1.Coração de Madeira – Chamamé -
Letra: Adriano Silva Alves / Melodia: Cristian Camargo
Cidade: Pelotas
I: Marcelo Oliveira, Raineri Sphor, Roberto Borges e Cícero Camargo
2.A Terra e o Missioneiro - Aire de Chacarera -
Letra: Rodrigo Bauer / Melodia: Ângelo Franco
Cidade: São Borja
I:Ângelo Franco
3.Vovô não vai... – Vaneira –Letra: Carlos Alberto Dahmer, Dilceu dos Santos e Luis Carlos
Jarutais / Melodia: Dilceu dos Santos
Cidade: Ijuí
I: Dilceu dos Santos
4.Estrada do Tempo – Canção Letra e Melodia: Érlon Péricles
Cidade: Porto Alegre
I: Eraci Rocha e Miguel Marques
5.Meu Amigo e seu Bragado – Chamarra - Letra: Lisandro Amaral / Melodia: Guilherme Collares e Lisandro Amaral
Cidade: Bagé
I: Lisandro Amaral
6.Quando a Raiz Enfraquece – Milonga
Letra: Jorge Nicola Prado / Melodia: Arthur Bonilla
Cidade: Cruz Alta
I: João de Almeida Neto
7.Vocação - Chamarra
Letra: José Carlos Batista de Deus e Eduardo Munhoz / Melodia: João Bosco Ayala e Luís Augusto Correa
Cidade: Pelotas
I:Ângelo Franco
8.Em Nome dos Meus – Milonga
Letra: Leonardo Borges / Melodia: Luiz Cardoso
Cidade: Santana do Livramento
I:Tuny Brum
9.A Senhora, O General e O Cavalo – ChacareraLetra: Antônio Augusto Fagundes / Melodia: Cristiano Quevedo
Cidade: Porto Alegre
I:Cristiano Quevedo e Shana Müller
10.Pra Minha Amada – Chamarra
Letra e Melodia: Jairo Lambarí Fernandes
Cidade: Porto Alegre
I:Jairo Lambari Fernandes
11.Nas Malas de Quem Regressa – Canção Letra: Rodrigo Bauer / Melodia: Carlos Machado
Cidade: São Borja
I:Jean Kirchoff
12.O Contrabandista – Chacarera Letra: João Ari Ferreira / Melodia: Nilton Ferreira
Cidade: Jaguari
I:Pirisca Grecco
13 - Mate com a Santinha – Vaneirão de Leandro Torres Ribeiro (1º LUGAR FASE LOCAL)
I:Dartagnam Portela
14- A Terra Prometida – Toada de Luiz Onério Pereira e Marcelinho de Carvalho – (2º LUGAR FASE LOCAL)
I:Fernando Carvalho
15 - Rastro e Poente – Milonga de Beto Barcellos (3º LUGAR FASE LOCAL)
I: Beto Barcellos
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
31° coxilha Nativista
ouça pela radio Terra Gaúcha esta do blog nos dias 29e 30 de julho
Programação
28/07/2011 - Quinta-feira - 20h30min
27ª COXILHA PIÁ – Categoria Piá Taludo
1 - Reinfância – Milonga
Intérprete: Fernanda do Nascimento
Letra: João Ari Ferreira
Melodia: Luís Fernando Gastaldo e Nilton Ferreira
Cidade: Palmeira das Missões
2 - Na Luz do teu Olhar – Canção
Intérprete: José Ricardo Maciel Nerling
Letra: Rômulo Chaves
Melodia: Piero Ereno
Cidade: Palmeira das Missões
3 - Na Alma e na Voz – Chamamé
Intérprete: Marciano de Souza Reis Filho
Letra: Carlos Omar Vilela Gomes
Melodia: Pirisca Grecco
Cidade: Santana do Livramento
4 - La Cerruchada – Chamamé INSTRUMENTAL
Intérprete: João Paulo Deckert
Melodia: Isaco Abibol
Cidade: Panambi
5 - Milonga de Mil Colores – Milonga
Intérprete: Caroline Antunes do Nascimento
Letra: Nenito Sarturi
Melodia: Luiz Cardoso
Cidade: Ibirubá
6 - Cruz de Campo – Chamarra
Intérprete: Kauê Diaz Copatti
Letra: Juca Moraes e Luiz Fernando Gastaldo
Melodia: Nilton Ferreira
Cidade: Cruz Alta
7 - O canto do Quero-quero – Xote INSTRUMENTAL
Intérprete: Vitor Campagnolo
Melodia: Silvio João Costa
Cidade: São Leopoldo
8 - Pampa e Flor – Milonga
Intérprete: Eduarda Rosa
Letra: Gujo Teixeira
Melodia: Roberto Borges
Cidade: Santana do Livramento
9 - O Poder da Lágrima – Milonga
Intérprete: Kristopher Pires da Silva
Letra: Lauro Simões
Melodia: Luis Cardoso
Cidade: Santana do Livramento
10 - Meus Olhos – Milonga
Intérprete: Victória Passos
Letra: Christian Davesac
Melodia: Marcelo Oliveira
Cidade: Sapucaia do Sul
1ª ELIMINATÓRIA FASE GERAL
Coração de Madeira – Chamamé
Letra: Adriano Silva Alves
Melodia: Cristian Camargo
Cidade: Pelotas
I: Marcelo Oliveira Rainieri Spohr
Arrasta a Enxada – Chamarra
Letra: Binho Pires
Melodia: Érlon Péricles e Elton Saldanha
Cidade: São Luiz Gonzaga
I: Erlon pérlicles
Pelos Olhos dos Meus Sonhos - Milonga
Letra: Valdir Disconzi
Melodia: Miguel Marques
Cidade: Santiago
I: Miguel marques
A Terra e o Missioneiro - Aire de Chacarera
Letra: Rodrigo Bauer
Melodia: Ângelo Franco
Cidade: São Borja
I: Ângelo franco
Vovô não vai... – Vaneira
Letra: Carlos Alberto Dahmer, Dilceu dos Santos e Luis Carlos Jarutais
Melodia: Dilceu dos Santos
Cidade: Ijuí
Estrada do Tempo – Canção
Letra e Melodia: Érlon Péricles
Cidade: Porto Alegre
Eraci Rocha e Miguel Marques
A Tapera Fala ao Andante – Chamamé
Letra e Melodia: Juliano Javoski
Cidade: São Jerônimo
Meu Amigo e seu Bragado – Chamarra
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: Guilherme Collares e Lisandro Amaral
Cidade: Bagé
I:Lisandro Amaral
Quando a Raiz Enfraquece – Milonga
Letra: Jorge Nicola Prado
Melodia: Arthur Bonilla
Cidade: Cruz Alta
Show de encerramento PEDRO ORTAÇA
29/07/2011 - Sexta-feira - 20h30min
27ª COXILHA PIÁ – Categoria Piá
Labirintos – Canção
Intérprete: Giovanna Jung Mottini
Letra: Luís Fernando Gastaldo
Melodia: Piero Ereno
Cidade: Porto Alegre
Estampa Domingueira – Milonga
Intérprete: Ruam de Oliveira Boscaini
Letra: Alex Silveira
Melodia: Carlos Madruga
Cidade: São Gabriel
Rancho de Luz – Milonga
Intérprete: Giulia Silva de Andrade
Letra: Túlio Urach e Carlos Omar Villela Gomes
Melodia: Gibão Strazzabosco
Cidade: Sapucaia do Sul
Minha Vaneira – Vaneira INSTRUMENTAL
Intérprete: Gustavo da Silva Gomes
Melodia: Gustavo da Silva Gomes
Cidade: Cruz Alta
Solidão Chamou e Eu Vim – Milonga
Intérprete: Leonardo Nunes da Costa
Letra: Guilherme Collares
Melodia: Cristian Camargo
Cidade: Rosário do Sul
Despedida – Canção
Intérprete: Isabelle Jung Mottini
Letra: Jaime Vaz Brasil
Melodia: Ricardo Freire
Cidade: Porto Alegre
Piazito de Campanha – Milonga
Intérprete: Gustavo Oliveira da Silva
Letra: Nenito Sarturi
Melodia: Jorge Freitas e Walter Fiorenza
Cidade: Esteio
8. Taquito Militar – Milonga INSTRUMENTAL
Intérprete: Eduardo Morlin
Melodia: Mariano Mores
Cidade: Palmeira das Missões
Garganta con Arena – Tango
Intérprete: Maria Alice Rosa da Silva
Letra e Melodia: Cacho Castaña
Cidade: Santana do Livramento
Rincão do Paraíso – Chamarra
Intérprete: Juan Victor Borges Winz
Letra: Christian Davesac
Melodia: Ricardo Rosa
Cidade: Santana do Livramento
2ª ELIMINATÓRIA FASE GERAL
1. Vocação - Chamarra
Letra: José Carlos Batista de Deus e Eduardo Munhoz
Melodia: João Bosco Ayala e Luís Augusto Correa
Cidade: Pelotas
2. Do Pé da Cruz, às Estrelas!!! – Chamamé
Letra: Wilson Vargas
Melodia: Sérgio Rosa
Cidade: Triunfo/Santa Maria
3. Em Nome dos Meus – Milonga
Letra: Leonardo Borges
Melodia: Luiz Cardoso
Cidade: Santana do Livramento
4. A Senhora, O General e O Cavalo – Chacarera
Letra: Antônio Augusto Fagundes
Melodia: Cristiano Quevedo
Cidade: Porto Alegre
5. Pra Minha Amada – Chamarra
Letra e Melodia: Jairo “Lambarí” Fernandes
Cidade: Porto Alegre
6. Nas Malas de Quem Regressa – Canção
Letra: Rodrigo Bauer
Melodia: Carlos Machado
Cidade: São Borja
7. Campeando Casamento – Bugio
Letra: Marco Antônio Nunes
Melodia: Halber Lopes
Cidade: Santiago
8. O Contrabandista – Chacarera
Letra: João Ari Ferreira
Melodia: Nilton Ferreira
Cidade: Jaguari
9. Costeando um Rio de Fronteira – Chamamé
Letra: Martin Cezar
Melodia: Alessandro Gonçalves
Cidade: Jaguarão
Show de encerramento JOCA MARTINS
Divulgação das 12 músicas classificadas para a Finalíssima
30/07/2011 - Sábado - 20h30min
Finalíssima da 31ª Coxilha Nativista
Show de intervalo LUIZ MARENCO e JARI TERRES
Premiação dos Vencedores
Encerramento
domingo, 24 de julho de 2011
Prenda Minha Cifra
Em B7 Em
Hoje é treze sexta-feira prenda minha, é dia de louvação (bis)
D7 C7 B7 Em
Me fugiram os amigos mais antigos, me deste consolação (bis)
D7 G
Já passaram muitas luas prenda minha, muitas luas já passei
Em B7 Em
Fiz promessas pro negrinho coitadinho, por isso que te encontrei
D7 C7 B7 Em
Fiz promessas pro negrinho coitadinho, por isso que te encontrei
Em B7 Em
Acho cedo, muito cedo prenda minha, pra dizer que escureceu (bis)
D7 C7 B7 Em
Foi a noite dos teus olhos prenda minha, que acordou os olhos meus (bis)
D7 G
Foi teu riso disfarçado prenda minha, que laçou meu bem-querer
Em B7 Em
Se eu fugir do sul do mundo num segundo, voltarei pra te rever
D7 C7 B7 E
Se eu fugir do sul do mundo num segundo, voltarei pra te rever
D7 G
Abre o poncho desta alma prenda minha, que eu preciso me abrigar
Em B7 Em
Se o inverno for intenso como penso muito frio eu vou passar
D7 C7 B7 Em
Se o inverno for intenso como penso muito frio eu vou passar
Em B7 Em
Hoje é treze sexta-feira prenda minha (bis)
Em B7
Hoje é treze sexta-feira prenda minha,
Em
É dia de louvação
Hoje é treze sexta-feira prenda minha, é dia de louvação (bis)
D7 C7 B7 Em
Me fugiram os amigos mais antigos, me deste consolação (bis)
D7 G
Já passaram muitas luas prenda minha, muitas luas já passei
Em B7 Em
Fiz promessas pro negrinho coitadinho, por isso que te encontrei
D7 C7 B7 Em
Fiz promessas pro negrinho coitadinho, por isso que te encontrei
Em B7 Em
Acho cedo, muito cedo prenda minha, pra dizer que escureceu (bis)
D7 C7 B7 Em
Foi a noite dos teus olhos prenda minha, que acordou os olhos meus (bis)
D7 G
Foi teu riso disfarçado prenda minha, que laçou meu bem-querer
Em B7 Em
Se eu fugir do sul do mundo num segundo, voltarei pra te rever
D7 C7 B7 E
Se eu fugir do sul do mundo num segundo, voltarei pra te rever
D7 G
Abre o poncho desta alma prenda minha, que eu preciso me abrigar
Em B7 Em
Se o inverno for intenso como penso muito frio eu vou passar
D7 C7 B7 Em
Se o inverno for intenso como penso muito frio eu vou passar
Em B7 Em
Hoje é treze sexta-feira prenda minha (bis)
Em B7
Hoje é treze sexta-feira prenda minha,
Em
É dia de louvação
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Ao meu Amigo Irmão
Feliz dia do amigo a todos que visitam esse blog, em especial ao meu grande amigo irmão Gustavo Oliveira. Que eu gostaria de fala um pouco dele e da nossa amizade. Gustavo “veio” algumas pessoas não acreditam na nossa amizade que em 10 anos agente nunca teve outro sentimento a não ser de amigo,meu mano como gosto de te chamar quantos momentos juntos quase todos da minha vida hein "Haha" e tu sempre fazendo graça e me alegrando me aconselhando "as vezes não muito bem" mas ta valendo. Meu amigo te lembra quando nos conhecemos no pré "cousa" linda.
Mas nem se falava direito tu só queria a Mariana "Haha" mais ai depois veio a tua querida Jú para nunca mais sair da tua vida o que depender de mim,
“Gu da Jú”
Sobre O Que Eu Chamo de Amigo
Composição: Eduardo Muñoz E Maiquel Paiva
alguém que alma escolheu
nessas estradas da vida
talvez por algo em comum
ou carecer de guarida
pra compartilhar tristezas
daquelas que não se esquece
e vivenciar coisas boas
que a vida nos oferece
quem achar luzes pra alma
se o olhar ve escuridão
pelo amigo enfrenta o mundo
sem perguntar a razão
diz a verdade das coisas
mesmo que doa por dentro
e ouve se precisamos
segradar nossos lamentos
amigo pra mim é aquele
que sonha os sonhos da gente
e no silêncio dos olhos
as nossas mágoas compreende
é desses que considero
ser mais que um bom parceiro
o irmão que o destino quis
que não fosse por inteiro
amigo também é o violão
que debruço confidencias
ou até mesmo aquela saudade
que ha tempos fez querência
é o passado que bem cuido
pra quando eu quiser dar vida
aos bons e velhos amigos
que se fizeram partida
domingo, 17 de julho de 2011
Duas grandes vozes
Hoje resolvi escrever um pouco sobre duas cantoras nativistas, que andam cada dia melhor. Shana Müller e Juliana Spanevello que se destacam. Juliana Spanevello foi indicada ao prêmio açorianos como melhor interprete e também foi indicada para o prêmio da musica brasileira como cantora regional com o CD Pampa e flor, que orgulho ver nosso Rio Grande do Sul representado pela Juliana que imagino que para chegar lá foi muito trabalho e talento que não falta a ela, Juliana também apresenta o programa pampa e flor na RadioSul.net todas as quartas-feiras das 10h da manhã até as 12h.
Shana Müller foi indicada também ao prêmio açoriano, ganhando os prêmios de melhor interprete melhor disco regional com o CD Brinco de Princesa e melhor compositor Érlon Péricles também com o Brinco de Princesa, Shana vai ser apresentadora do programa Galpão Nativo na TVE junto com o compositor e interprete Carlos Leandro Cachoeira, Shana Müller compõe com mais três amigos o projeto Buenas e M’espalho que gravou seu 2° CD e daqui alguns dias já vai estar nas lojas mais um grande trabalho.Vindo desses músicos belíssimos e de boa qualidade não pode se esperar outra coisa. Shana Müller está organizando uma turnê que li no blog dela levando o show Brinco de Princesa ao RJ, SP, Londrina, Floripa, Campo Grande e por fim em Porto Alegre.
Eu quero deixar aqui o meu carinho e admiração a essas duas musas da musica gaúcha que nos presenteiam com suas belas vozes e canções, e isso sim que é cultura e musica de boa qualidade. Um beijo para a Juliana Spanevello e para Shana Müller.
Juliana Miranda
sexta-feira, 15 de julho de 2011
No Garrão de Um Milonguear
Em
Um canto livre de torear a madrugada
C
Me achou de espora calçada
B7
No garrão de um milonguear
A despertar sobre o lombo da coxilha
Em
Um retouço de tropilha com braseiros no olhar...
Em
Lua imponente, china linda andou ausente
C
Veio vestir de crescente
B7
Meus costumes galponeiros
Am G
Me fiz inteiro canto largo de querência
B7 Em
E afoguei todas ausências que habitavam meu sombreiro
(refrão)
Em
Venho templando as choronas,
C B7
Sovando carona nalgum redomão
E esta milonga gateada
Redomoneei nas estradas
Em
Sovando gaita e violão
Em C B7
Em
Em
Por ser mais livre que a tormenta que se expande
C
Tenho a estampa do Rio Grande
B7
Das peleias ancestrais
E me fiz terra quando os clarins ressoaram
Em
E os centauros encilharam na defesa de ideais
Em
Por isso canto a torear a madrugada
C
Sempre de espora calçada
B7
No garrão de um milonguear
Am G
A despertar sobre o lombo da coxilha
B7 Em
Minha pátria farroupilha que algum dia há de voltar...
(refrão 2x)
(outro) Em (2x) C B7 (2x)
Am G F#m Em
Hospital de Guerra
Tom: G
G D7/F#
Batalha e resto de povo
C G
No luto em busca de terra (2x)
G D7/F#
Encontram-se pranto e sangue
C G
Gemendo a sobra da guerra (2x)
G D7/F#
Batalha e resto de povo
C G
O mesmo sangue da terra (2x)
G D7/F#
Mais um que tomba em combate
C G
Provando o triste da guerra (2x)
63-50-51-52
B7 Em
Genuíno,traz a tesoura!
63-50-51-52
B7 Em
E mais um ramo de malva
C G
Quem sabe a bênção do campo
D7/F# C G
O braço guerreiro salva...
63-50-51-52
B7 Em
Genuíno,mais fumo e cinza
63-50-51-52
B7 Em
Que aqui requer benzedura
C G
E o doutor tenente disse
D7/F# C G
Que em guerra a fé também cura (2x)
Recitado:
"No leito pilchas farrapas
Tingidas pelas batalhas
No campo sangue de heróis
Que não ganharam medalhas
O lenço cai do pescoço
Transforma-se em atadura
E o olhar de campo e dor
Tem medo da sepultura!"
G7 C
Batalha e resto de povo
G
No luto em nome da terra
D7/F#
João Guerreiro fecha os olhos
C D7/F# G (C,G) 2º vez
Provando o gosto da guerra
C G D7/F# C C G
ueraie ueraie laeraa laeraa lairaaa
Firma a Rédea Marculino
Tom: G
Int.: G D7 G
G
Um zaino boca esfolada
Corcoveou com o Marculino
Mas o nego que é ladino
A7 D7
Não reza porque não chora
Am
Mil perdão nossa senhora
D7
Que a religião na fronteira
Se batiza na mangueira
G
Com bagual pateando a espora
Firma a rédea marculino
Apruma o corpo de gato
Que um campeiro é carrapato
A7 D7
No bagual que corcoveia
C
Me garante essa peleia
G
A ferro e acabo de mango
D7
Que hay carrerada e fandango
G
Nos campos do seu Gouveia
Trago um santo galponero
D7
Me desculpem as batinas
Que já roubei muita china
G
Cantando e sovando pingo
G7
E fantasias de gringo
C
Na luxuria das igreja
C#° D7
Não combinam com vareja
G
No charque do meu domingo
Firma a rédea marculino
Apruma o corpo de gato
Que um campeiro é carrapato
A7 D7
No bagual que corcoveia
Am
Me garante essa peleia
D7
A ferro e acabo de mango
Que hay carrerada e fandango
G
Nos campos do seu Gouveia
G
Quem sabe é nessas carrera
Que gritemo sem reserva
E juntemo uns troco pra erva
A7 D7
Nas pata da colorada
C
E até as boca pintada
G
Se agradem das pilcha nova
D7
E peçam segunda sova
G
No cair da madrugada
Entre o Basto e o Chapéu
Tom: A
A
Peonada buena repontando a gadaria
E7
Antes que o dia ponha o tom no azul do céu
D/F#
Já quebram vento no pelo da cavalhada
E7 A
Alma encordoada entre o basto e o chapéu
A
Pego-lhe o grito corretiando as chimarronas
E7
Engrosso o timbre pra cantar nas madrugadas
D/F#
Bem redomão este gateado que hoje encilho
E7 A A7
Já sabe o trilho e o rigor das invernadas
D/F#
É um nobre hino este som que vem da pampa
C#m
E embala a estampa de homens livres da ganância
Bm
A calejar tempos e sonhos de a cavalo
E A A7
Antes que o galo queira despertar a estância
D A Bm7 E7 Em A7 D A E7 A
A
Carrega o corpo este é pingaço Julio veio
E7
Se vai ao mato a mascarada do patrão
D/F#
Leva-lhe a mão no doze braça e empurra a trança
E/D E A
Que ela se amansa quando o pealo entra nas mão
Tiniu a espora do ginete preto soares
E7
Vem pelos ares um bagual mouro bragado
D
Que se topou com a bravura dum fronteiro
E7 A A7
Garrão campeiro de lidar co´s aporreados
Empurrando As Morena
Tom: G
G D7
fui num baile na véia Uracila,
(C) G
Fim de esquila que a indiada se abugra- BIS
G7 (C) C (G)
Os cavalos deixemo encilhado
A (D7) D7 (G)
E os pelego virado com medo da chuva -BIS
G D7
Já no mais escondemo um veneno
(C) G
Vinho bueno debaixo do pala - BIS
G7 (C) C (G)
E adentremo arrastando as chilenas
A (D7) D7 (G)
Empurrando as morena pro meio da sala- BIS
C G
Na penumbra o finando Lautério
C G
Por gaudério faceiro e borracho
A (C) D7 (G)
Não perdoava mulher com marido
A (D7) D7 (G)
Assoprava o vestido e bombeava por baixo -BIS
C G
E Ponciano que nunca foi santo
C G
Lenço branco à meia-costela
A (C) D7 (G)
Ouve a gaita e a rancheira sacode
A (D7) D7 (G)
Esfregando o bigode na véia Miguela - BIS
G D7
É por isso que eu rezo
(C) G
Num floreio de gaita e pandeiro
G7 (C) C (G)
E amanheço arrastando as chilenas
A (D7) D7 (G)
Empurrando as morena num baile campeiro
Dentre Os Confins da Cordeona
Tom: C
Am Am/G F
Dentre os confins da cordeona, em escalas dormidas
Em Am Dm
Ficam o segredo da vida de quem tem ela por dona.
E7 Am
E a alma velha chororna, sai do gaiteiro mais taita,
Dm C Bm7(b5) G#º Am
E faz morada na gaita que corcoveia e se entona.
Am Am/G F
A gaita vista por fora, por certo nos impressiona,
Em Am Dm
Mas o interior da cordeona é o que de fato apavora.
E7 Am
Um cosmo que canta e chora numa engrenagem oculta
Dm C Bm7(b5) G#º Am Bm7(b5) Am
Que bem tocada resulta nessa alquimia sonora
( 55-42-44-45-32-34-35-23-25-12-13-15-13 )
G C D Am Am/G B7
Entre os confins da cordeona, vive a Querência ao avesso.
Em C D Am Am/G B7
O fim retorna ao começo, numa canção temporona
Em C D Am Am/G B7
A alma foge, gaviona, mas volta ao mesmo endereço
Em Em/D Am B7 Am G B7 Em
Vive a Querência ao avesso dentre os confins da cordeona.
"Vejo o gaiteiro cismando, misto de gente e de vento,
Como a juntar sentimento pra encher o fole soprando.
Guarda seu eu, esperando na vocação que apriosiona
Entre os confins da cordeona, pra libertar-se tocando."
( 55-42-44-45-32-34-35-23-25-12-13-15-13 )
G C D Am Am/G B7
Entre os confins da cordeona, vive a Querência ao avesso.
Em C D Am Am/G B7
O fim retorna ao começo, numa canção temporona
Em C D Am Am/G B7
A alma foge, gaviona, mas volta ao mesmo endereço
Em Em/D Am B7 Am G B7 Em
Vive a Querência ao avesso dentre os confins da cordeona.
Chote Fronteriço
Tom: C
C G
Num trote largo assim bandeei a Serrilhada
C
A tropilha toda na estrada no rumo de Vichadero- (bis)
F C
Semana santa - poncho e espora-
G C
Nossa senhora vem na aba do sombreiro- (bis)
C G
Lavei a cincha na cruzada do São Luiz
C
Me basta pra ser feliz um par de rédeas Na mão- (bis)
F C
Semana santa - alma na estrada-
G C
Vida encordoada com a cordeona de Botão- (bis)
Am G C
Será meu vicio antigo que hoje teima Em andejar?
Am G C
Será pela saudade que deixei do lado de Allá?
C G
Rimo o pelego com a badana de pardo
C
E um preparito prateado redobra o Brilho de zaino
F C
Sombreiro largo: cruzo a fronteira
G C
Alma estradeira batizada de minuano
C G
Em cada espora meu destino Fronteiriço
C
Traz o campeiro feitiço de torear céu e coxilha
F C
Semana santa - alma na espora-
G C
Nossa senhora vai no rumo da tropilha.
Chote e Recado
Tom: C
Intro.: G7 C Bb F C G7 C
C G7
Sabor de mate, brilho de estrela
C
Leva um recado de um cantador
Am F
Que por humilde “bajo la luna”
C G7 C
Compôs um chote para uma flor
Am G7
Tenho um rosilho bem tosado e já liviano
C
Que amansei já mais de ano pros caprichos da paixão
Am F
E uma cordeona oito soco de fronteira
C G7 C
Que floreio na maneira de agradar teu coração
G7
Sabor de mate, brilho de estrela
C
Leva um recado de um cantador
Am F
Que por humilde “bajo la luna”
C G7 C
Compôs um chote para uma flor
C G7 C F C G7 C G7 C G7 C
G7
Cantar da noite, água de sanga
C
Falta escramuça na cavalhada
Am F
Daqui uns três dias, me sobra uns “pila”
C G7 C
Encilho a alma e to na estrada
Am G7
Levo a cabresto uma pintura de mouro
C
Um presente de namoro, tranco bueno pro selim
Am F
E de retorno, chimarita do banhado
C G7 C
Quero um sorriso estampado neste rosto de jardim
C G7
Sabor de mate, brilho de estrela
C
Leva um recado de um cantador
Am F
Que por humilde “bajo la luna”
C G7 C
Compôs um chote para uma flor
Chamando Tropa
F#
Nem bem a tarde lobuna assombrou o outono
C#m
Me achou empurrando tropa num chamamé
B F# D#7
O gado em pelo de maio e sina marcada vai pra charqueada
C#7 F#
Boqueando poeira de estrada rumo a Bagé
F#
Não fosse "os tempo" de tropa grito e cachorro
C#m
Não fosse "as volta" do Inácio que é bom ponteiro
B F# D#7
Bandeava o São Luiz com chuva tormenta e raio estropeava o baio
C#7 F#
Altar de campo e distância irmão tropeiro
Refrão:
B F# A#m
Vai num mouro bueno Inácio Leal
D#7 G#m
chamando a ponta da tropa que nega a água
C#7 B A#m G#m F#
Deixando a querência perdida lá no Uruguay
F#
Cambona cincerro espora o arreador
C#m
Mugido e grito de "venha...arrrarrrá...se foi!..."
B F# D#7
No rastro do contrabando eu conheço o pago e venho cansado
C#7 F#
De tanto muda cavalo pechando boi
F#
São Pedro protege "os bueno" que vem na lida
C#m
De poncho a escorrer na anca pesado e frio
B F# D#7
E sabe que nada a tropa na ferraria que judiaria
C#7 F#
Mesclando poeira de estrada e espuma de rio
(Refrão)
Tua Paz
Tom: G
G7M Cm9 G7M Cm
G Cm G Cm
Dia, meu dia, minha luz
G Cm G Bm7 E7
O amor, uma flor, lua, encruzilhada
Am Am/G D7 C/D D/C
Basta a lembrança do olhar
Bm E7 Am G#7(#11) G Cm
Pra o coração ancorar no teu cais
G Cm G Cm
/Ah... essa dor de partir
G Cm G Bm E7
Deixar um querer e pegar a estrada
Am Am/G D7 C/D D/C
Buscar o teu céu por aí
Bm E7 Am G#7(#11) G Dm7 G7
Sentir o sofrer, meu bem querer quanta ausência/
C7M D/C
(A vida é que me fez assim
Bm E7(11)
Cantar a dor, o não, o sim Bis
Am Bm C7M C/D G7M Dm7 G7
Tua paz, o abraço, tudo enfim)
Int. C7M D/C Bm7 E7(11) Am7 Bm7 C7M C/D G7M
/ /( )
Tertúlia
Tom: C
C G7 C
C G7
(Uma chamarra uma fogueira
E F
Uma chinoca uma chaleira
Ebº C
Uma saudade, um mate amargo
G7 C Bis
E a peonada repassando o trago
G7
Noite cheirando a querência
C
Das tertúlias do meu pago)
G7 C
Tertúlia é o eco das vozes perdidas no campo afora
G7 C
Cantiga brotando livre novo prenúncio de aurora
E F Ebº C
É rima sem compromisso julgamento ou castração
G7 C
Onde se marca o compasso no bater do coração
( )
G7 C
É o batismo dos sem nome rodeio dos desgarrados
G7 C
Grito de alerta do pampa tribuna dos injustiçados
E F Ebº C
Tertúlia é o canto sonoro sem fronteira ou aramado
G7 C
Onde o violão e o poeta podem chorar abraçados
( )Int.
Recuerdos da 28
Introdução:(Gm D7 Gm) G7 Cm D7 Gm
D7
De vez em quando, quando boto a mão nos cobres
Gm
Não existe china pobre, nem garçom de cara feia
D7
Eu sou de longe, onde chove e não goteia
Gm
Não tenho medo de potro, nem macho que compadreia
D7
Boleio a perna e vou direto pro retoço
Gm
Quanto mais quente o alvoroço, muito mais me sinto afoito
D7
E o chinaredo, que de muito me conhece
Gm
Sabe que pedindo desce, meu facão na "28"
D7
Remancheio num boteco ali nos trilhos
Gm
Enquanto no bebedouro mato a sede do tordilho
D7
Ouço mugindo o barulho da cordeona
Gm
E a velha porca rabona, retouçando no salão
D7
Quem nunca falta é um índio porco e grosso
Gm
De apelido Pescoço, da rabona ao querendão
Int.
G D7
(Entro na sala no meio da confusão
G
Fico meio atarantado que nem cusco em procissão
Gm D7
Quase sempre chego assim meio com sede
Gm
Quebro o meu chapéu na testa de beijar santo em parede
G7 C
E num relance se eu não vejo alguém de farda eu grito:
D7 G Bis
Me serve um liso daquela que mata o guarda)
D7
Guardo o trabuco empanturrado de bala
Gm
Meu facão, chapéu e pala e com licença, vou dançar
D7
Nestes fandangos, levo a guaiaca recheada
Gm
Danço com a melhor china, que me importa de pagar
D7
O meu cavalo, deixo atado no palanque
Gm
Só não quero que ele manque quando terminar a farra
D7
A milicada sempre vem fora de hora
Gm
Mas eu saio porta afora, só quero ver quem me agarra
D7
Desde piazito, a polícia não espero
Gm
Se estoura a reboldosa me tapo de quero-quero
G7 Cm
Desde piazito, a polícia não espero
F7 Bb D7 Gm
Se estoura a reboldosa me tapo de quero-quero
Int.( )
Pela Lágrima
Tom: C
(intro) G G7 C Cm D7 G C D7 G
G
Eu já nem sei se é pela poeira dessa estrada
E7 Am
Que o meu olhar se chegou hoje mais molhado
C D/C Bm E7
Ou se foi essa distância tão constante
Am D7 G
Que trouxe junto alguma mágoa do passado
Bm
Talvez nem seja pelo jeito dessa lágrima
E7 Am
Que já faz tempo anda escasso meu sorriso
C D/C Bm E7
Pois ainda tenho aquela antiga alegria
Am D7 G
Que redescubro nos momentos que preciso
E7 Am
(a lágrima é um silêncio guardado pela alma
C D7 G
Que se solta simplesmente por partir
Dm7 G7 C (bis)
E querer explicá-la com palavras
D7 G
É cantar saudade a quem não sabe sentir
(intro)
A dor da lágrima eu sei bem de onde brota
E7 Am
Das nascentes de algum rio de aguada boa
C D/C Bm E7
Eram nuvens de saudade e se acharam
Am D7 G
Nos meus olhos com esse jeito de garoa
Bm
Certas vezes ganham imagens as retinas
E7 Am
Com silhuetas tão difíceis de esquecer
C D/C Bm E7
e transformam tão amargos meus olhares
Am D7 G
pelo sal que os olhos trazem sem querer
Bm
Se ainda fosse pelo menos só uma lágrima
E7 Am
para mostrar toda a tristeza que se tem
C D/C Bm E7
mas elas chegam amadrinhando o sentimento
Am D7 G
com recuerdos de saudade por alguém
(intro)
Pampa
(intro) Am F E7 Am
Am F
A Pampa é um país com três bandeiras e um homem que mateia concentrado,
Dm F E7 (Am F E7 Am)
seus olhos correm por sobre as fronteiras que o fazem tão unido e separado!
Am F
A Pampa é um lugar que se transcende,fronteiras são impostas pelas guerras;
Dm F E7 (Am F E7 Am)
“y el gaúcho”, com certeza, não entende três nomes, três brasões pra mesma terra!
Am F
O campo a se estender, imenso e plano, alarga o horizonte “mas allá”.
Dm F E7 (Am F E7 Am)
Talvez seja por isso que o pampeano enxerga além... De onde está!
A E F#7 E
Assim é o povo fronteiro,tropa, cavalo e tropeiro vão na mesma vez...
E E A F#7
Pátria e querência na estampa,somos um só nesta pampa,mas se contam três...Por que se contam três?
Am F
Meu verso vem de Jaime e Aureliano, de Rillo e Retamozo – um céu azul!
Dm F E7 (Am F E7 Am)
Sou Bento e Tiaraju, heróis pampeanos da forja desse Rio Grande do Sul!
Am F
A voz vem de Cafrune e canta assim,a rima de Lugones, minha sina,
Dm F E7 (Am F E7 Am)
e a fibra de Jose de San Martín; a História é quem me inscreve na Argentina!
Am F
Meu canto vem de Osíris, voz antiga da Pampa que em meu sangue não se esvai...
Dm F E7 (Am F E7 Am)
Comigo vem Rivera, vem Artigas... Legenda eu sou... No Uruguai!
A E F#7 E
Rumos dessa Pampa Grande, viemos dos versos de Hernandez, somos céu e chão...
E E A F#7
Todo o pampeano, sem erro,tem muito de Martin Fierro pelo coração... Dentro do coração!
Gaudêncio Sete Luas
Tom: C
Intro: Am Am/G F E7
Am Am/G F
A lua é um tiro ao alvo
E7
e as estrelas bala e bala
Am Am/G F
Vem minuano e eu me salvo
E7
no aconchego do meu pala
Am A7 Dm
Se troveja gritaria
G C
Já relampeia minha adaga
Am Am/G F
Quem não mostra valentia
E7
já na peleia se apaga
Am A7 Dm
Marquei a paleta da noite
G C
com o sol que é ferro em brasa
Am Am/G F
O dia veio mugindo
E7
pra se banhar em água rasa
Am A7 Dm
Pra me aquecer Mate quente
G C
Pra me esfriar Geada Fria
F
não vai ficar pra semente
E7
quem nasceu pra ventania
Intro E7 Am
O Valor do Cavalo Crioulo
Tom: C
A Bm
Quem vive no mato conhece madeira
E7 C#m
Quem faz a farinha conhece o monjolo
F#7 Bm
Quem sabe das voltas da lida campeira
E7 A
Conhece o valor do cavalo crioulo
A Bm
Não teme a intempérie, um forte não cansa
E7 C#m
Cavalo que sabe o que tem a fazer
F#7 Bm
É o pingo do pai, do avô, da criança
E7 A A7
Valente na lida, fiel no lazer
Dm G7 C F
Na marcha, no freio, no enduro, no laço
Bm7(b5) E7 Em7(b5) A7
Ou no anonimato de alguma invernada
Dm G7 C F
Campeiro e cavalo, com chuva e mormaço
Bm7(b5) E7 A E7 A
São velhos parceiros de lida e de estrada
A Bm
Cavalo crioulo se vê nessa imagem
E7 C#m
A própria querência que nunca se esgota
F#7 Bm
Irmão confidente daqueles que trazem
E7 A
A marca dos loros timbrada nas botas
A Bm
Por isso este pingo faz parte da gente
E7 C#m
Do nobre, do rude, do rei e vassalo
F#7 Bm
Que mesmo em caminhos dos mais diferentes
E7 A A7
Seguimos montados no mesmo cavalo
A E7 A
Cavalo crioulo um tesouro do pago
F#m Bm
Tu és o atavismo que nunca tem fim
Bm F#7/C# Bm/D
Que embala a tropilha dos sonhos que trago
E7 A
Na alma crioula que há dentro de mim!
Milongão do Campo Afora
Tom: C
Am Dm
No dia-a-dia da estância quando enfreno pra lida
G7 C E7
As léguas são mais compridas ao se dizer campo afora
Am Dm
Com o tinido da espora componho coplas ao tranco
G7 C E7
Pra demonstrar quando canto o campeirismo que aflora
Am Dm
Tordilha, negra, cabana, de “visitá” o chinaredo
G7 C E7
Guarda consigo segredos da doma e do arrocino
Am Dm
Sabendo por próprio tino que se do boi cruza o rastro
G7 C E7
Há um taura firme nos bastos e um laço no seu destino
A C#m Bm A7
(De a cavalo sigo ao tranco assoviando uma milonga
Dm G7 C E7
Remoendo coisas da vida pra outros dias que vêm
F E7
Repontando algum anseio desgarrado do rodeio
Am
Ou da ternura de alguém.)
Dm
Nas lidas manejo o freio conforme a volta do dia
G7 C E7
A repontar melodias e os mais terrunhos floreios
Am Dm
Seja num simples ponteio de um pica-pau na tronqueira
G7 C E7
Ou num clarear de boieira quando a noite se anuncia
Am Dm
E ao findar outro dia de talareio de esporas
G7 C E7
Repouso a esperar a aurora pra encilha de um bom cavalo
Am Dm
Pois a estampa que falo de gauchada campeira
G7 C E7
Se encontra lá na fronteira milongueando campo afora
La Invernada Hornero
Intro: Em C B7 Em B7 Em E7 Am D7 G C F B7 Em
C B7
Vem da invernada dos tempos rasgando olheiras de sol
Em
As patas cortam os ventos, no sangue um velho arrebol
C B7
Assim chegou no Rio Grande para o gaúcho saudá-lo
Em B7 Em
Desde então, por onde ande, Hornero é o rei dos cavalos
B7
Imprime à estirpe essa imagem, sua função sem igual
Em
Morfologia e coragem numa fusão ideal
C B7
Surgem campeões para o freio em dinastias de irmãos
Em
Arunco, nobre, faceiro, olvido, inteiro e brasão
C B7 Em
Tantos mais nesse entreveiro e outros que ainda serão
Am7 D7 G
(E, assim, La Invernada Hornero morreu, ficando em seu clã
C Am B7 Em
Segue a correr nos potreiros das gerações do amanhã
Am7 D7 G
Deixem que a lua entordilhe lá nas lonjuras do azul
C Am B7 Em
Ficou um pouco do Chile nessas manadas do sul)
Int.
C B7
O pago inteiro padece, faz-se um silêncio de galos
Em
Qualquer gaúcho entristece quando se vai seu cavalo
C B7
Meu coração bateu asas pra se esconder na poesia
Em E7
E um João-Barreiro fez casa numa cocheira vazia
E7 Am7 D7 G
Quando um BT se aproxima, com sua marca no couro
C Am B7 Em Bis
Eu vejo Hornero por cima da sua prole de ouro
Int.( )Int.
Estórias de Laço
Tom: D
Dm Dm/C Dm/B
Um boi brasino dorme nesse laço
A7
O sono eterno de quem já se foi
Dm Dm/C Dm/B
Hoje não sente mais os tironaços
A7 Dm
Que lhe judiavam quando era um boi
Gm
O fio da faca lhe roubando a vida
Dm
A dor do ferro ensangüentando o chão
Gm
A luz se apaga pois já está perdida
A7 Dm
Um boi sangrado tarde de verão
Gm
Couro estaqueado com o maior capricho
Dm
É de brasino, vai dar laço forte
Gm
Que sina estranha que carrega o bicho
A7 D
Servindo os homens até depois da morte
G
(Hoje o brasino é mais um doze braças
A7 D
Que vem na anca do meu pingo mouro
A7
Nada é pra sempre tudo um dia passa
Dm
Lembra-me o boi de quem só resta o couro)
Dm Dm/C Dm/B
Um boi brasino dorme nesse laço
A7
O sono eterno de quem já se foi
Dm Dm/C Dm/B
Hoje não sente mais os tironaços
A7 Dm
Que lhe judiavam quando era um boi
Gm
Quando eu atiro esse meu velho laço
Dm
E ele viaja em busca de outro boi
Gm
Bate nas aspas cerra num abraço
A7 Dm
Eu vejo o antes junto do depois
Gm
O boi não quer o laço do brasino
Dm
Senta, escarceia como ouvindo alguém
Gm
Que diga: luta contra o teu destino
A7 D
De ser um laço como eu sou também
Assinar:
Postagens (Atom)



