazem
E7 A
A marca dos loros timbrada nas botas
A Bm
Por isso este pingo faz parte da gente
E7 C#m
Do nobre, do rude, do rei e vassalo
F#7 Bm
Que mesmo em caminhos dos mais diferentes
E7 A A7
Seguimos montados no mesmo cavalo
A E7 A
Cavalo crioulo um tesouro do pago
F#m Bm
Tu és o atavismo que nunca tem fim
Bm F#7/C# Bm/D
Que embala a tropilha dos sonhos que trago
E7 A
Na alma crioula que há dentro de mim!
Milongão do Campo Afora
Tom: C
Am Dm
No dia-a-dia da estância quando enfreno pra lida
G7 C E7
As léguas são mais compridas ao se dizer campo afora
Am Dm
Com o tinido da espora componho coplas ao tranco
G7 C E7
Pra demonstrar quando canto o campeirismo que aflora
Am Dm
Tordilha, negra, cabana, de “visitá” o chinaredo
G7 C E7
Guarda consigo segredos da doma e do arrocino
Am Dm
Sabendo por próprio tino que se do boi cruza o rastro
G7 C E7
Há um taura firme nos bastos e um laço no seu destino
A C#m Bm A7
(De a cavalo sigo ao tranco assoviando uma milonga
Dm G7 C E7
Remoendo coisas da vida pra outros dias que vêm
F E7
Repontando algum anseio desgarrado do rodeio
Am
Ou da ternura de alguém.)
Dm
Nas lidas manejo o freio conforme a volta do dia
G7 C E7
A repontar melodias e os mais terrunhos floreios
Am Dm
Seja num simples ponteio de um pica-pau na tronqueira
G7 C E7
Ou num clarear de boieira quando a noite se anuncia
Am Dm
E ao findar outro dia de talareio de esporas
G7 C E7
Repouso a esperar a aurora pra encilha de um bom cavalo
Am Dm
Pois a estampa que falo de gauchada campeira
G7 C E7
Se encontra lá na fronteira milongueando campo afora
La Invernada Hornero
Intro: Em C B7 Em B7 Em E7 Am D7 G C F B7 Em
C B7
Vem da invernada dos tempos rasgando olheiras de sol
Em
As patas cortam os ventos, no sangue um velho arrebol
C B7
Assim chegou no Rio Grande para o gaúcho saudá-lo
Em B7 Em
Desde então, por onde ande, Hornero é o rei dos cavalos
B7
Imprime à estirpe essa imagem, sua função sem igual
Em
Morfologia e coragem numa fusão ideal
C B7
Surgem campeões para o freio em dinastias de irmãos
Em
Arunco, nobre, faceiro, olvido, inteiro e brasão
C B7 Em
Tantos mais nesse entreveiro e outros que ainda serão
Am7 D7 G
(E, assim, La Invernada Hornero morreu, ficando em seu clã
C Am B7 Em
Segue a correr nos potreiros das gerações do amanhã
Am7 D7 G
Deixem que a lua entordilhe lá nas lonjuras do azul
C Am B7 Em
Ficou um pouco do Chile nessas manadas do sul)
Int.
C B7
O pago inteiro padece, faz-se um silêncio de galos
Em
Qualquer gaúcho entristece quando se vai seu cavalo
C B7
Meu coração bateu asas pra se esconder na poesia
Em E7
E um João-Barreiro fez casa numa cocheira vazia
E7 Am7 D7 G
Quando um BT se aproxima, com sua marca no couro
C Am B7 Em Bis
Eu vejo Hornero por cima da sua prole de ouro
Int.( )Int.
Estórias de Laço
Tom: D
Dm Dm/C Dm/B
Um boi brasino dorme nesse laço
A7
O sono eterno de quem já se foi
Dm Dm/C Dm/B
Hoje não sente mais os tironaços
A7 Dm
Que lhe judiavam quando era um boi
Gm
O fio da faca lhe roubando a vida
Dm
A dor do ferro ensangüentando o chão
Gm
A luz se apaga pois já está perdida
A7 Dm
Um boi sangrado tarde de verão
Gm
Couro estaqueado com o maior capricho
Dm
É de brasino, vai dar laço forte
Gm
Que sina estranha que carrega o bicho
A7 D
Servindo os homens até depois da morte
G
(Hoje o brasino é mais um doze braças
A7 D
Que vem na anca do meu pingo mouro
A7
Nada é pra sempre tudo um dia passa
Dm
Lembra-me o boi de quem só resta o couro)
Dm Dm/C Dm/B
Um boi brasino dorme nesse laço
A7
O sono eterno de quem já se foi
Dm Dm/C Dm/B
Hoje não sente mais os tironaços
A7 Dm
Que lhe judiavam quando era um boi
Gm
Quando eu atiro esse meu velho laço
Dm
E ele viaja em busca de outro boi
Gm
Bate nas aspas cerra num abraço
A7 Dm
Eu vejo o antes junto do depois
Gm
O boi não quer o laço do brasino
Dm
Senta, escarceia como ouvindo alguém
Gm
Que diga: luta contra o teu destino
A7 D
De ser um laço como eu sou também
Estampa de Bandear Querência
Tom: C
Am Dm
Um xergão velho surrado carona forte de sola
G7 C
Um basto quatro cabeças das bandas de paysandu
Am Dm
As barrigueiras de espelho são feitio do tio Camilo
F Am E7 Am
Pelego é do meu estilo, sovado e com carnal cru
Am Dm
O laço de doze braças enrodilhado nos tentos
G7 C
Um mouro de fundamento arrucinado ao meu gosto
Am Dm
Um chapéu bem desabado pra os tempos feios de inverno
F Am E7 Am
O poncho parceiro eterno pr’algum mangaço de agosto
F E7
(Quando se deixa uma estância sonhos e pingos por diante
Am
A estampa me garante a vida noutra querência
A A7 Dm
A alma carrega a essência de campeiro e domador
G7 C
E as marcas do tirador são a minha confidência
E7 Am
E as marcas do tirador são a minha confidência)
Am Dm
Uma pilcha de respeito o cavalo de valor
G7 C
Um sonho de domador com estampa bem campeira
Am Dm
A alma é traiçoeira quando se fala em querência
F Am E7 Am
Mas se carrega a vivência com retoques de fronteira
Dm
Um bagual baio por diante pra sova bem despacito
G7 C
Mas se acaso houver cambicho n’algum volteio deixada
Am Dm
Pé nas garra na ramada pra alguma estância ou bolicho
F Am E7 Am
Pra ajeita o baio a capricho e leva-lo pra uma amada
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Lançamento do CD e DVD da 9° Sentinela reúne mais de 200 pessoas
Nesta sexta-feira, dia 08, aconteceu nas dependências do CTG Sentinela do Cerros, o lançamento do CD e DVD da 9° Sentinela da Canção Nativa, que ocorreu em abril deste ano.O evento reuniu cerca de 200 pessoas, que acompanharam a apresentação de algumas canções que fizeram sucesso na Sentinela, uma curta interpretação da jovem caçapavana Jordana Henriques, um show com o Grupo “Sul em Canto” e para finalizar a noite, os convidados assistiram um belo espetáculo musical de encerramento com o cantor e compositor, Cristiano Quevedo.
Foi servido também durante a festa, um belo jantar oferecido pela Center Churrascaria.
O CD da Sentinela estava sendo comercializado no local ao preço de R$ 10,00 e o DVD por R$ 15,00.
Durante o seu show, Quevedo fez um agradecimento especial as empresas que apoiaram o evento, com as Farmácias Nicola, Rede Associadas e a Prefeitura de Caçapava do Sul.
Por Lorenzo Stefani
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Alcy Cheuiche é o patrono da Semana Farroupilha 2011
A Comissão Estadual dos Festejos da Semana Farroupilha, na qual faz parte a Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF) - instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, anunciou nesta quarta-feira (08/06) o nome do escritor e professor Alcy Cheuiche como patrono da edição deste ano, que acontece de 13 a 20 de setembro em diversos municípios do estado. O homenageado deverá participar de uma série de atividades dos festejos, como o acendimento da Chama Crioula, em Taquara e em Porto Alegre, além dos desfiles de 19 e 20 de setembro. Natural de Pelotas, o autor de 70 anos tem obras traduzidas para o espanhol, francês e alemão. Segundo os críticos que analisaram a sua obra, é no romance histórico que encontrou seu verdadeiro caminho na literatura brasileira. Entre os livros mais conhecidos estão Sepé Tiaraju, Romance dos Sete Povos das Missões, Lord Baccarat e A Mulher do Espelho, O Gato e a Revolução e O Mestiço de São Borja, Ana Sem Terra, Nos céus de Paris - Romance da vida de Santos Dumont, Jabal Lubnàn e As aventuras de um mascate libanês.
Alcy Cheuiche foi vencedor de duas edições do Prêmio Açorianos, ganhou diversos prêmios pelo País e mundo. Também foi homenageado através da Medalha MéritoSantos Dumont, Medalha Simões Lopes Neto, Medalha Oswaldo Aranha. Entre
outras entidades culturais a que pertence, é membro vitalício da Academia Rio-Grandense de Letras e sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores.
Fonte: Imprensa IGTF - Rita Escobar
Reza Chucra
Alcy Cheuiche
extraído do livro Versos do Extremo Sul
Alcy Cheuiche
extraído do livro Versos do Extremo Sul
Perdoe Virgem Maria
Por lhe tomar atenção,
Envolvendo um coração
Tão puro e tão adorado,
Nesta miséria qu'eu trago,
Que arrasto, é melhor que diga,
Por esta terra inimiga,
Onde nunca fui amado.
A Senhora bem se lembra
Que nem sempre foi assim...
Embora não fosse em mim
Que a fortuna tinha ninho,
Eu bem que tive carinho
E uma mulher cuidadosa
Que me deixava de jeito,
Um lenço branco no peito,
A bombacha bem limpinha,
Quando para a igreja eu vinha,
No tempo qu'eu fui feliz.
Agora olhe pra mim.
Veja esta roupa rasgada
Qu'eu carrego com vergonha.
Parece que a gente sonha,
Quando vê que não é nada
Prá dominar o seu vício
Quando eu morava no pago
As vezes tomava um trago
No mais prá molhá a garganta
E agora querida Santa,
Até virei cachaceiro,
Depois que bebo o primeiro
Não há nada que me pare.
E depois até que eu sare
Vem me subindo a cabeça
Toda essa vida passada
E o rosto da minha amada
Enxergo assim como em sonho...
Ó minha Nossa Senhora,
Escute ao menos agora
Um pedido que le faço.
Sei que a morte já me ronda
Pela porteira do rancho...
Até já vejo os caranchos
Rodeando em volta de mim.
Reconheço o meu pecado,
E quando tiver chegado
Lá na fronteira do céu
Vão me apontar outro rumo:
- Ovelha com mancha preta
Bota a marca na paleta
Que só serve prá o consumo. -
Prá mim não há mais remédio,
Não é prá mim o pedido.
Sou índio chucro vencido
Pelo vício aqui do povo.
Eu peço é pelo meu filho,
Que abandonei lá no pago
Quando a sina de índio vago
Me arrebatou da querência.
Proteja a sua inocência...
Não deixe que o coitadinho
Siga este duro caminho
Que está seguindo seu pai.
Que fique por toda a vida
Grudado naquele chão,
Que resista a tentação
Com toda a força de machd,
Que não morra como guacho
Quando pará o coração.
Por lhe tomar atenção,
Envolvendo um coração
Tão puro e tão adorado,
Nesta miséria qu'eu trago,
Que arrasto, é melhor que diga,
Por esta terra inimiga,
Onde nunca fui amado.
A Senhora bem se lembra
Que nem sempre foi assim...
Embora não fosse em mim
Que a fortuna tinha ninho,
Eu bem que tive carinho
E uma mulher cuidadosa
Que me deixava de jeito,
Um lenço branco no peito,
A bombacha bem limpinha,
Quando para a igreja eu vinha,
No tempo qu'eu fui feliz.
Agora olhe pra mim.
Veja esta roupa rasgada
Qu'eu carrego com vergonha.
Parece que a gente sonha,
Quando vê que não é nada
Prá dominar o seu vício
Quando eu morava no pago
As vezes tomava um trago
No mais prá molhá a garganta
E agora querida Santa,
Até virei cachaceiro,
Depois que bebo o primeiro
Não há nada que me pare.
E depois até que eu sare
Vem me subindo a cabeça
Toda essa vida passada
E o rosto da minha amada
Enxergo assim como em sonho...
Ó minha Nossa Senhora,
Escute ao menos agora
Um pedido que le faço.
Sei que a morte já me ronda
Pela porteira do rancho...
Até já vejo os caranchos
Rodeando em volta de mim.
Reconheço o meu pecado,
E quando tiver chegado
Lá na fronteira do céu
Vão me apontar outro rumo:
- Ovelha com mancha preta
Bota a marca na paleta
Que só serve prá o consumo. -
Prá mim não há mais remédio,
Não é prá mim o pedido.
Sou índio chucro vencido
Pelo vício aqui do povo.
Eu peço é pelo meu filho,
Que abandonei lá no pago
Quando a sina de índio vago
Me arrebatou da querência.
Proteja a sua inocência...
Não deixe que o coitadinho
Siga este duro caminho
Que está seguindo seu pai.
Que fique por toda a vida
Grudado naquele chão,
Que resista a tentação
Com toda a força de machd,
Que não morra como guacho
Quando pará o coração.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Milonga veia gaúcha
Em
Uma enxugada nas vista, uma chuleada pra riba
B7
B7
Uma adulada na prenda, uma atracada no mate
Uma milonga das buenas, uma ponchada de amigos
Em
Em
Uma gateada de tiro, um quero-quero de alarde
Uma saudade tropeira, uma ansiedade fronteira
Am
Am
Uma paisagem pampeana, uma vidinha rural
Em B7
Em B7
Uma pealada nos planos, um verso fora do bando
Em
Em
Um jeito de milonguear
B7 Em
E conversa vai, e conversa vem
Am B7 Em
Am B7 Em
A milonga é quem lida pra pensar
B7
Atiço a lenha no fogo a gosto, no campo das idéias
Em
Em
Ouvindo o berro do gado alçado no pasto cheirando a terra
B7
B7
Pelos fundões de fazenda, morena, ando lavando a alma
Em
Em
Campeando as coisa do pago montado nos bastos da palavra
Am Em
Am Em
Tapeando o pó do sombreiro, amigo parceiro eu topo qualquer parada
B7 Em
B7 Em
E ainda gasto nos quartos de lua, lonjuras, grudado nas garras
Am Em
Am Em
Batendo estribo contigo amigo parceiro eu boto o pé na estrada
B7 Em
B7 Em
E ainda guardo de inhapa na capa da gaita um furo de bala.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
“Não Deixe Morrer a Vigília” Amigos: esta é uma luta pela cultura popular, pela identidade cultural gaúcha, pela honra daqueles - artistas ou público - que fazem e são os festivais de música, poesia e canto do Rio Grande do Sul. Pela honra da cultura gaúcha e em apoio aos nossos irmãos e amigos do Núcleo Cachoeirense de Compositores Nativistas e de todo o ambiente festivaleiro gaúcho estamos lançando a Campanha “Não Deixe Morrer a Vigília”.
Embora simbólica, essa manifestação reage ao anúncio, pelo prefeito de Cachoeira do Sul – até o ano que vem -, de que não realizará o evento mais uma vez porque “decidiu priorizar atividades que envolvam competidores só de Cachoeira, o que faz com que o dinheiro das premiações fique na cidade”. O prefeito também afirmou que: “os 'tradicionalistas' não têm do que reclamar, pois está apoiando financeiramente a cavalgada da integração”.
Vale lembrar que JAMAIS os compositores, músicos, intérpretes, letristas, poetas, declamadores de Cachoeira do Sul ou participantes do festival, foram convidados para uma reunião com o prefeito ou seu “participativo” departamento de eventos, para debater o assunto ou tratar de qualquer tema.
Segundo se soube, apenas houve, em 2010, um contato com patrões de CTGs perguntando se os mesmos queriam “assumir a Vigília”. É preciso dizer que na Administração em que o atual prefeito Sérgio Ghignatti, foi vice-prefeito, na década de 90, o Município também cancelou o festival, quase determinando a morte da Vigília do Canto Gaúcho. Será algo pessoal?
Hoje, um dos maiores e mais tradicionais festivais nativistas do Rio Grande do Sul sofreu mais um severo golpe. Mais um festival agoniza no Rio Grande. E não podemos aceitar calados o descomprometimento - com a identidade cultural gaúcha - destes políticos que se elegem “declamando” Jaime Caetano Braun na TV, mas depois viram as costas à produção cultural regional.
A Vigília não morrerá, pois os mandatos eleitorais terminarão e a cultura seguirá!!!
Por isso, pedimos o apoio dos nativistas do Rio Grande e do Brasil no sentido de manifestarem o seu protesto, desacordo ou indignação com a decisão unilateral da Prefeitura (que sequer elaborou um projeto pra LIC ou esboçou qualquer interesse de promover o festival), replicando esta mensagem para seus contatos e pelas redes sociais, ou escrevendo diretamente para o prefeito, os vereadores de Cachoeira do Sul e o Jornal do Povo, principal órgão de imprensa daquela cidade.
Chega de “mercadores” e políticos que não promovem a cultura determinarem a extinção de nossos festivais, de calarem a nossa voz, atentarem contra nossa memória histórica, apagarem os nossos versos, renegarem nossas orígens e negarem nossa identidade cultural!!!
Não deixaremos que morra a Vigília!!!
Chega de atentarem contra os festivais do Rio Grande!!!!
Chega de atentarem contra o nativismo!!!!
Embora simbólica, essa manifestação reage ao anúncio, pelo prefeito de Cachoeira do Sul – até o ano que vem -, de que não realizará o evento mais uma vez porque “decidiu priorizar atividades que envolvam competidores só de Cachoeira, o que faz com que o dinheiro das premiações fique na cidade”. O prefeito também afirmou que: “os 'tradicionalistas' não têm do que reclamar, pois está apoiando financeiramente a cavalgada da integração”.
Vale lembrar que JAMAIS os compositores, músicos, intérpretes, letristas, poetas, declamadores de Cachoeira do Sul ou participantes do festival, foram convidados para uma reunião com o prefeito ou seu “participativo” departamento de eventos, para debater o assunto ou tratar de qualquer tema.
Segundo se soube, apenas houve, em 2010, um contato com patrões de CTGs perguntando se os mesmos queriam “assumir a Vigília”. É preciso dizer que na Administração em que o atual prefeito Sérgio Ghignatti, foi vice-prefeito, na década de 90, o Município também cancelou o festival, quase determinando a morte da Vigília do Canto Gaúcho. Será algo pessoal?
Hoje, um dos maiores e mais tradicionais festivais nativistas do Rio Grande do Sul sofreu mais um severo golpe. Mais um festival agoniza no Rio Grande. E não podemos aceitar calados o descomprometimento - com a identidade cultural gaúcha - destes políticos que se elegem “declamando” Jaime Caetano Braun na TV, mas depois viram as costas à produção cultural regional.
A Vigília não morrerá, pois os mandatos eleitorais terminarão e a cultura seguirá!!!
Por isso, pedimos o apoio dos nativistas do Rio Grande e do Brasil no sentido de manifestarem o seu protesto, desacordo ou indignação com a decisão unilateral da Prefeitura (que sequer elaborou um projeto pra LIC ou esboçou qualquer interesse de promover o festival), replicando esta mensagem para seus contatos e pelas redes sociais, ou escrevendo diretamente para o prefeito, os vereadores de Cachoeira do Sul e o Jornal do Povo, principal órgão de imprensa daquela cidade.
Chega de “mercadores” e políticos que não promovem a cultura determinarem a extinção de nossos festivais, de calarem a nossa voz, atentarem contra nossa memória histórica, apagarem os nossos versos, renegarem nossas orígens e negarem nossa identidade cultural!!!
Não deixaremos que morra a Vigília!!!
Chega de atentarem contra os festivais do Rio Grande!!!!
Chega de atentarem contra o nativismo!!!!
domingo, 12 de junho de 2011
A música e os sentimentos
Passei muito tempo pensando em o que escrever, dessa forma de arte que ao mesmo tempo é complexa, mas também é singela.Uma certa vez escutei uma pessoa dizer que “trabalhar” com musica é algo muito perigoso e que requer muitos cuidados, pois as musicas pode suscitar em nós vários sentimentos, sejam eles bons ou ruins.
Cheguei a conclusão que isso é real. De todas as formas de arte a musica é a que mais toca e meche com os sentimentos humanos, pois ela trás à tona nossos desejos, tristezas , amarguras, saudades, paixões mais ocultos, aqueles que em muitas vezes deixamos guardados e escondidos num canto da memoria.
A musica também nos transporta a um mundo , que não é o real em quem vivemos, talvez um mundo povoado de sonhos e boas memorias, onde estão nossos amigos, família e amores, pessoas que de uma forma ou outra foram importantes para nós.
Muitos veem através da musica uma forma de se comunicar e expressar com o mundo, um meio de externar suas emoções, desejos, opiniões, aquilo que só através das notas e melodias consegue expressar.
Enfim acredito que não existe uma só pessoa que não tenha uma musica que meche consigo, seja de boas ou más recordações. Aquela musica que sempre que chega aos nossos ouvidos faz brotar dos olhos uma lagrima , seja de saudades, de boas lembranças ou de tristezas adormecidas....
GRACIAS
Ju Lima.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
27° Reponte da canção

No final de semana dos dias 3, 4 e 5 de junho, aconteceu em São Lourenço do Sul, o 27° Reponte da Canção Nativa. Eu estava lá e encontrei com meu amigo e professor Johnatan Garcia, que tocou na 19° Pérola em Canto. Também encontrei a cantora Shana Müller, que estava sendo acompanhada por Paulinho Goulart, tocando a musica Outono dos Sentidos. Procurei por ela, mas não estava encontrando, vinha passando e ouvi um “oi”, e olhei era ela, “nossa a Shana me conheceu” pensei comigo, não é verdade! Haha. Mas sim, e ainda comentou com o Paulinho sobre a Nossa Senhora que havia dado a ela, fiquei super feliz e logo depois tiramos a nossa foto claro!! hehe sempre tiro uma quando vejo ela.
No domingo tava tão bom quantos os outros dias, mas tinha aquele arzinho de final, e muito frio também. Não abandonei o poncho nenhum dos três dias. Estava Marcelo Oliveira, Cristiano Quevedo, Ângelo Franco, Jean Kirchoff, Analise Severo, Juliano Javoski, Daniel Cavalheiro, Fabrício Marques, Raineri Sphor e outros. Nesse Reponte teve o primeiro samba na linha livre, na minha opinião, a composição era boa, mas não combina com um festival nativista, sai um pouco do foco do festival, mas linda a música interpretada por Loma.La mandinga 27° Reponte da canção
1º Lugar (Linha Campeira) – Troféu Seival: La Mandinga (Chamamé)
M: Juliano Javoski
L: Gustavo Brasil
M: Juliano Javoski
L: Gustavo Brasil
Domingueira
2º Lugar -Troféu Estância do Salso: Domingueira (Milonga Arrabalera) na linha campeira no 27° reponte da canção em São lourenço do Sul
Letra e Música: Adão Quevedo
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Piedra Y Camino Atahualpa Yupanqui
Intro: Bm – A – G – F#7 – Em – D – F#7 – Bm
Bm B7 Em
Del cerro vengo bajando
A7 D F#7
camino y pie...dra
Bm A G F#7
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
Una tristeza
Bm B7 Em
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
una tristeza.
Bm B7 Em
Me acusas de no quererte
A7 D F#7
no digas eso
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo;
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo.
Bm B7 Em
Es mi destino
A7 D F#7
piedra y camino
Bm A G F#7
y un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino
Bm A G F#7
de un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino.
Repite intro.
Bm B7 Em
Por mas que la dicha busco
A7 D F#7
vivo penando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando.
Bm B7 Em
A veces soy como el río
A7 D F#7
llego cantando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa , viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa, viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando.
Bm B7 Em
Del cerro vengo bajando
A7 D F#7
camino y pie...dra
Bm A G F#7
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
Una tristeza
Bm B7 Em
traigo enredada en el alma, viday
Em D F#7 Bm
una tristeza.
Bm B7 Em
Me acusas de no quererte
A7 D F#7
no digas eso
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo;
Bm A G F#7
tal vez no comprendas nunca, viday
Em D F#7 Bm
porque me alejo.
Bm B7 Em
Es mi destino
A7 D F#7
piedra y camino
Bm A G F#7
y un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino
Bm A G F#7
de un sueño lejano y bello, viday
Em D F#7 Bm
soy peregrino.
Repite intro.
Bm B7 Em
Por mas que la dicha busco
A7 D F#7
vivo penando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando
Bm A G F#7
y cuando debo quedarme, viday
Em D F#7 Bm
me voy andando.
Bm B7 Em
A veces soy como el río
A7 D F#7
llego cantando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa , viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando
Bm A G F#7
y sin que nadie lo sepa, viday
Em D F#7 Bm
me voy llorando.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Amanhecido - Cifra
int.B7 Em B7 Em
L.: Fábio Maciel e Zé Renato Daudt
M.: André Teixeira
B7 Em Am
a manha pedindo cancha sobre a missa dum balcão
D7 G G B7 Em
onde o padre é bulichero e a canha é q dá benção
Fm7
vão doutrinando os paysanos num batismo de fronteira
C B7
q vai fazendo esparramo na idéia de quem clareia
Em B7 Em
quem rezou a noite inteira num altar tradicional
B7 Em E7
campeando rumo das casa e pecador do ritual
Am D7 G
ainda vai retunbando na cabeça um bordoneio
Fm7 B7 Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
Fm7 C Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
E7 Am D7 G
nas redea um santo rosario q vem o corpo benzendo
Fm7 B7_B7_B7 Em
pena q a borrachera traz as duas mao tremendo BIS
B7_Em Am
sorte um pingo da confiança que ainda conheçe o prumo
D7 G_G__B7_Em
pois quem segue pela estrada multiplica o proprio rumo
Fm7
mas de fato pouco importa o q fiz de madrugada
C B7
pois o fim foi na porteira bem na hora da pegada
Em B7 Em
por cristao rogo assobiando uma vaneira pra o céu
B7 Em E7
pois na encilha achei minh'alma perdida nesse mundel
Am D7 G
na farra e golpeando um trago fiz render mais um domingo
Fm7 B7 Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
Fm7 C Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
E7 Am D7 G
eu sou crente dessa igreja onde a canha é quem batiza
Fm7 B7_B7_B7 Em
no culto manda quem pode obedece quem precisa
L.: Fábio Maciel e Zé Renato Daudt
M.: André Teixeira
B7 Em Am
a manha pedindo cancha sobre a missa dum balcão
D7 G G B7 Em
onde o padre é bulichero e a canha é q dá benção
Fm7
vão doutrinando os paysanos num batismo de fronteira
C B7
q vai fazendo esparramo na idéia de quem clareia
Em B7 Em
quem rezou a noite inteira num altar tradicional
B7 Em E7
campeando rumo das casa e pecador do ritual
Am D7 G
ainda vai retunbando na cabeça um bordoneio
Fm7 B7 Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
Fm7 C Em
e o sol cozinha sem presa quem vai firmando os arreio
E7 Am D7 G
nas redea um santo rosario q vem o corpo benzendo
Fm7 B7_B7_B7 Em
pena q a borrachera traz as duas mao tremendo BIS
B7_Em Am
sorte um pingo da confiança que ainda conheçe o prumo
D7 G_G__B7_Em
pois quem segue pela estrada multiplica o proprio rumo
Fm7
mas de fato pouco importa o q fiz de madrugada
C B7
pois o fim foi na porteira bem na hora da pegada
Em B7 Em
por cristao rogo assobiando uma vaneira pra o céu
B7 Em E7
pois na encilha achei minh'alma perdida nesse mundel
Am D7 G
na farra e golpeando um trago fiz render mais um domingo
Fm7 B7 Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
Fm7 C Em
por que galo da fronteira mete até quase durmindo
E7 Am D7 G
eu sou crente dessa igreja onde a canha é quem batiza
Fm7 B7_B7_B7 Em
no culto manda quem pode obedece quem precisa
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Namoro de Corvo
Tom: C
Am . Em . B7 . Em
Em
num cerrito descarnado
B7
perau de pedra e de tuna
clareado de blanca luna
Em
a moldura arredondada
no arrancar da madrugada
B7
se enxergava uma figura
Am G
lá no topo das altura
B7 Em
negra estampa apaixonada
Am
o verde pasto da pampa
Em
pelo sereno molhado
B7
e o casal apaixonado
Em E7
na noite de primavera
Am
estar assim quem me dera
Em
cobiçei de relancina
B7
pensando na triste sina
Em
do meu coração tapera
B7
bombeava, bombeava o corvo pra corva
Em
e ela com olhar de mona...
B7
retinta como a cambona
Em
floreava o bico nas pena
G#madd11+
e o corvo véio torena
Am
vaqueano e cooperativa
G
largou uma asa por riba
B7 Em
abraçando a linda morena
(solo de gaita, violão repete introdução)
Em
lembrei de volta as passadas
B7
num pala preto que tinha
e o galopito que vinha
Em
em direção ao povoado
e sempre o mesmo bragado
B7
pingo de rédea e de pata
Am G
lembrei também da mulata
B7 Em
por quem tive enfeitiçado
Am
assim se deu o romance
Em
pra quem se lembra o espanto
B7
e juro por qualquer santo
Em E7
e inté por nossa senhora
Am
que descobri nesta hora
Em
a força bruta do amor
B7
e lhes digo sim senhor
Em
que corvo também namora
Campo e Luz
Compositor: Marcelo Oliveira / Cristian Camargo
Tom: C
Introdução: Dm,G, C,F,Dm, E, Am, A7,
Dm,G, C, F, Dm, E, Am,
Am
Mergulha hóstia de luz
Dm
No sangue do campo santo,
G
Estende lua teu manto
C
No orvalho da plenitude,
F
Onde a reza nasce rude,
Dm
Ajoelhado em campo e luz,
E7
E eu benzo sinal da cruz
Am
Com água benta de açude
Am
Não há templo igual a este
Dm
Pro batismo dos pampeanos,
G
Prece oculta dos minuanos
C
Convergência dos ateus,
F
Simplicidade dos meus,
Dm
Na procissão das Estâncias
E7
Terunha alma em Constancia
Am , G
Aqui mais perto de Deus...
C
(Tenho o terço das estrelas
Dm
E a matriz do Galpão grande,
G
Deixe que o destino mande
C
Nos sonhos que campereio,
F
Em cada campo que leio
Dm
Encontro a bíblia da calma
G
E acendo a vela da alma
C
No castiçal dos arreios
F
Em cada campo que leio
Dm
Encontro a bíblia da calma
E7
E acendo a vela da alma
Am,A7
No castiçal dos arreios)
Introdução: Dm,G, C,F,Dm, E, Am, A7,
Dm,G, C, F, Dm, E, Am,
Am
Um dia hei de saber
Dm
Motivo da saudade,
G
De um tempo em que a liberdade
C
Na catedral das manhãs
F
Tinha um sino de um tajã
Dm
Acordando a tolderia,
E7
E um rosario de poesia
Am, G
Sob os olhos de tupã...
domingo, 5 de junho de 2011
Soy Pán, Soy Paz , Soy Más
Tom: A
D/E A7+
Soy... Soy água, playa, cielo, casa blanca
Bm7
Soy mar Atlantico, viento y America
C#m7
Soy um montón de cosas santas
Bm7
Mezclado com cosas humanas
F7/13 A7+
Como te explico cosas mundanas
A7+
Fui niño, cuna , teta, techo, manta,
Bm7
más miedo, cuco, grito, llanto, raza,
C#m7
Después mezclaran las palabras
Bm7
O se escaparan las miradas
F7/13 A7+
Algo pasó, no entendi nada
Bm7 E7/9
Vamo, deci-me, conta-me, todo lo que
C#m7 F#7/9
A vos te esta pasando ahora
Bm7 E7/9 A7+
Porque sino cuando esta tu’alma sola llora
Bm7 E7/9
Hay que sacar-lo todo afuera
C#m7 F#7/9
Como em la primavera
Bm7 E7/9 A7+
Nadie quiere que adentro algo se muera
Bm7 E7/9
Hablar mirando-se a los ojos
C#m7 F#7/9
Sacar lo que se puede afuera
Bm7 E7/9 A7+
Para que adentro nazcan cosas nuevas
Nuevas....
B7+
Soy pán, soy paz , soy más, soy lo que está por acá
C#m7
No quiero más de lo que puedas dar
Ebm7
Hmmm, hoy se te da, hoy se te quita
C#m7
Igual que com la margarita
F#7/9
Igual al mar
B7+ Cº
Igual a vida, la vida, la vida, la vida
C#m7 F#7/9
Vamo, deci-me, conta-me, todo lo que
Ebm7 G#7/9
A vos te esta pasando ahora
C#m7 F#7/9 B7+ Cº
Porque sino cuando esta tu’alma sola llora
C#m7 F#7/9
Hay que sacar-lo todo afuera
Ebm7 G#7/9
Como en la primavera
C#m7 F#7/9 B7+ Cº
Nadie quiere que adentro algo se muera
C#m7 F#7/9
Hablar mirando-se a los ojos
Ebm7 G#7/9
Sacar lo que se puede afuera
C#m7 F#7/9 B7+
Para que adentro nazcan cosas nuevas
Nuevas....
Romance de Fronteira
A E7 A
Bm7 E7 A
Tô desconfiado que este sol é correntino
Bm7 E7 Aº A
Cruzou o rio num tranquito bem marcado
Bm7 E7 A
Foi se achegando despacito na ribeira
Bm7 E7 A
E quando vi tava dormindo do outro lado
G/A A7(9) D7M
Fiquei mirando a fundura do seu sono
A7 D7M
Até dormindo resmungava o pobre Sol
(D7M) A
Dizia coisas de um amor quase perdido
F#m7 Bm7 E7 A A7 Bis
E percebi que murmurava em portuñol
E7 A
(Mire el lume destes sueños mire el don de mis palabras
G#m7(b5) G7(#11) F#m7 Fm7 Em7
Las ventanas de mis ojos son somente tus escravas
(D) D#° A
Mira flor madrugadeira mis auroras que son tuas
F#7 Bm7 E7 Em7 A7 Bis
Ergue um brinde a las estrellas mi pasión amada Luna)
Int.
Bm7 E7 A
Talvez o Sol amasse a lua pelo rio
Bm7 E7 Aº A
E a lua moça da fronteira foi embora
Bm7 E7 A
O Sol ribeiro de alla revira o mundo
Bm7 E7 A
E busca a Lua vida adentro céu afora
G/A A7(9) D7M
Mas esta sina que separa Sol e Lua
A7 D7M
Talvez um dia se confunda no Arrebol
(D7M) A
E a Lua moça com um beijo iluminado
F#m7 Bm7 E7 A A7 Bis
Espante a mágoa de quem habla em portuñol
( ) Int.
Pala da Noite
Am9
A lua é um buraco de bala no pala da noite
Em7 Em7 Ebm
Oigaletê mas que mira do atirador
Dm
Ou tava atirando pra cima por rabo de saia
F F#° E7
Ou tava fazendo tocaia pra Nosso Senhor
Am9
A bala furou este pala presente do dia
Em7 Em7 Ebm
Um pala de seda e poesia que a noite vestiu
Dm
E a noite coçada de bala ergueu três marias
F F#° E7
Tenteando bolear de vereda quem lhe agrediu
A E7 Db7
[ Já tava armada a peleia bem lá nas alturas
F#m Dbm7
A noite de pala furado de raiva tremia
D/F# A
Quem foi o bandido sem alma que só por maldade
B7 E7
Fez mira no pala da noite regalo do dia
A E7 Db7
Mas Deus já cansado de guerra pediu uma trégua
F#m Dbm7
Pra noite que tava tão cega de raiva e de frio
D/F# A
A noite largou Três Marias erguendo o Cruzeiro
E7 D/F# Dbm7 Bm7 A
E o céu se amansou novamente no sul do Brasil
Db7/G# G7/4M F#m
Num fundo de campo tranqüilo Blau Nunes pitava
Db7/G# G7/4M F#m Em A7
Foi só um balaço por farra, ninguém se pisou
D A
E a noite ainda hoje bombeia querendo vingança
E7 A Em7 A7
Blau Nunes é lenda e a história Simões não contou
D A
E a noite ainda hoje bombeia querendo vingança
E7 A
Blau Nunes é lenda e a história Simões não contou ]
Outra Campereada
Em A7
Manhã de Junho no interior do estado
D G
Cambona fria e nem sinal das brasas
C#º F#7
O minuano que rengueia tudo
Bm B7
O cusco e até o pé direito da casa
Em A7
Saltou cedito como de costume
D G
Lavou as mãos e a cara já judiada
C#º F#7
E requentou para seu desayuno*
Bm B7
Garrão do chibo da noite passada
Em A7
Botou confiança na cincha do mouro
D G
Levou o laço pra beber sereno
C#º F#7
Requisitou a proteção divina
Bm B7
E contemplou seu mundo tão pequeno
Em A7 D G
Sua vida inteira foi assim
Em F#7 Bm B7
Achando lindo, dando risada.
Em A7 D G
Como quem colhe uma flor no inverno
Em
Se foi com Deus
F#7 Bm
Pra outra campereada...
O Tombo
Am
Apartou-se da tropilha um zaino, crina comprida
G
Num galope de alvoroço foi debochando da lida
F
Esbarrou junto das tábuas na terra do mangueirão
E Am
Deu cara-volta pro povo batendo um casco no chão
Am
Armaram-se as rodilhas, argolas e seus mandados
G
Couro de boi tento a tento nas mãos do negro trançado
F
Um a um ganhou o ar zunindo sobre os chapéus
E Am
E um reboleio de laços pra terminar o tropel
Am Am F E
Alguém de longe gritou, fez farra com o tirador
E Am
E o zaino escarceando crinas, largou do seu partidor
G C G C
Primeira armada no chão, a segunda quase pega
F E
Terceira foi um buraco juntando potro e macega
Dm C E7 Am
Terceira foi um buraco juntando potro e macega
Am
Foi como botar com a mão a armada do capataz
G
Cerrou na volta dos pulsos e é bem assim que se faz!
F
E o potro virou de volta trocando sua condição
E Am
Quem derrubou tanta gente hoje conhece o chão
Am
Depois ergueu-se uma poeira e terminou o tropel
G
E o capataz na outra ponta acomodou o chapéu
F
Quem não viu, ouviu de longe laço tinindo e um estouro
E Am
E o tombo foi o encontro da terra bruta com o couro
O Arco e a Flecha
(intro) A9 D/A E/A D/A A9 D/A E7(4/9)
A9 D/A
Poesia é flecha, a alma é um arco...
E/A D/A
Futuro é um alvo que a alma tem;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
Estamos todos no mesmo barco...
Bm7(9) E7(9/11) E7(b9)
Se ele naufraga vamos também!
A9 D/A
Poesia é flecha que se projeta
E/A D/A
Pelas nações, que de fome choram;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
A alma é um arco nas mãos do poeta
Bm7 E7(4/9) E7(13) E7
Caçando as feras que nos devoram!
A9 D/A
A flecha corta os confins do mundo
E/G# F#m7/4 E4
Sangrando as chagas que a fome fez...
D7M(9) C#m7
Povos inteiros já moribundos,
Bm7 E7(9) E7(13)
Matando um sonho de cada vez!
A9 D/A
O arco fica, mas manda a flecha
E/G# F#m7/4 E4
E a flecha voa com altivez;
D7M(9) C#m7
Chora a miséria e, em nome dela,
Bm7 E7(9) A9
Transpassa a carne da insensatez!
(intro)
A9 D/A
O arco dita as razões da flecha
E/A D/A
E mostra o rumo sem hesitar;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
A flecha é força que a tudo pecha
Bm7(9) E7(9/11) E7(b9)
Quando é justiça cortando o ar!
A9 D/A
São arco e flecha sempre em vigília,
E/A D/A
Que essa miséria tem rosto e nome;
A7M(9) G#m7 F#m7/4
Nos calcanhares dessas matilhas
Bm7 E7(4/9) E7(13) E7
Que se sustentam de sangue e fome!
A flecha corta os confins do mundo..
O "Revorve" do Tropeiro
A
Seu delegado, vim trazer meu “revorvinho”
E7
Que eu ganhei do meu padrinho quando me tornei rapaz
Bm7
E há trinta anos mora na minha cintura
E7 A
Escorando a vida dura de tropeiro e capataz
F#m7 Db7 F#m7
Esse “revórve” nessas voltas do destino
A7 D
Já salvou muito teatino de apanhar sem merecer
D#º A
Botou respeito sem precisar falar grosso
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Com ele, muito alvoroço, não deixei acontecer
E7 A
Mas deu no rádio que ninguém pode andar armado
Bm7 E7 A
Fui no rumo do povoado, vim tirando a conclusão
Bbº Bm7 E7 A
Que fiquei louco ou não entendi a notícia
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Pois pensei que a polícia desarmava era ladrão
E7 A
[ Ô mundo véio, que tá virado
E7 A A7
Seu delegado, preste atenção
D D#º A
Vê se devolve o “revórve” do tropeiro
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Vai desarmar desordeiro e deixa em paz o cidadão ]
A
Seu delegado, se um ladrão bater na porta
E7
Devo fugir pela outra, me arresponde sim senhor
Bm7
E se um safado me “desrespeitá” uma filha
E7 A
Quem vai defender a família de um homem trabalhador
F#m7 Db7 F#m7
É muito fácil desarmar que é direito
A7 D
Quem tem nome e tem respeito, documento e profissão
D#º A
Muito mais fácil que desarmar vagabundo
F#7 Bm7 E7 A E7 A
Desses que andam pelo mundo fazendo mal criação
E7 A
Pra bagunceiro o país tá encomendado
Bm7 E7 A
O povo tá desdomado, e quem manda faz que não vê
Bbº Bm7 E7 A
Nosso governo quem tem que prender não prende
F#7 Bm7 E7 A
Não vigia, não defende, não deixa se defender [
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